Há uma semana viajava de autocarro entre capitais europeias numa mesma ilha, mudando de país (sem fronteira física) e saindo da UE. Pouco depois perguntava (quando visitávamos os Muros da Paz): “estes portões ainda se fecham?” – “Sim, fecham à noite”, responderam-me.
Em Belfast pude testemunhar como uma Fundação Comunitária (Community Foundation Northern Ireland) teve e tem um papel determinante no que de mais importante existe: a paz e o caminho de construção de diálogo e coesão social nas comunidades, mesmo numa sociedade (ainda) com fortes tensões políticas/religiosas.
Lá estava, integrado num grupo de 32 líderes de Fundações Comunitárias de todo o Mundo (EUA, UK, Irlanda, Canadá, Alemanha, Itália, Palestina, Espanha, Hungria, Roménia, …), umas mais recentes (a nossa Fundação Mendes Gonçalves), outras não tanto (incluindo a primeira de todas – Cleveland Foundation | 1914), reunidas pela Community Foundation Ireland para 4 dias de intenso trabalho e uma honesta e segura discussão sobre temas/desafios partilhados globalmente.
“Communities everywhere are facing complexities and challenges”, disse Denise Charlton a abrir (aproveito para agradecer o convite e a oportunidade de me e nos integrar em tão importante momento, grupo de líderes e organização – Jerry O’Connor e Isabel Pergande), tal qual diria mais tarde Kathrin Dombrowski (a quem também agradeço).
É assim, como sabemos e concretamente testemunhamos, entre sessões de trabalho e visitas a organizações em Dublin e Belfast e em temas como a paz e a coesão social; as comunidades e lideranças; o clima, a natureza e a resiliência; a democracia e o desenvolvimento; ou a inteligência artificial, a tecnologia e a (des)informação. Da Golegã a Toronto, de Messina a Bucareste, de Dublin a Pecs, de Nova Iorque à Palestina, de uma pequena ilha Canadiana a Essex.
Ainda que com impactos e em fases diferentes em cada contexto, vivemos tempos desafiantes, incertos e de desconfiança, onde a filantropia comunitária (de proximidade), a coragem e o dever da esperança que ali partilhamos são fatores protetores e base do que as comunidades (e a confiança e coesão que nelas podem ser desenvolvidas) de melhor têm para florescerem nestes tempos e garantirem possibilidades de bem-estar (e futuro) para todos.
Venho do “The Global Community Foundation Leaders Summit” com a ideia reforçada do quão privilegiado sou e somos mas, também, comprometido com o fazer bem com a nossa equipa e órgãos e, humildemente, contribuir(mos) para o ecossistema das Fundações Comunitárias em Portugal e no Mundo.
Caroline Taylor Rob Williamson OBE DL Tonia Wellons Kyra van Hoof Nour NusseibehRichard Williams Justin Sargent OBE Giacomo Pinaffo Rüdiger Ratsch-Heitmann Susanne Hauswaldt Sharon Avery Andrea Dicks, ICD.D Roisin Wood Alina Kasprovschi Paul Buchanan MBE Ulrike Reichart Emma de Closset Steph Taylor Danielle Gibbie Michelle Prater Cristina González Alcalá, PhD Helen Wray Martin O’Brien Aleix Pujol Puigmal Jan Despiegelaere
