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Uma bala de prata para a promoção da equidade

1, 2, 3, (…) 1000… “Pensemos os primeiros mil dias de vida. É neste período, dos 9 meses de gestação aos primeiros 2 anos de vida extrauterina, que o nosso cérebro sofre um maior e mais rápido desenvolvimento. Nesse sentido, além de ser uma janela importantíssima de oportunidade, esse período é também tempo de vulnerabilidade, devendo, pelo impacto que se revela nesse início de vida e pelas consequências inegáveis para o futuro, merecer uma especial atenção por parte das políticas públicas que visem a equidade.”

Num período em que publicamente se debate a relevância da estimulação e da relação e vínculo mãe-bebé/criança e o currículo de crianças/jovens em matérias que envolvem o desenvolvimento e a cidadania, venho partilhar um artigo que escrevi para o Jornal de Notícias. Começa com o excerto anterior e chamei-lhe “Uma bala de prata para a promoção da equidade”.

Nele – abordando os estudos do Prémio Nobel da Economia James Heckman que demonstram a maior eficiência das políticas públicas que visam a equidade quando decorrem no período da primeira infância – destaco 3 prioridades que me parecem essenciais e, particularmente, possíveis de implementar pela existência de recursos e por serem mobilizadoras de diversas forças políticas/movimentos da ciência e sociedade civil:

a) “Políticas que, com eficácia e eficiência, no período da gravidez e primeiros 3 anos de vida, reduzam a exposição dos bebés e crianças ao stresse resultante de situações de escassez, exclusão e/ou pobreza e providenciem suporte emocional, desenvolvimento de competências parentais e condições, visando comportamentos parentais de maior segurança e promoção de desenvolvimento;

b) Políticas que, com eficácia e eficiência, revitalizem e robusteçam em recursos o modelo de intervenção na infância e o conjunto de intervenções educativas, sociais e de saúde para responder, precocemente e de forma contingente, às primeiras necessidades de bebés, crianças e famílias;

c) Políticas que, com eficácia e eficiência, generalizem a possibilidade de acesso à educação dos 0-3 e a incluam, definitivamente, como parte essencial do sistema educativo, pensando-as não apenas na importante dimensão do cuidado e da segurança, mas como focos essenciais de promoção de desenvolvimento e equidade, pela sua qualidade educativa também resultante de uma formação mais sensível a estas idades e comprometida com a redução das desigualdades dos profissionais de educação.”

Termino, afirmando que a considero que “uma missão coletiva onde a sociedade civil, logo cada um de nós, tem um papel de advocacia, de pressão e de cidadania amplo.”

“Porque sem mais equidade e porque sem mais possibilidades de futuro para todos limita-se a mobilidade, a justiça e a coesão social. Limita-se a possibilidade de bem-estar individual e, assim, a possibilidade de bem-estar da comunidade.”

Link para Artigo: https://www.jn.pt/opiniao/artigo/uma-bala-de-prata-para-a-promocao-da-equidade/17856531

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Uma Aventura na Curva do Rio

Por vezes penso o quanto o tempo e os acontecimentos actuais, em Portugal e no Mundo, exigem de nós um exigente equilíbrio entre o (re)conhecimento do passado, a (boa) convivência com o presente e, especialmente, uma atitude de idealismo realista (e realismo idealista como Timothy G. Ash define) face ao futuro.

Há, apesar de tudo, práticas e símbolos que nos fazem crer possível este equilibrio e que servem de exemplo, até pelo quanto nos marcam enquanto sociedade e comunidade. Um exemplo? A série de livros “Uma Aventura” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

Desde 1982 e o “Uma Aventura na Cidade” passaram 43 anos e 67 outros “Uma Aventura”. Sendo mais novo que a série, não sei quantos destes existiam quando li o meu primeiro, muito provavelmente trazido pela carrinha da @Fundação Calouste Gulbenkian (que projecto incrível), que parava em frente à Escola da minha aldeia a 50 metros do lugar onde cresci. Passaram mais de 30 anos desse momento e seria então inimaginável para mim pensar que um dia mais tarde estaria a participar na apresentação de uma edição (a 68 – “Uma Aventura na Curva do Rio”), num concelho vizinho ao da minha aldeia (Golegã), edição cuja história decorre exactamente na Golegã e em lugares a ela próximos e versa, também, a Casa Mendes Gonçalves (que apoiou o projecto) e a Fundação Mendes Gonçalves à qual, como sabem, dedico o meu empenho e compromisso.

Mais, há três dimensões que ligam esta série e livro à Fundação e que procurei salientar na minha intervenção para uma sala com larguíssimas dezenas de crianças e de convidados:

  1. A forma como entendemos a filantropia de proximidade e o vínculo com o território e o facto do livro ter, no seu final, 40 páginas que celebram lugares e histórias, do passado, presente e futuro daquela comunidade;

  1. O legado, parte da nossa missão (Nutrir Futuros, Regenerar Legados), que mais “Uma Aventura” concretiza e o seu papel central na formação de leitores ao longo das últimas décadas, logo no concelho onde nasceu e viveu o Nobel da Literatura José Saramago;

  1. O seu papel na relação porque, como outras/os, li os livros e tive oportunidade de voltar a eles para os ler para (depois com) o meu filho mais velho e terei com o mais novo. Que as autoras não parem de nutrir esta bonita história.

E… Vêm aí as férias. Que tal ler com a/o sua/seu filha/o ou convidá-la/o a ler esta nova “Uma Aventura” e depois visitar a Golegã e a região ao seu redor, dando realidade ao imaginário do livro? Porque ontem, hoje e amanhã, estar em família e junto de quem incondicionalmente nos quer bem é fundamental ao nosso bem-estar. Porque ontem, hoje e amanhã, sentirmos o território e a natureza é fundamental ao nosso bem-estar. Finalmente, porque o nosso bem-estar é fundamental ao das outras pessoas e vice-versa… E vice-versa, não esqueçamos.

Ps. Um agradecimento ao Município da Golegã e ao Diogo Rosa pela colaboração, impulso ao projecto e convite.

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Heckman

Este é apenas um exemplo… Alicia, filha de Alfredo Quintana, guarda-redes de Andebol do FCPorto e da selecção nacional falecido há 4 anos, brinca com Gustavo Capdeville, guarda-redes do SLBenfica e da selecção nacional depois de um FCP-SLB. Vem ela propósito de ontem ter visto uma imagem de um jogador da selecção de rugby do País de Gales com um/a bebé ao colo, logo após um jogo intenso, e dois jogadores adversários de Inglaterra a brincar/interagir com a/o bebé. Mas podia vir a propósito, também e num sentido menos positivo, de Alan Kurdi, o menino sírio da camisola vermelha que morreu há quase 13 anos e cuja imagem, caído numa praia da Turquia, quem viu não mais esquecerá.

Nem rivalidades desportivas, nem frases/pensamentos tipo “vai para a tua terra” sobrevivem, geralmente (sublinho, geralmente), a bebés/crianças, tal é o nosso instinto protector e de carinho e cuidado. Do mais bonito que o Mundo nos dá.

Mas, se assim é face a situações particulares, temo que um conjunto de forças e dinâmicas actuais (políticas e sociais) possam obstaculizar a uma visão da importância de investirmos, hoje, nos bebés/crianças para, hoje e amanhã, todos beneficiarmos enquanto comunidade e sociedade desse investimento.

Podia enumerar diversas e variadas forças/dinâmicas. Destaco quatro:

a) O crescimento do populismo e, com ele, de um estímulo a políticas tendentes a ganhos mais imediatos e tangíveis, retirando foco/prioridade ao investimento significativo nos primeiros anos de vida, com resultados a médio/longo prazo;

b) A crescente desconsideração da ciência face a percepções e visões mais “puramente” ideológicas e/ou assentes numa suposta meritocracia, algo que periga a utilização dos recursos onde e quando se mostram mais eficientes e eficazes;

c) O enfraquecimento do conceito de direitos humanos universais e uma menor atenção à procura da promoção da equidade e da possibilidade de autodeterminação, com intervenções robustas junto das/os bebés/crianças em situação de maior vulnerabilidade;

d) A quebra da confiança, a maior dificuldade de diálogo e colaboração entre decisoras/es políticos e de continuidade de políticas fragilizam investimentos a médio/longo prazo;

Razões que, creio, nos devem preocupar e fazer regressar a Heckman, prémio Nobel de Economia e que na sua célebre equação refere: “A maior taxa de retorno do desenvolvimento na primeira infância ocorre quando se investe o mais cedo possível, desde o nascimento até os cinco anos de idade, em famílias vulneráveis. Começar na idade de três ou quatro anos é um pouco tarde demais, pois significa não reconhecer que habilidades geram habilidades de uma forma complementar e dinâmica. Os esforços devem concentrar-se nos primeiros anos em busca de maior eficiência e eficácia.”

Regressemos a Heckman e – apesar do tempo, do dia-a-dia muito complexo e das forças que nos arrastam para o que de mais imediato existe – não esqueçamos de a cada dia prepararmos, enquanto comunidade e sociedade, o futuro.

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O Bem-estar, idiota

À boleia de Trump e do que significa na ascensão de “vozes e partidos iliberais e autoritários”, voltamos à expressão “The economy, stupid” [A economia, idiota], cunhada por Carville, quando a distribuiu pela sede de campanha de Clinton, aquando da sua candidatura às presidenciais de 1992”.

Talvez hoje “Carville lhe acrescentasse uma palavra – percepção. Mais decisivo que o estado da economia, é a percepção pelas pessoas do estado da economia. E, acrescento eu, mais decisivo que o estado da economia e do que a percepção do estado da economia, embora significativamente impactada por estas dimensões, é a avaliação que cada pessoa faz da sua vida, do seu bem-estar e, particularmente, a comparação que faz entre o que sente e o que sente que poderia sentir e entre o que sente e o que sente que outras pessoas sentem.”

“O Bem-estar, idiota”, 95º artigo da rubrica “Ao redor” (Revista SÁBADO) reflecte sobre como “não apenas quem vota/votou está à procura de ganhos de bem-estar para si, aproximando-se do que imagina como sendo o seu bem-estar potencial, como procura alterações no resultado da comparação que faz com outras pessoas, pessoas que algumas sentem não merecer o nível de bem-estar que aparentam. Daqui resulta que existirão pessoas que estarão até disponíveis para que o seu nível de bem-estar não aumente desde que a diferença face a outras e outros possa aumentar.”

Ora alguns indicadores apontam para “estagnação, por vezes quebra e, principalmente, para o enraizamento de uma percepção de que as novas gerações, particularmente em alguns países da Europa e nos EUA, enfrentarão um declínio no bem-estar. Esta percepção é, por si só, geradora de stresse e angústia, mas, também, de raiva e ressentimento, hoje emoções apontadas por estudos de opinião como profundamente preponderantes na tomada de decisão política e na escolha de pessoas/partidos”.

“É por isso que é fundamental que privilegiemos a possibilidade de bem-estar e que, enquanto sociedade, nos sobressaltemos com o facto das nossas crianças e jovens – sim, as crianças e jovens em Portugal – terem hoje indicadores de bem-estar ou de saúde mental bastante piores face aos seus pares há alguns anos, pares estes hoje jovens adultas e adultos com indicadores de bem-estar ou de saúde mental bastante piores face a quem teve estas idades há já alguns anos.”

“Com base nestes indicadores é estranho que, nas inúmeras e longas reflexões que vejo serem realizadas sobre a quebra de resultados escolares das crianças e adolescentes em indicadores internacionais ou em provas de aferição, raras vezes se discutam os níveis de bem-estar e o impacto que têm no seu envolvimento, motivação, nas aprendizagens e no seu desempenho. Nos resultados escolares como nos níveis de práticas agressivas e violência, na não-autonomia, na não-participação cívica…”

“Impõe-se, nesse sentido, que contribuamos e advoguemos por uma nova centralidade do bem-estar sob pena de entrarmos mesmo num ciclo que confirme o tal declínio.”

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“Como psicólogas/os, somos formadas/os para disseminar ciência através de revistas com revisão por pares e congressos de base académica.”

“Como psicólogas/os, somos formadas/os para disseminar ciência através de revistas com revisão por pares e congressos de base académica.”

Esta afirmação consta de um trabalho que trata a forma como é fundamental – particularmente quando vivemos um período de desafio significativo nas questões da saúde mental – que as psicólogas e os psicólogos possam estimular, com o seu conhecimento, conversas informadas sobre saúde mental “em gelatarias, cabeleireiros, barbeiros e salões de beleza, restaurantes e outros lugares do nosso dia-a-dia”.

É uma afirmação de Ariana Hoet, directora executiva da “The Kids Mental Health Foundation”, uma fundação que se propõe contribuir para um Mundo em que a “saúde mental é parte vital do crescimento”, desenvolvendo nas pessoas adultas “competências para ajudarem as crianças a lidarem com os desafios da sua vida”.

Apesar do artigo tratar uma realidade distinta, creio existirem paralelos para outros países, incluindo Portugal, nas questões sobre como a formação prepara insuficientemente as e os profissionais para comunicar com diferentes públicos, disseminar a ciência e promover literacia e o viés existente para a comunicação mais académica / entre pares, bem como nos desafios que se colocam à saúde mental, particularmente de grupos específicos da população (crianças e jovens, pessoas em situação de exclusão e pobreza, …).

Também por isso tenho procurado contribuir para que se reflicta sobre um mais vasto contributo das psicólogas e psicólogos na disponibilização (e impacto) mais amplo da ciência psicológica, aproximando-a mais dos contextos de vida das pessoas, também a partir da influência conjunta com outras ciências, do trabalho com outros profissionais e com pessoas referência às vidas de outras pessoas. E faço-o a partir de quatro elementos que penso centrais da importância desse movimento:

a) Chegar a mais pessoas e a pessoas que dificilmente de outra forma procuram / conseguem aceder a serviços de psicologia;

b) Gerar mais capacidade de detecção precoce de problemas e, logo, maior possibilidade de intervenções mais próximas, custo-eficazes e que reduzam sofrimento;

c) Contribuir para a prevenção a partir de uma maior sensibilidade aos temas da saúde mental e da transformação societal em questões que concorrem para os desafios que hoje enfrentamos;

d) Fomentar conhecimento, literacia e ferramentas que permitam maior auto e heterocuidado nas comunidades.

Faço-o por aqui. Faço-o por aí. Fi-lo, por exemplo, em participações recentes em eventos próximos de comunidades e diferentes profissionais: em Albufeira, reflectindo sobre “Equidade e justiça social na Saúde Mental” (com a Carla Fernandes com moderação da Cláudia Cristina Dias Guedelha); em Aveiro, sobre ciclos de pobreza e o papel da parentalidade e sucesso educativo (com a Maria João Marques, a Carla Sousa, a Andreia Carvalho e a Sandra Araújo com moderação da Catarina Isabel Reis Neves).

Um pequeno contributo meu, nosso. De um tanto que há a fazer…

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Wild Robot

Afinal… “A bondade é uma técnica de sobrevivência”.

Há dias partilhei por aqui um artigo que escrevi que resulta de uma reflexão que faço sobre a profunda articulação entre a empatia e a democracia, nos seus princípios e fundamentos de organização, onde o reconhecimento, a confiança, a equidade, a justiça integeracional e a coesão social são princípios e missões fundamentais.

Princípios estes profundamente ligados à possibilidade de bem-estar e autodeterminação para todas as pessoas e, logo, à psicologia enquanto objecto e enquanto profissão, como bases da sua identidade.

Este Sábado, eu e o meu filho mais velho fomos ver um filme – Wild Robot | Robot Selvagem – que parte de uma narrativa curiosa que imagina um Robot “inteligente” e o seu enquadramento e contexto (a imaginação de um futuro possível) num cenário de uma “selva” (a imaginação de um passado possível), em que animais e Robot comunicam e interagem entre si. Para quem não viu e para quem nada sabe sobre o filme, creio que as linhas anteriores são suficientes para pensarem o conjunto de poderosas metáforas e alegorias que resultam da maior – este enquadramento.

Deixo-vos, também por isso, uma espécie de convite a que, na continuidade do que havia escrito no tal artigo, possam ver o filme e sobre ele, como o tenho feito, reflectir um pouco… E deixo duas sugestões de reflexão:

a) A forma como possibilita, à sua maneira, colocar milhões de crianças e jovens (e adultas/os) Mundo fora a pensar a triangulação entre a bondade, a relação e a nossa interdependência. Como, muitas vezes “contra” os nossos instintos e vieses, é a cooperação, a relação e um pensamento mais a médio e longo prazo e não a competição, o conflito destrutivo e um certo hiperimediatismo e procura de “ganhos imediatos e individuais”, que mais contribuem para a nossa sobrevivência, para o nosso bem-estar e para um futuro de médio e longo prazo, melhor para nós e para todas e todos.

b) A forma como, à sua maneira, coloca milhões de crianças e jovens (e adultas/os) perante paradoxos: o do filme e de um “acidente” que, sendo mortal para a família de uma personagem, a “salva”; o do Mundo que, hoje com muita reflexão sobre estes temas, com um maior foco nas últimas décadas nos Direitos Humanos e Objectivos de Desenvolvimento Sustentável caminha como caminha. Num e noutro caso a fazer-me (fazer-nos?) pensar o que poderá estar a falhar (para melhorarmos), mas também onde estaríamos se atravessássemos o actual contexto sem esse caminho que, apesar de tudo, fomos capazes de percorrer e que urge ser reforçado, continuado e aprofundado.

Até porque, como o filme bem mostra, parece que tudo pode mudar. E que se abrem múltiplas possibilidades quando acreditamos que é possível um Mundo melhor e que “para (sobre)viver temos que ser mais do que aquilo para o qual nos programam”.

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Um ditado popular a propósito das práticas agressivas e violência em contexto escolar (Sábado; Ao redor…; 24.09.2024)

Como muitos de nós cresci a ouvir um conjunto de ditados populares que, invariavelmente, tendiam para uma aproximação a complacência e/ou justificação de situações diversas e múltiplas de violência. “Entre marido e não se mete a colher” é disso um exemplo paradigmático. Quero, porém, e numa perspectiva de reversibilidade, usar neste texto de um outro ditado popular – “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” – para destacar como, ao contrário, é fundamental adoptar-se uma postura individual e colectiva de não aceitação, justificação e de não complacência com as diversas práticas agressivas e formas de violência.

Há hoje razões significativas para o termos presente. Razões que vão além de casos naturalmente muito relevantes pelo seu impacto e pela dimensão de sobressalto e de alarme social que comportam, ainda que excepcionais, como foi o recente caso na Escola Básica da Azambuja. Razões que incluem, desde logo, o que António Guterres sublinhou no passado Sábado, quando assinalava o Dia Internacional da Paz, num ano e momento com a maior incidência de conflitos armados activos no Mundo desde a II Guerra Mundial. Disse Guterres que precisamos de uma acção conjunta de promoção da paz e de prevenção da violência, em todas as suas formas.

Razões que incluem, também, os fortes desafios que crianças e, particularmente, jovens enfrentam hoje e que condicionam significativamente a sua saúde, particularmente a saúde mental, e bem-estar. Sobre isso aqui escrevi, por exemplo, em Novembro de 2023 num artigo intitulado “Cumprir a Convenção sobre os Direitos da Criança – Um desígnio e Quatro propostas”, destacando a importância da resposta precoce a dificuldades e necessidades, nomeadamente com uma “estratégia ancorada em políticas de promoção da natalidade e sociais, que aponte aos primeiros 1000 dias de vida de um bebé”, “a revitalização do modelo de intervenção precoce na infância e do conjunto de intervenções educativas, sociais e de saúde”, a generalização da “possibilidade de acesso a contextos educativos de bebés e crianças dos 0 aos 3 anos” com a “garantia da qualidade dos ambientes educativos” e o investimento “em programas de formação e desenvolvimento e das condições de exercício profissional de pessoal docente, não docente e de técnicas/os especializadas/os, incluindo psicólogas e psicólogos, fortemente comprometidos com a redução das desigualdades, com a capacidade de responder às situações de maior vulnerabilidade e com a avaliação de impacto”. Sobre isso também aqui havia escrito em Setembro de 2022 num artigo intitulado “(Rosa dos) Ventos da saúde mental da população jovem”, onde procurei reflectir sobre o impacto das “notas” e da centralização nos resultados no processo de desenvolvimento do conjunto mais amplo de competências, incluindo sócio-emocionais e relacionais, e de promoção do bem-estar e da saúde mental. Isto a par da pressão, que resulta em parte das redes sociais, para a necessidade de “reconhecimento no espaço virtual”, de alguma ausência de suporte que advém da inacessibilidade de recursos de apoio ou da sua inconstância porque muitas vezes resultam de projectos ou contratações não permanentes que implicam alterações / interrupções frequentes e do crescimento da instabilidade e imprevisibilidade face ao futuro que, afectando todas as pessoas, impacta desproporcionalmente a população mais jovem. Precisamos, portanto, de uma acção conjunta de promoção da saúde mental e do bem-estar e de uma atitude de prevenção e resposta aos problemas contingente e precoce, empoderada e eficaz.

Razões, finalmente, que decorrem do ambiente social e político que vivemos hoje. Um espaço público onde em cerca de 20 anos aumentaram em 100% as notícias dos órgãos de comunicação social cuja mensagem base é o “ódio” e em 150% as em que é o “medo”. Em que pessoas e grupos constroem, por vezes artificialmente, conflito não construtivo porque prosperam, proliferam e lideram nesse âmbito, autopromovendo-se ou promovendo as e os do seu grupo, sem qualquer consideração dos impactos a médio e longo prazo dessa atitude nos indivíduos e na sociedade. Geram e gerem desconfiança que gera mais desconfiança, conflito não construtivo que gera mais conflito não construtivo validando, explicita ou implicitamente, os receios das outras pessoas, diversas de nós, o ódio, o ressentimento e, por vezes, até comportamentos agressivos, criando na sociedade espaço para atitudes de complacência com diferentes práticas agressivas e violentas. Precisamos de uma acção conjunta de promoção da resolução construtiva de conflitos e de prevenir a complacência com atitudes e comportamentos de discriminação, ódio e de não cumprimento dos Direitos Humanos.

Ora, diz-se, sabe-se, que a Escola não é uma ilha e, logo, não é imune a este conjunto de fenómenos. Debate-se, necessariamente, com desafios ao nível dos seus recursos humanos, mas também com outros que resultam dos importantes objectivos da inclusão de todas as crianças e jovens, do aumento da escolaridade obrigatória, da escola de qualidade a “tempo inteiro” ou de fenómenos como as migrações, a desigualdade social ou a transição digital e a utilização de novas tecnologias. É com todo este enquadramento que devemos pensar o aumento reportado dos fenómenos violentos em contexto escolar (por exemplo da Escola Segura) e olhando a que:

  1. A violência em contexto escolar não é um problema apenas do presente (embora, enquanto seres humanos, tendamos o colocar o foco no presente e nas questões mais negativas), sendo as formas de violência historicamente presentes no contexto das Escolas. Apesar deste cenário é fundamental que sublinhemos, a cada momento, o valor da não inevitabilidade das mesmas;
  2. É fulcral alterarmos a forma como a sociedade olha e pensa a Escola e valoriza, além da promoção do conhecimento, aprendizagem e resultados escolares (naturalmente muito importantes), os seus contributos para preparar crianças e jovens para a sua autorregulação comportamental e emocional, para a resolução de problemas e de conflitos, para a abertura ao outro e para a empatia;
  3. Tendendo à prevenção das práticas agressivas, a importância da Escola contribuir para a promoção da possibilidade de ocupação com segurança e com propósito de tempos livres;
  4. É fundamental que grupos de trabalho e outras estruturas considerem e tenham capacidade operativa para imprimir uma dinâmica de consequência sobre as medidas propostas, prevenindo riscos de descrédito, descrença e de utilização destes mecanismos como justificativos de eventuais inações.

Na verdade, aqui e ali, no Mundo ao redor, é fundamental promovermos uma postura individual e colectiva de não aceitação e de não complacência para com qualquer fenómeno de violência e, logo, para com as práticas agressivas e a violência em contexto escolar. Uma acção individual e colectiva mais ampla de promoção da paz e de prevenção da violência, em todas as suas formas. Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, com evidente benefício para alunas e alunos, profissionais, comunidade educativa e sociedade. Hoje. Para o futuro.

 

Tiago Pereira

Um ditado popular a propósito das práticas agressivas e violência em contexto escolar

in Sábado (Ao redor…); 24.09.2024

https://www.sabado.pt/opiniao/convidados/tiago-pereira/detalhe/um-ditado-popular-a-proposito-das-praticas-agressivas-e-violencia–em-contexto-escolar

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Cheque Psicólogo

São mais de 830 as psicólogas e psicólogos que, a partir desta semana, estão disponíveis para o apoio e suporte a estudantes das instituições de Ensino Superior.

Estas e estes estudantes são, na sua grande maioria, jovens de uma geração particularmente impactada nas suas dimensões da saúde mental e do bem-estar, resultado de um conjunto de determinantes e condicionantes, principalmente de índole social e económica. Geração com pouco acesso e, particularmente pouca equidade no acesso, a serviços de psicologia clínica e da saúde. Geração muito impactada, sublinho, mas, apesar de tudo, com melhores indicadores de saúde mental e bem-estar que a geração que se lhe segue, hoje no Ensino Secundário.

Foi com este enquadramento que segunda-feira, numa entrevista à @SIC para uma reportagem que enquadrava a medida “cheque psicóloga/o” no Ensino Superior, procurei sublinhar:

  1. A necessidade da complementaridade da medida com um urgente reforço do orçamento, da valorização e das condições de actuação dos Serviços de Psicologia em instituições de Ensino Superior, particularmente considerando o seu importante papel no processo de acompanhamento aos momentos de transição e à importância da prevenção e da capacitação por via da promoção de competências facilitadoras e/ou transversais junto das/os estudantes;

 

  1. A necessidade da sua complementaridade com o urgente reforço das psicólogas e psicólogos no Serviço Nacional de Saúde (e nos Cuidados de Saúde Primários em particular) considerando a importância da intervenção da psicologia estar registadas e integradas no sistema, numa perspectiva de acompanhamento de saúde em proximidade e contingência;

 

  1. A discussão sobre os factores de inclusão e de exclusão acordados com o intuito de procurar garantir melhor e mais personalizada resposta para cada situação específica e garantindo, na medida do possível, a integração da resposta com outras respostas existentes, sejam relativas a situações de crise, sejam de necessidade de continuidade.

 

Aos três anteriores pontos acresce a tentativa de contributo para reforçar a importância da avaliação de impacto no sentido da melhoria da resposta mas, também e eventualmente, a extensão de medidas desta natureza a outros contextos / necessidades.

Tudo a partir de um contributo da @Ordem dos Psicólogos Portugueses para um programa que, qualquer um/a de nós, tenderia a desenhar, certamente, com uma ou outra alteração. Mas, apesar de tudo, no sentido certo… O sentido de busca de um caminho de melhoria paulatina do acesso (e da equidade de acesso) a serviços de psicologia e a práticas psicológicas de qualidade, com benefício das pessoas e da sociedade.

 

Ps. Link para a notícia completa: https://sicnoticias.pt/pais/2024-09-30-estudantes-do-ensino-superior-ja-podem-pedir-consultas-de-psicologia-e-nutricao-c7fac756

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Um ditado popular a propósito das práticas agressivas e violência em contexto escolar

“Como muitos de nós cresci a ouvir um conjunto de ditados populares que, invariavelmente, tendiam para uma aproximação a complacência e/ou justificação de situações diversas e múltiplas de violência. “Entre marido e não se mete a colher” é disso um exemplo paradigmático. Quero, porém, e numa perspectiva de reversibilidade, usar neste texto de um outro ditado popular – “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” – para destacar como, ao contrário, é fundamental adoptar-se uma postura individual e colectiva de não aceitação, justificação e de não complacência com as diversas práticas agressivas e formas de violência.”

“Um ditado popular a propósito das práticas agressivas e violência em contexto escolar”, 91º artigo da rubrica “Ao redor” (Sábado) procura enquadrar o porquê de, hoje, isso ser particularmente relevante para, depois, “pensar o aumento reportado dos fenómenos violentos em contexto escolar (por exemplo da Escola Segura)” a partir de quatro dimensões:

  1. A violência em contexto escolar não é um problema apenas do presente (embora, enquanto seres humanos, tendamos o colocar o foco no presente e nas questões mais negativas), sendo as formas de violência historicamente presentes no contexto das Escolas. Apesar deste cenário é fundamental que sublinhemos, a cada momento, o valor da não inevitabilidade das mesmas;
  2. É fulcral alterarmos a forma como a sociedade olha e pensa a Escola e valoriza, além da promoção do conhecimento, aprendizagem e resultados escolares (naturalmente muito importantes), os seus contributos para preparar crianças e jovens para a sua autorregulação comportamental e emocional, para a resolução de problemas e de conflitos, para a abertura ao outro e para a empatia;
  3. Tendendo à prevenção das práticas agressivas, a importância da Escola contribuir para a promoção da possibilidade de ocupação com segurança e com propósito de tempos livres;
  4. É fundamental que grupos de trabalho e outras estruturas considerem e tenham capacidade operativa para imprimir uma dinâmica de consequência sobre as medidas propostas, prevenindo riscos de descrédito, descrença e de utilização destes mecanismos como justificativos de eventuais inações.

Termino advogando e apelando a “uma postura individual e colectiva de não aceitação e de não complacência para com qualquer fenómeno de violência e, logo, para com as práticas agressivas e a violência em contexto escolar. Uma acção individual e colectiva ampla de promoção da paz e de prevenção da violência, em todas as suas formas.”

“Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, com evidente benefício para alunas e alunos, profissionais, comunidade educativa e sociedade. Hoje. Para o futuro.”

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O Ensino Superior e a promoção das relações interpessoais (Sábado; Ao redor…; 10.09.2024)

Recuemos milhares de anos e imaginemo-nos a viver neste planeta, nesse momento. Não foi, não era, a força individual e isolada de cada ser humano que permitia enfrentar os principais desafios que se colocavam. Não foi, certamente, a força isolada de indivíduos que permitiu o desenvolvimento e que nos trouxe à sociedade dos dias de hoje. Antes foi a forma como os seres humanos desenvolveram formas complexas de cooperação e colaboração, baseadas na comunicação e na confiança. Formas de cooperação e colaboração que permitiram responder a desafios e crises, partilhar, inovar e desenvolver comunidades e a sociedade. Foram as relações interpessoais, o trabalho em equipa e a vida em comunidade que permitiram que atingíssemos níveis de desenvolvimento e bem-estar hoje, apesar de tudo, inimagináveis não há muito tempo.

Sabemo-lo. Mas…

Vivemos um momento histórico em que, segundo a ONU, quintuplicaram em 50 anos as catástrofes associadas a fenómenos naturais. Nesse período, “todos os dias, em média, um desastre meteorológico, climático ou hídrico retirou a vida a 115 pessoas e causou perdas 202 milhões de dólares”. A crise climática associa-se a outros desafios complexos do nosso tempo. Desafios que exigem mais relação interpessoal, capaz de estimular mais trabalho em equipa, colaboração interdisciplinar e comportamentos pró-sociais de colaboração entre cidadãos na prevenção de fenómenos/desastres, na capacitação da população para maior resiliência face aos mesmos e na mitigação dos seus impactos.

Sabemo-lo também. Mas…

Estaremos a investir adequadamente no desenvolvimento de competências facilitadoras das relações interpessoais, particularmente no Ensino Superior, momento-chave da formação das e dos profissionais do presente e para o futuro? Estaremos a valorizar estas competências e a utilizar a ciência e a evidência no seu desenvolvimento?

Apesar de hoje falarmos mais sobre as competências sócio-emocionais e ter sido, inclusivamente, realizado um caminho para a sua integração e consideração do seu desenvolvimento na Educação até à escolaridade obrigatória, existe um caminho enorme a percorrer para a sua cabal consideração no contexto do Ensino Superior. Procuro, em seguida e em seis pontos, discutir eventuais explicações para tal e, nesse sentido, pistas para potenciais mudanças para reforço deste caminho. A saber:

a) A progressiva fragmentação e atomização da comunidade educativa no Ensino Superior, resultante de causas diversas que incluem, entre outras, fenómenos como a hiperespecialização das/os docentes e investigadoras/es, a dispersão por departamentos/faculdades de pessoal não docente ou das e dos próprios estudantes por via da escassez de residências estudantis e da cada vez maior distância do alojamento possível nas grandes cidades face às instituições. Tudo a contribuir para a quebra da ligação, identidade, sentido de coesão e comunidade. Importa reflectir sobre estes fenómenos e intervir no sentido da prevenção e mitigação da atomização e fragmentação, desde logo nas e nos estudantes, procurando reforçar o seu envolvimento com a comunidade educativa e a sua possibilidade de participação, bem como reforçar a identidade, os valores comuns e o trabalho colaborativo e em equipa nas instituições.

 

b) O desafio da transição e integração na Universidade/Politécnico. O momento da transição e da integração no Ensino Superior, também porque habitualmente coincidente com um período de alterações significativas (relacionadas com a idade, mudança de local de residência, de grupo de amigas/os, …) é um momento especialmente relevante para a saúde e bem-estar das/os estudantes, para o seu desempenho académico (persistem níveis significativos de abandono no 1º ano de curso) e para as relações interpessoais, sendo fundamental o desenho de estratégias que apoiem a integração de novas/os estudantes, com destaque para programas de mentoria e tutoria, incluindo por pares.

c) O agravamento nos últimos anos (e a situação tenderá a piorar nos próximos) dos problemas e das condições relacionadas com a saúde mental das e dos jovens estudantes. Há hoje mais jovens que entram e frequentam o Ensino Superior com dificuldades no âmbito da ansiedade, depressão ou de desafios na gestão do stresse que acrescem, também, ao aumento destes problemas na restante comunidade educativa. Apesar dos recentes investimentos, particularmente com o Programa Nacional de Promoção da Saúde Mental e a medida “Cheque Psicólogo”, as problemáticas persistem e provocam sofrimento às pessoas, não lhes permitindo “estar bem”, “cumprirem-se” e, dessa forma, ter condições para melhores relações interpessoais e bem-estar. É urgente investir estruturalmente na saúde mental, numa perspectiva, também, de prevenção e da sua promoção.

 

d) A necessidade de balancear o desenvolvimento de competências técnicas com competências facilitadoras, nomeadamente de âmbito pessoal e social como a capacidade de reconhecimento e gestão das emoções, de comunicação ou de resolução de problemas. Particularmente num momento em que um conjunto de tarefas e o desenvolvimento de competências técnicas podem e serão delegadas ou apoiadas pelos avanços tecnológicos e pela inteligência artificial generativa, é de crucial importância que os currículos formais e informais do Ensino Superior apontem ao desenvolvimento deste tipo de competências e usem da ciência na definição de estratégias e intervenções suportadas em evidência científica. Esta aposta apoiará a formação de profissionais que aliem às competências técnicas, valores e competências sócio-emocionais que os tornem pessoas e profissionais mais capacitados e mais abertos e predispostos às relações interpessoais, à colaboração e ao trabalho em equipa.

 

e) A não-valorização e não-intencionalização da colaboração. Sendo coerentes com o quão estratégicas podem ser estas acções, devemos ser capazes de inscrever e valorizar, nos processos internos das instituições, as dimensões da colaboração e monitorizar e auto-avaliar estas acções. Será relevante a sua inclusão enquanto indicadores principais da actividade e sustentabilidade das organizações e de avaliação de desempenho.

 

f) A necessidade de repensar o acesso e/ou escolha das lideranças. No Ensino Superior, como em toda a Administração Pública, devemos abandonar o modelo da liderança da equipa corresponder ao “topo de carreira” ou à “maior competência técnica instalada” de um/a profissional. As competências de liderança vão muito além das específicas competências técnicas na área em que se lidera. Considerá-lo, mais, no acesso aos cargos de liderança e no desenvolvimento profissional nos mesmos, será um contributo decisivo para a internacionalização do atrás referido e para a promoção de mais e melhores relações e práticas de colaboração.

Na verdade, aqui e ali, no Mundo ao redor, importa que na formação das e dos profissionais e líderes do presente e do futuro invistamos, significativamente, no reforço das suas competências sócio-emocionais, considerando o quão prementes serão as relações interpessoais na resposta aos desafios, também, do presente e do futuro. Desafios que que necessitarão de um novo e renovado impulso de colaboração e cooperação entre seres humanos. Que nele participemos, juntos e por todos.

 

Tiago Pereira

O Ensino Superior e a promoção das relações interpessoais

in Sábado (Ao redor…); 10.09.2024

https://www.sabado.pt/opiniao/convidados/tiago-pereira/detalhe/o-ensino-superior-e-a-promocao-das-relacoes-interpessoais