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Cheque Psicólogo

São mais de 830 as psicólogas e psicólogos que, a partir desta semana, estão disponíveis para o apoio e suporte a estudantes das instituições de Ensino Superior.

Estas e estes estudantes são, na sua grande maioria, jovens de uma geração particularmente impactada nas suas dimensões da saúde mental e do bem-estar, resultado de um conjunto de determinantes e condicionantes, principalmente de índole social e económica. Geração com pouco acesso e, particularmente pouca equidade no acesso, a serviços de psicologia clínica e da saúde. Geração muito impactada, sublinho, mas, apesar de tudo, com melhores indicadores de saúde mental e bem-estar que a geração que se lhe segue, hoje no Ensino Secundário.

Foi com este enquadramento que segunda-feira, numa entrevista à @SIC para uma reportagem que enquadrava a medida “cheque psicóloga/o” no Ensino Superior, procurei sublinhar:

  1. A necessidade da complementaridade da medida com um urgente reforço do orçamento, da valorização e das condições de actuação dos Serviços de Psicologia em instituições de Ensino Superior, particularmente considerando o seu importante papel no processo de acompanhamento aos momentos de transição e à importância da prevenção e da capacitação por via da promoção de competências facilitadoras e/ou transversais junto das/os estudantes;

 

  1. A necessidade da sua complementaridade com o urgente reforço das psicólogas e psicólogos no Serviço Nacional de Saúde (e nos Cuidados de Saúde Primários em particular) considerando a importância da intervenção da psicologia estar registadas e integradas no sistema, numa perspectiva de acompanhamento de saúde em proximidade e contingência;

 

  1. A discussão sobre os factores de inclusão e de exclusão acordados com o intuito de procurar garantir melhor e mais personalizada resposta para cada situação específica e garantindo, na medida do possível, a integração da resposta com outras respostas existentes, sejam relativas a situações de crise, sejam de necessidade de continuidade.

 

Aos três anteriores pontos acresce a tentativa de contributo para reforçar a importância da avaliação de impacto no sentido da melhoria da resposta mas, também e eventualmente, a extensão de medidas desta natureza a outros contextos / necessidades.

Tudo a partir de um contributo da @Ordem dos Psicólogos Portugueses para um programa que, qualquer um/a de nós, tenderia a desenhar, certamente, com uma ou outra alteração. Mas, apesar de tudo, no sentido certo… O sentido de busca de um caminho de melhoria paulatina do acesso (e da equidade de acesso) a serviços de psicologia e a práticas psicológicas de qualidade, com benefício das pessoas e da sociedade.

 

Ps. Link para a notícia completa: https://sicnoticias.pt/pais/2024-09-30-estudantes-do-ensino-superior-ja-podem-pedir-consultas-de-psicologia-e-nutricao-c7fac756

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