Esta semana começou numa capicua (02022020). Uma data cujo reverso é ela própria. A semana passada terminara com (imperfeitas) ‘capicuas’.
O histórico dia do Brexit cujo reverso não é ele próprio. Após um 2º referendo à presença (envolvimento) do Reino Unido na União Europeia, o leave venceu. Havia perdido por muito em 1975, venceu por pouco em 2016 (como agora o “leave means leave”).

O princípio do fim do processo de impeachment de Trump, onde a novidade não terá sido tanto o resultado da votação, antes o seu advogado ter defendido que a “troca de favores” com o “objetivo da sua reeleição” não poderia ser punida por considerada de “interesse público”.

Num e noutro caso, o reverso não será o mesmo.
Num e noutro caso, com responsabilidades de diversas partes.
Num e noutro caso, explorando medos, tribalismos contemporâneos, fake news e análises de dados manipulatórias.
Num e noutro caso, confirmando o insight de Jorge A. Fernandes do Público: “Sopra um vento soberanista e autoritário sobre o mundo”.
Sopra e, como numa tempestade, temos que preparar-nos para os ventos (compreendê-los, prevê-los, ter um protocolo de actuação para eles) e cuidar dos seus danos nas pessoas, espaços e comunidade.
Tudo isto, com urgência e para diminuir o seu impacto.
Tudo isto, também com Psicologia.