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Dia Europeu das Fundações e Doadores – Café com FMG

Em 2024, ano da criação da Fundação Mendes Gonçalves [FMG], o tema foi “Construir confiança, conectar comunidades”. Em 2025, ano de início de atividade da FMG, “Rumo à equidade como uma realidade vivida”. Já em 2026, “Filantropia para as pessoas e para o planeta”.

 

A cada 1 de outubro comemoramos o Dia Europeu das Fundações e Doadores – promovido pela Philea – Philanthropy Europe Association – e, este ano, procuramos assinalá-lo junto da comunidade que procuramos servir – a Golegã e, a partir dela, a nossa região, país e Mundo.

 

Fizemo-lo participando no programa “Portas Abertas”, do Centro Português de Fundações, ao estar no Café Central da Golegã numa iniciativa simbólica: Um café com a Fundação Mendes Gonçalves onde, em equipa, conversamos com as pessoas que nos procuraram ou que simplesmente nos quiseram agradecer aquele café, naquele dia. Ali estivemos para as escutar, compreender e para respondermos a questões sobre a missão, objetivos e atividades da FMG.

 

Continuaremos a fazê-lo no “Sabores com Memória”. Nesta iniciativa, que conta com o apoio da Câmara Municipal da Golegã e de um conjunto de coletividades e IPSS do concelho, organizaremos, no próximo dia 16 de outubro (Dia Mundial da Alimentação), um jantar comunitário, retomando essa ideia e prática no Mercado Municipal, espaço central da comunidade. Nesta refeição e mesa partilhada procuraremos, além de construir comunidade, valorizar o património gastronómico, cultural e humano do território, pelo espaço de encontro entre gerações através das receitas, tradições e histórias, parte da nossa identidade coletiva (informações/inscrições no link nos comentários).

 

Estas duas iniciativas, com cerca de 15 dias de distância, procuram uma síntese destes 3 temas do Dia Europeu das Fundações e Doadores: “Construir confiança para conectar comunidades”; [contribuir para mais] “equidade como uma realidade vivida” e para uma “filantropia para as pessoas e para o planeta”. Procuram-no, conforme procuramos, de forma mais ampla na FMG, responder ao desígnio que a OECD – OCDE atribui à filantropia: “a capacidade de apoiar o que tem mais risco, de responder com flexibilidade e de testar soluções que outros possam depois levar mais longe”.

 

Fazê-lo depende certamente – em particular numa Fundação de base comunitária como a FMG – de estarmos próximo das pessoas que servimos e co-construirmos esse espaço de diferenciação. De adicionalidade.

 

A Philea, a partir do tema das comemorações deste ano, incentivava ao “despertar da imaginação coletiva” e ao mostrar “como pode ser um futuro melhor, um futuro ao serviço das pessoas e do planeta”. Mostrarmos como a “filantropia pode reforçar a capacidade de adaptação, a resiliência, a sustentabilidade e a prosperidade partilhada, mantendo a ousadia mesmo perante retrocessos recentes”.

 

Procuramo-lo e procuraremo-lo na Fundação Mendes Gonçalves. A cada ação, é certo. Mas, também, a cada conversa, café ou refeição partilhada, com cada pessoa, parte da nossa comunidade.

 

….

 

“European Day of Foundations and Donors” | @Philea | https://philea.eu/events/european-day-of-foundations-and-donors-2

“Sabores com Memória” | @Fundação Mendes Gonçalves | https://fundacaomendesgoncalves.org/sabores-com-memoria/

“Private philanthropy should scale its collaboration with governments to boost financing for sustainable development” | @OECD | https://www.oecd.org/en/about/news/announcements/2026/03/private-philanthropy-should-scale-its-collaboration-with-governments-to-boost-financing-for-sustainable-development.html

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SEKEM

Ontem soubemos que a “Alianza Ceibo” venceu a edição deste ano do Prémio Gulbenkian para a Humanidade. Sucede ao “Andhra Pradesh Community Managed Natural Farming”, a “Rattan Lal” e a “SEKEM”, vencedores em conjunto da anterior edição de um dos mais prestigiados prémios atribuídos por uma Fundação sediada em Portugal e que reconhece “indivíduos e organizações que alcancem enormes progressos na luta contra as alterações climáticas”. Parabéns.

 

O Luis de Melo Jerónimo dizia ontem à comunicação social (ver comentários) – e muito bem, a meu ver – que um dos impactos positivos dos prémios é a possibilidade de “estimular parcerias” e que a Fundação Calouste Gulbenkian está a estudar “criar uma rede entre vencedores” com esse objetivo. Nada mais relevante. Como Karin Nosková dizia recentemente “systems change requires trust and long-term partnerships” (ver comentários).

 

Na miríade de curiosidades e coincidências que acompanham quem simplesmente vive, isto acontece poucos dias depois de regressar do Egipto e de um conjunto de ações, reuniões, visitas e participações exatamente em e com SEKEM e, também exatamente, para reforço dos laços e possibilidades de relação e cooperação entre SEKEM e a Fundação Mendes Gonçalves (FMG).

 

Foi para mim e para nós, sei-o, um momento extraordinário de reflexão e inspiração. No particular, reunião a reunião, projeto a projeto, visita a visita, contacto a contacto. Mas, essencialmente, na perceção e no sentir, pleno, de como aquele conjunto e aquele sistema funcionam. Das práticas da agricultura à educação, da saúde à intervenção social, da investigação aos postos de trabalho e marcas, da formação (incluindo vocacional e universitária) ao desenvolvimento de pessoas e comunidades, da associação de agricultores à liderança, visão e ambição, cuidada, centrada e respeitadora de cada pessoa. Perceber, afinal, que é possível e que SEKEM é exemplo vivo dessa bonita e esperançosa possibilidade.

 

Mas conheçam e descubram por vós, valerá a pena. Quanto a nós, na FMG, comprometemo-nos a fazer algo com este sentir, a partir da nossa agência, tentando com SEKEM, e com quem faz SEKEM, colaborar no que de alinhamento há na nossa visão e projeto e fazendo daquela demonstração de possibilidade – em muito resultante das relações, partilha e construção de (verdadeira) comunidade – inspiração para o que dia-a-dia estamos a procurar construir e contribuir na Golegã, na região ao redor, em Portugal e no Mundo.

 

Obrigado Katrien Buys, por o teres proporcionado e pela atenção, cuidado e palavras. Serás certamente e na maneira em que possas e desejes, parte deste nosso caminho. Obrigado Helmy Abouleish por, com toda a equipa, nos receber e mostrar… Por nos querer compreender e ainda me convidar a participar no debate “Rethinking leadership in times of uncertainty”, inserido na conferência “Sustainable Development for Global Impact” promovida pela Heliopolis University, parte do SEKEM Group.

 

Obrigado. Por o fazerem. Por o mostrarem possível.

 

……

 

Ps. E… @Ines Queiroz, já disseste como foi à @Francisca Canais? E… @francisca, não custa sonhar porque “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar”.

Ps2. O (incrível) Palma, se não conheceu, haveria de ter gostado de conhecer aquela comunidade, visão e ideia de presente e futuro… E SEKEM de o conhecer e acolher.

……

https://gulbenkian.pt/read-watch-listen/sekem/

https://observador.pt/2026/09/21/projetos-distinguidos-pelo-premio-gulbenkian-para-a-humanidade-replicados-em-varios-paises/

Philanthropy is not defined only by resources but by relationships

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Comportamento Desafios da Psicologia Filantropia FMG Fundação Mendes Gonçalves Tecnologia

The Global Community Foundation Leaders Summit

Há uma semana viajava de autocarro entre capitais europeias numa mesma ilha, mudando de país (sem fronteira física) e saindo da UE. Pouco depois perguntava (quando visitávamos os Muros da Paz): “estes portões ainda se fecham?” – “Sim, fecham à noite”, responderam-me.

Em Belfast pude testemunhar como uma Fundação Comunitária (Community Foundation Northern Ireland) teve e tem um papel determinante no que de mais importante existe: a paz e o caminho de construção de diálogo e coesão social nas comunidades, mesmo numa sociedade (ainda) com fortes tensões políticas/religiosas.

Lá estava, integrado num grupo de 32 líderes de Fundações Comunitárias de todo o Mundo (EUA, UK, Irlanda, Canadá, Alemanha, Itália, Palestina, Espanha, Hungria, Roménia, …), umas mais recentes (a nossa Fundação Mendes Gonçalves), outras não tanto (incluindo a primeira de todas – Cleveland Foundation | 1914), reunidas pela Community Foundation Ireland para 4 dias de intenso trabalho e uma honesta e segura discussão sobre temas/desafios partilhados globalmente.

“Communities everywhere are facing complexities and challenges”, disse Denise Charlton a abrir (aproveito para agradecer o convite e a oportunidade de me e nos integrar em tão importante momento, grupo de líderes e organização – Jerry O’Connor e Isabel Pergande), tal qual diria mais tarde Kathrin Dombrowski (a quem também agradeço).

É assim, como sabemos e concretamente testemunhamos, entre sessões de trabalho e visitas a organizações em Dublin e Belfast e em temas como a paz e a coesão social; as comunidades e lideranças; o clima, a natureza e a resiliência; a democracia e o desenvolvimento; ou a inteligência artificial, a tecnologia e a (des)informação. Da Golegã a Toronto, de Messina a Bucareste, de Dublin a Pecs, de Nova Iorque à Palestina, de uma pequena ilha Canadiana a Essex.

Ainda que com impactos e em fases diferentes em cada contexto, vivemos tempos desafiantes, incertos e de desconfiança, onde a filantropia comunitária (de proximidade), a coragem e o dever da esperança que ali partilhamos são fatores protetores e base do que as comunidades (e a confiança e coesão que nelas podem ser desenvolvidas) de melhor têm para florescerem nestes tempos e garantirem possibilidades de bem-estar (e futuro) para todos.

Venho do “The Global Community Foundation Leaders Summit” com a ideia reforçada do quão privilegiado sou e somos mas, também, comprometido com o fazer bem com a nossa equipa e órgãos e, humildemente, contribuir(mos) para o ecossistema das Fundações Comunitárias em Portugal e no Mundo.

Caroline Taylor Rob Williamson OBE DL Tonia Wellons Kyra van Hoof Nour NusseibehRichard Williams Justin Sargent OBE Giacomo Pinaffo Rüdiger Ratsch-Heitmann Susanne Hauswaldt Sharon Avery Andrea Dicks, ICD.D Roisin Wood Alina Kasprovschi Paul Buchanan MBE Ulrike Reichart Emma de Closset Steph Taylor Danielle Gibbie Michelle Prater Cristina González Alcalá, PhD Helen Wray Martin O’Brien Aleix Pujol Puigmal Jan Despiegelaere

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Ainda a confiança…

Uma equipa multidisciplinar é reunida para procurar soluções para as pragas constantes de percevejos nas habitações de um bairro em Lowell, Massachusetts (USA). Na equipa surge uma proposta: disponibilizar aos moradores capas de colchão seladas. Proposta sensata, pensamos… Porém, também na equipa, alguém sugere que se converse sobre este problema com os moradores. É dessas conversas (focus groups) que se conclui que na maioria das casas não existem (sequer) os colchões que seriam protegidos pelas capas seladas.
Um de inúmeros exemplos que poderia partilhar de como soluções incríveis, se não contextualizadas e personalizadas, são ineficazes ou, pelo menos, ineficientes e que trago a partir de um texto que abaixo partilho. Texto que reflete sobre como a ciência psicológica deve assumir outro envolvimento com o “público” (contextos e pessoas a que se destina) para obter confiança e legitimidade, bases fundamentais de uma ciência com um contributo determinante em períodos de desafio ou crise significativos (pessoais ou sociais), onde muitas vezes a confiança se encontra mais seriamente ameaçada.
E é exatamente sobre ela, neste momento em que movimentos sociais e políticos a procuram fragilizar, intuindo os “ganhos” que para si que daí resultam (fingindo ignorar o mal pessoal e social que resulta da quebra da confiança e da coesão social), que gostava de partilhar duas ideias que penso, paradoxalmente, simples e poderosas:
a) Tal como as soluções maravilhosas só funcionam (maravilhosamente) se adaptadas aos contextos e públicos, também só podem ser eficazes se os contextos e públicos confiarem nelas e nas pessoas/organizações/entidades que as implementam. Daqui sucessivamente resulta que construir confiança é fundamental para a intervenção social e para apoiar a mudança no sentido de mais oportunidades de bem-estar e autodeterminação para todos;
b) Que todos – todos – temos um papel pessoal (e profissional) neste processo. Todos inclui a própria economia social que, não raras vezes, também a partir dos incentivos do próprio sistema (incluindo do Estado) que a financia e dos apoios que recebe (incluindo das Fundações) é ela própria, também paradoxalmente, organizada em torno da desconfiança e pouco promotora de confiança. É certo que existem (talvez mais hoje que ontem) exemplos em que assim não é como os que o Ricardo Garcia aponta no excelente texto que também partilho, mas são ainda assim a excepção.
O André Barata – excelente, sempre – escrevia este fim de semana que “a vida não se faz escassa quando nos dispomos a vivê-la. Passamos tanto tempo a pensar que viver é conquistar e não deixar escapar. E depois basta um dia de praia para o corpo descobrir que viver não é ganhar a vida. Ela está aí”.
É, não é? E é assim com a desconfiança… Passamos tanto tempo dedicados a ela que nos esquecemos do bom que é confiar, não é?
Até porque, conforme a desconfiança gera desconfiança, a confiança gera confiança. Construamo-la. Pelo futuro de todos.
……..
. “Publicly Engaged Science” | @Zara Abrams | @AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION |  http://resources.magappzine.com/feeds/production/comboapp/2335/media/262502/17e216f4-47dc-4f27-97b1-246cf10be01a.html
. “Financiar a confiança: o que o caso de MacKenzie Scott nos deve fazer pensar” | @Ricardo Garcia | @SAPO | https://sapo.pt/artigo/financiar-a-confianca-o-que-o-caso-de-mackenzie-scott-nos-deve-fazer-pensar-6a677580fb226a497b8f6b9e
. “Sobrar” | André Barata | @PÚBLICO | https://www.publico.pt/2026/08/21/culturaipsilon/opiniao/sobrar-2185314
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Democracia Filantropia FMG Fundação Mendes Gonçalves Política Psicologia

Comunidade, comunidade…

“Vivemos, dizem-nos, uma crise de saúde mental: milhões de pessoas em listas de espera, serviços incapazes de responder à procura, crianças a chegar às urgências em desespero”. Assim afirma, num artigo já de 2022 mas atual e que convoca à reflexão (até porque não concordaremos todos com todo o seu conteúdo), Sanah Ahsan, psicóloga com anos de experiência no SNS do UK, para logo nos interpelar com a seguinte questão: “Doesn’t it make sense that so many of us are suffering?” Fará – mesmo – sentido que tantos de nós estejamos a sofrer?

 

Também eu, tantas vezes, o penso e faço esta pergunta. Fará sentido, neste nosso tempo, que tantos de nós soframos? Que tantas crianças e jovens sofram?

 

É certo que vivemos um momento de instabilidade, incerteza e desconfiança. Mas é também certo que, além de mais recursos, temos hoje mais conhecimento que pode(ria) ajudar a contrabalançar estes movimentos. Um, fundamental, a importância das relações e da forma como participamos na construção de comunidade e nos sentimos parte dela, como fatores fundamentais de proteção face a este Mundo incerto e fontes de suporte, confiança e capacidade de adaptação. Como as relações e a comunidade nos aproximam de um propósito e da possibilidade de bem-estar.

 

É, também por isso, que tenho procurado refletir sobre qual pode ser o meu e nosso papel como cidadãos e profissionais, nas mais diversas áreas, na revitalização do que significa hoje construir comunidade e, simultaneamente, criar confiança e reforçar a coesão (social).

 

A este propósito sugiro, também, a leitura de uma interessante reflexão de David Sharpley sobre como a reconstrução da confiança (e coesão) social – muitas vezes “perdida” por via de sentimentos de injustiça e do ressentimento e dúvida que se instalam – começa, precisamente, pelo sentido de pertença.

 

Sentido de pertença base de um estudo recente – que também aconselho – publicado pela BIT e que analisou seis mil milhões de amizades (em redes sociais) no UK e que conclui que crianças de famílias com menos recursos que crescem em comunidades mais conectadas entre diferentes estratos sócio-económicos podem ter salários 28% superiores aos 28 anos face às que crescem em zonas mais isoladas… Isso e que a proximidade física, por si só, não é suficiente… São as atividades (e propósitos) partilhados que transformam vizinhança em vínculo. Conexão. Comunidade.

 

Ahsan termina o seu artigo com a imagem de uma planta a murchar: “não lhe diagnosticaríamos uma “síndrome de murchidão”, procuraríamos alterar as suas condições”. Certo. E porque não nas comunidades, pergunto eu? Para “criarem raízes” e as pessoas que as constituem tenham espaço de crescimento e desenvolvimento. Porque não reforçar, hoje e no futuro, aquilo que mais protege(u) (sempre) o bem-estar e desenvolvimento? Uma comunidade, coesa e baseada na confiança.

Ps. A imagem que partilho é da Cueva de las Manos onde quem habitava a Patagonia, algures entre há 13000 e 9500 anos, pensava a comunidade, assim.

 

….

 

I’m a psychologist – and I believe we’ve been told devastating lies about mental health | Sanah Ahsan | @The Guardian | https://www.theguardian.com/commentisfree/2022/sep/06/psychologist-devastating-lies-mental-health-problems-politics

Why social trust is failing – and how Psychology can restore it | The Psychologist @David Sharpley | https://www.bps.org.uk/psychologist/why-social-trust-failing-and-how-psychology-can-restore-it

Friends with benefits: How to connect communities to create opportunities | @The Behavioural Insights Team | https://www.bi.team/wp-content/uploads/2025/12/Friends-with-benefits-How-to-connect-communities-to-create-opportunities.pdf

Cova de las Manos | @UNESCO | https://whc.unesco.org/en/list/936/

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Filantropia FMG Fundação Mendes Gonçalves Política

“Qual o lugar – atual e potencial – da nutrição no quadro da economia social e da filantropia em Portugal e no Mundo?”

“Qual o lugar – atual e potencial – da nutrição no quadro da economia social e da filantropia em Portugal e no Mundo?”, perguntei a abrir…

A nutrição está no centro de alguns dos maiores desafios societais do nosso tempo. Da promoção da saúde ao bem-estar, da coesão territorial e social à sustentabilidade. No entanto, e paradoxalmente, está ainda relativamente ausente das agendas estratégicas da economia social e da filantropia em Portugal. Com exceções importantes, que reconhecemos e valorizamos. Mas com um espaço enorme por ocupar.

Também por isso recebemos com ainda maior gratidão o voto de confiança da Associação Portuguesa de Nutrição (uma das exceções relevantes) para que, neste nosso início de atividade, a Fundação Mendes Gonçalves estivesse presente no mais importante congresso que anualmente debate a alimentação e a nutrição em Portugal. Um convite que agradecemos na pessoa da Helena Real, que muito nos honrou e que permitiu que, àquele contexto, levássemos esta questão e reflexão.

Mas, mais, permitiu também que levássemos informação sobre o que enquanto Fundação, com um pilar e programa estrutural que cruza nutrição, estilos de vida e bem-estar (o programa Nutrir), estamos a construir e desenvolver nestas áreas, com exemplos concretos como são o projeto “Ambientes que Nutrem”. Bem como permitiu a sinalização da nossa vontade de contribuir para este ecossistema, a partir da convicção de como uma Fundação de proximidade com uma comunidade, com a nossa missão, pode e deve ter a nutrição no centro da atuação.

Saímos orgulhosos. De ter estado. De ter partilhado. De ter contribuído. E, sobretudo, de nos termos relacionado e comprometido, também, a procurar colaborar para que no futuro possa existir mais “nutrir” na economia social e na filantropia.

Por isso a fechar a intervenção disse: “Certamente outro. Maior, mais estratégico e com mais impacto. Outro, pelo futuro de todos”. Respondi assim à pergunta inicial que havia colocado, comprometendo-nos com este caminho.

Ps1. Digo saímos porque, ali estive, em representação de toda a nossa equipa – a quem agradeço – e junto com a Vanessa Esteves, colega com maior responsabilidade nos trabalhos que a Fundação Mendes Gonçalves tem desenvolvido no seu programa “Nutrir” e que, numa próxima oportunidade, trocará de lugar comigo numa apresentação desta natureza;

Ps2. Este apenas para quem lá esteve… Foram bastante mais de 50 (mais de 100, até) as pessoas que fizeram o que pedi… Obrigado. Estou, portanto, a aguardar as alvíssaras da minha equipa. Com enorme expectativa… 😊

Ps3. Não hoje. Hoje são para uma outra pessoa da nossa equipa, que cumpre um dia especial e que todos os dias nos torna melhores.

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FMG Fundação Mendes Gonçalves Pobreza e Desigualdade

10 Km e a filantropia de proximidade

Quando, a viajar, estou num lugar que conheço menos bem, podendo, procuro correr nele, juntando gostos: esse, correr; esse, viajar, também correndo por ruas, dinâmicas e sensações diferentes, cruzando-me com outras pessoas nas suas atividades quotidianas.

Há alguns anos estive em Goldsmiths, uma Faculdade da University of London onde se lecciona/investiga psicologia. Fiquei lá próximo (New Cross) e numa manhã corri até ao Hyde Park. Corri de um lugar onde a esperança média de vida saudável para os homens é de 57,8 anos até outro onde é 67,7 anos (dados de 2025). Cerca de 10km, numa das principais capitais e cidades do Mundo, 10 anos de diferença.

“Envelhecer é uma experiência muito diferente para pessoas diferentes. Onde vivemos ou quanto dinheiro ganhamos são fatores importantes e moldam a nossa saúde quando somos mais velhos”. Di-lo Sarah Wilkinson, num relatório do Centre for Ageing Better, que afirma “que a esperança de vida saudável caiu para os níveis mais baixos no UK desde que os registos começaram há 15 anos, enquanto a diferença entre diferentes comunidades locais também atingiu os valores mais elevados de sempre nos homens.”

Outros ângulos haveria – a participação, resiliência, democracia, o bem-estar – mas trago este exemplo para que pensemos na relevância de trabalharmos com e a partir da comunidade, procurando respostas para os desafios (e oportunidades) específicos com que cada uma se confronta. Vem isto a propósito da oportunidade que tive de trazer esta dimensão de contributo para uma conversa sobre a importância dos dados no reimaginar da filantropia.

A convite da Rede Capital Social (obrigado!), com moderação da Inês Sequeira (muito obrigado!) comentei este tema com pessoas muito importantes para mim: o Ricardo Garcia, que tem sido um apoio e estímulo constante nestas minhas funções; o Pedro Calado, por quem nutro uma enorme admiração e que – como tive oportunidade de explicar – é responsável em grande medida pelo caminho profissional que percorri.

Comentei-o a partir da experiência da nossa Fundação Mendes Gonçalves e de como sentimos que o reimaginar da filantropia também pode decorrer de a aproximarmos (na participação, nas propostas/respostas e na relação) das pessoas, comunidades e de processos de co-construção e responsabilização. Como os dados ganham nome, história, experiências e como se pode construir em comunidade confiança para a entidade e para o sector.

Falei, também, de bem-estar e da população mais jovem e sua participação, mas a isso voltarei em breve. Hoje queria sublinhar a necessidade de colaborarmos para construir comunidade e para criar lugares mais resilientes e com mais oportunidades de bem-estar e futuro para todos. Queria sublinhar o papel que as Fundações Comunitárias e uma filantropia de proximidade podem nisso, e no aumento da confiança no sector, assumir e, simultaneamente, dizer que espero que quem me e nos ouviu possa tê-lo levado conseguido enquanto reimaginção possível da filantropia.

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Comportamento FMG Fundação Mendes Gonçalves

O espaço das refeições é um educador silencioso

Creio que o sabemos mas importa que o lembremos: cada refeição na primeira infância é muito mais importante que o mero cumprir de uma necessidade (biológica). É um espaço, tempo e momento de relação, com os alimentos, com as pessoas e com o que rodeia os bebés e as crianças, que pode, verdadeiramente, nutrir – ou não – o futuro dessa criança e da sua comunidade.

Na Fundação Mendes Gonçalves e no nosso Programa Nutrir, assumimos a “nutrição saudável como um bem público”. Assumimos que uma nutrição saudável não promove apenas a saúde da população, mas também a equidade e a justiça social, e promove a economia e a sustentabilidade ambiental.

Trabalhamos estes temas de diversas formas. Desde logo, pensando a importância dos espaços de alimentação na primeira infância em ambiente escolar e “familiar” com o projeto “Ambientes que Nutrem”. Nele reforçamos que não basta “pensar no que se coloca no prato”; é preciso pensar o ambiente físico, o tempo disponível, quem está presente, como se comunica e como se organizam as refeições.

Para tal desenvolvemos 3 recursos que queremos que sejam ferramentas de ação para famílias, profissionais de educação e saúde e decisores (políticos):

. Documento “Ambientes que Nutrem”;

. Flyer de sensibilização para famílias/profissionais;

. Policy brief dirigido a quem define políticas públicas e prioridades de investimento.

Simultaneamente realizamos ações dirigidas a creches e JI, na nossa região e no concelho de Lisboa, um evento de sensibilização e temos procurado estimular o debate público com participações em eventos e comunicação social (ex: https://observador.pt/2026/03/09/falta-de-regras-para-alimentacao-nas-creches-compromete-desenvolvimento-das-criancas/).

Tudo também a procurar evidenciar que tendemos a subestimamos a influência que realmente temos. Um/a educadora que organiza o espaço da sala e de refeição, um/a cozinheiro/a, um/a autarca que decide sobre um espaço de refeitório ou sobre as refeições escolares, um pai, mãe ou cuidador/a que cria uma rotina à mesa… Todos têm frequentemente mais poder do que imaginam para tornar os ambientes de alimentação mais nutritivos e a nutrição mais saudável, no sentido mais amplo das palavras.

É essa a verdadeira ambição do “Ambientes que Nutrem”: reunir e disponibilizar evidência científica, transferi-la para instrumentos de literacia, advocacia e informação das políticas públicas, garantir ferramentas objetivas e práticas para que cada pessoa, a partir dos seus papéis, possa usar melhor a influência que já tem – na creche, JI ou escola, em casa ou na comunidade – para cuidar melhor da alimentação na primeira infância.

Lembrando finalmente que “o espaço das refeições é um educador silencioso: Que a maneira como organizamos os refeitórios e as mesas de alimentação em casa também ensinam o que é comer, em grupo e família, e o que é partilhar e cuidar.”

……

Programa Nutrir (Nota Conceptual) | @Fundação Mendes Gonçalves | https://fundacaomendesgoncalves.org/wp-content/uploads/2025/07/NC-002-FNU-Nota-Conceptual-Nutrir_Funda‡AEoMendesGon‡alves-0_VF_CAPA.pdf

Ambientes que Nutrem | @Fundação Mendes Gonçalves | https://fundacaomendesgoncalves.org/wp-content/uploads/2025/12/AmbientesQueNutrem.pdf

Ambientes que Nutrem [Policy Brief] | @Fundação Mendes Gonçalves | https://fundacaomendesgoncalves.org/wp-content/uploads/2026/02/Policy-Brief-Ambientes-Que-Nutrem.pdf?eg_sub=3c14571f94&eg_cam=0253a7f3c60ca4c4228148170ae7a4b0&eg_list=14

Ambientes que Nutrem [Flyer Literacia] | @Fundação Mendes Gonçalves | https://fundacaomendesgoncalves.org/wp-content/uploads/2026/02/Flyer-Ambientes-Que-Nutrem.pdf?eg_sub=3c14571f94&eg_cam=0253a7f3c60ca4c4228148170ae7a4b0&eg_list=14

…..

. No Need to Shout: Recognizing the Influence That’s Already Yours | @Vanessa Bohns | https://behavioralscientist.org/no-need-to-shout-recognizing-the-influence-thats-already-yours/

. Evento de Sensibilização – Cuidar da Primeira Infância | https://www.instagram.com/reel/DVRK3iigDIK/ |

. Fundação Mendes Gonçalves alerta para risco na alimentação das creches | @Lusa |https://noticiasdosorraia.sapo.pt/fundacao-mendes-goncalves-alerta-para-risco-na-alimentacao-das-creches/

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Democracia Educação FMG Fundação Mendes Gonçalves

Um outro Fuji, da Golegã para o Mundo

Hoje passam 42 anos do nascimento do projecto TED Conferences. Nascido no mítico 1984, o projecto cresceu e o seu lema – “ideias que merecem ser disseminadas” – levou (e continua a levar) reflexão e boas-práticas, nos mais diversos temas, aos quatro cantos do Mundo com uma energia, dinâmica e estilo muito próprios. Só aqui, no LinkedIn, tem mais de 24 milhões de seguidores (mais de dois “Portugais”), sendo a 5ª organização mais seguida logo após a Google, a Amazon, a Microsoft e o próprio LinkedIn. É obra.

Curiosamente um dos seus últimos posts (https://www.linkedin.com/posts/this-kindergarten-school-is-designed-to-help-ugcPost-7430058540633006080-5tTY?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAABUdsUoBSQRUD9nKHxubGYmf2eFYmTQWxqU), publicado há 4 dias, trata uma obra incrível –  a construção do Jardim-de-Infância (JI) Fuji, nos arredores de Tóquio, pela dupla de arquitectos Tezuka e decorre de um excerto de uma conferência TED do Takaharu Tezuka intitulada “O melhor JI que alguma vez viu”.

O excerto foca a forma como o desenho e a arquitectura do JI permite a sua abertura ao espaço exterior e ao redor, com a quase ausência de limites e barreiras entre espaço exterior e interior. Ainda o facto do projecto assentar na ideia de se fazer um “telhado”, utilizável e baixo (onde as crianças se pudessem ver entre os diferentes níveis do JI) e correr até ao infinito e a exploração, ao limite, da articulação com as árvores e com o espaço exterior no geral e sua utilização intencional para diminuir factores de tensão/stress e potenciar o “risco” controlado, a atividade física e a concentração em sala de aula.

Finalmente – e não menos importante – a forma como o desenho do espaço influencia positivamente a cooperação e o entendimento do JI como uma sociedade, de direitos e deveres de cada uma das partes, terminando com uma forte afirmação: “A arquitectura é capaz de mudar o Mundo | Uma das formas de o fazer é procurar mudar a vida das crianças”.

É, assim é. E assim procuramos fazer no trabalho que estamos – Fundação Mendes Gonçalves – a fazer para a construção da Escola Mendes Gonçalves, o primeiro projecto de um espaço escolar dos arquitectos Tezuka na Europa. Será em Portugal, na Golegã, e reunirá no mesmo espaço as respostas de Berçário, Creche, JI e Escola Básica de 1º Ciclo, integradas e a beber, entre outros, do conjunto de princípios e referenciais atrás referidos e da sua articulação com o seu projeto pedagógico. Mais, da sua articulação, também, com os Centros de Conhecimento e de Desenvolvimento Profissional previstos e com o que o Programa Educar da Fundação Mendes Gonçalves preconiza – “Educar com qualidade muda o Mundo”, sendo fundamental contribuir amplamente para uma educação de qualidade dos 0-10 anos, com especial enfoque no período 0-3 anos.

Um dia teremos uma nova história e, com ela, “ideias que merecem ser disseminadas”, da Golegã para o Mundo.

Ps. Mais e mais aprofundada informação e partilhas nos comentários.

…

“The best kindergarten you’ve ever seen” | Takaharu Tezuka | https://www.ted.com/talks/takaharu_tezuka_the_best_kindergarten_you_ve_ever_seen

Projecto “Escola Mendes Gonçalves” | @Fundação Mendes Gonçalves | https://www.youtube.com/watch?v=99biJdnHfXI

Programa Educar | @Fundação Mendes Gonçalves | https://fundacaomendesgoncalves.org/wp-content/uploads/2025/07/NC-001-FED-Nota-Conceptual-Educar_Funda‡AEoMendesGon‡alves-0_VF_CAPA.pdf

Fundação Mendes Gonçalves e Fundação Santander promovem debate sobre espaços educativos com Arquiteto Tezuka | @Fundação Mendes Gonçalves e @Fundação Santander | https://fundacaomendesgoncalves.org/2025/04/25/fundacao-mendes-goncalves-e-fundacao-santander-promovem-debate-sobre-espacos-educativos-com-arquiteto-tezuka/?doing_wp_cron=1771819478.6236600875854492187500

 

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1000 dias, investigação e equidade

“[Um desafio] é o bebé precisar de estar confortavelmente deitado no aparelho de ressonância magnética funcional acordado e sem se mexer”, disse ao Público uma investigadora, a propósito de um novo estudo com imagens da atividade do cerébro de bebés. Estudo que permite compreender que bebés pequenos (2 a 4 meses) “vêem o Mundo de forma mais complexa do que se imaginava” tendo já “capacidade de agrupar categorias – distinguir entre imagens de seres vivos e objectos – aos 2 meses”. Um passo importante para “ligar este tipo de imagem cerebral aos resultados cognitivos mais tarde na vida”.
Para tal e para crescermos em evidência e, espero, em sobressalto público e responsividade das/os decisoras/es e das políticas públicas à importância de cuidarmos os primeiros 1000 dias de vida, enquanto período fundamental de desenvolvimento e de promoção da equidade pelo cuidado, conforto e segurança, física e emocional do bebé, mas também pela educação e nutrição de qualidade.
Temos (Fundação Mendes Gonçalves) insistido no tema e na necessidade (de certa forma urgência), não raras vezes desconsiderada em função da necessidade (premente é certo) do mero reforço da oferta e da ausência de uma visão para as instituições educativas dos 0-3 anos voltada para uma estimulação e educação de qualidade. E temo-lo feito com ações concretas que apresentamos num evento que denominamos “Cuidar da Primeira Infância” [Golegã; 11.02.26] onde lançamos o “Cuidar em Rede”, uma rede de insituições educativas que incluem respostas de berçário, creche e JI da Golegã e dos concelhos limítrofes com a qual procuraremos, juntos, contribuir para uma educação de qualidade dos 0-6 anos e para um olhar proactivo para a importância da alimentação e nutrição. Agredecemos aos 5 municípios e às 9 instituições iniciais e nos próximos meses alargaremos a rede e o seu potencial de contributo.
Sabemos bem porque é que esta é uma prioridade de Portugal, “2º país da OECD – OCDE com maior nível de desigualdade de oportunidades” e 1º na responsabilidade das “circunstâncias herdadas, como o contexto socioeconómico dos pais”, na desigualdade – 40% face a uma média de 25% para toda a OCDE.
Complementarmente, como a American Psychological Association sublinha, a saúde mental começa com o começo da vida pelo que “além de reduzirmos as experiência adversas” de bebés/crianças necessitamos potenciar e promover os “aspectos positivos da infância, fundamentais para ajudar a suportar os riscos da vivência de experiências adversas no futuro” e “priorizar a prevenção, ajudando crianças a florescer antes de esperar que os problemas se aprofundem” para depois intervir.
Um e outro procuramos, a partir dos nossos recursos e capacidades, suportados na crença e compromisso forte com este caminho. Para fazer e fazer bem, junto com outras entidades, a partir da Golegã e região ao redor, procurando inspirar o país e, quem sabe, outras partes do Mundo.
Ps. Em comentário partilho links para mais e mais aprofundada informação.
Links Publicação:
“Bebés de dois meses vêem mundo de forma mais complexa do que cientistas imaginavam | @PÚBLICO |
https://www.publico.pt/2026/02/03/ciencia/noticia/bebes-dois-meses-veem-mundo-forma-complexa-cientistas-imaginavam-2163498
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Evento “Cuidar em Rede” | @Fundação Mendes Gonaçlves | https://fundacaomendesgoncalves.org/2026/02/11/apresentacao-da-fundacao-mendes-goncalves-2/
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Portugal é o 2.º país da OCDE com maior nível de desigualdade de oportunidades e grande parte da “culpa” é da profissão dos pais | @Expresso | https://amp-expresso-pt.cdn.ampproject.org/c/s/amp.expresso.pt/sociedade/2025-09-29-portugal-e-o-2.-pais-da-ocde-com-maior-nivel-de-desigualdade-de-oportunidades-e-grande-parte-da-culpa-e-da-profissao-dos-pais-7a3ac707?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=LinkedIn
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Psychologists are reimagining how society supports children – New models of care, education, and prevention prioritize mental health across the life span | @American Psyhcological Association | https://www.apa.org/monitor/2026/01-02/trends-childhood-lifelong-mental-health?utm_source=linkedin&utm_medium=social&utm_campaign=apa-monitor&utm_content=childhood-lifelong-mental-health