Esta minha fotografia é parte de um bonito projecto da minha 2x colega Edite Queiroz que assinala o Dia Internacional da Mulher 2020 na Ordem dos Psicólogos Portugueses e a dramática injustiça da “situação das mulheres [ser] pior que a dos homens pelo simples facto de serem mulheres.” (António Guterres).

Há pouco deparei-me com esta foto da AP de uma manifestação hoje em Bishkek (Quirguistão) cidade onde a amplitude térmica do dia foram 8ºC.

Coincidência simbólica porque neste 8.3 assinalam-se ‘amplitudes’: as que persistem em tantos indicadores entre M/H no nosso país (risco de pobreza, salários, violências…); mas também as entre mulheres mundo fora, mundo onde persiste a mutilação genital ou a impossibilidade das mulheres irem à Escola ou se manifestarem, como aqueles homens de cara tapada demonstram.

Todos (quem educa, lidera,se relaciona) temos um papel no combate a estas ‘amplitudes’. Creio no entanto que nós psicólogos temos especial contributo (e responsabilidade) não fora também objecto da nossa intervenção a garantia de maior autodeterminação e bem-estar da pessoa, pela promoção do seu autoconhecimento, competências e possibilidades.
Tive, tenho e terei mulheres extraordinárias perto de mim. Pessoas que para o serem tiveram e têm sempre que o ser ainda mais.
Obrigado a vocês.

















