“As cidades como os sonhos são feitas de desejos e medos.”
Calvino em “As cidades invisíveis” recorre ao diálogo Polo-Khan para descrever a cidade como símbolo da existência humana.

Trago-o a propósito do Nº31 da Revista Lisboa da Câmara Municipal de Lisboa para o qual contribui.
Número que procura pensar a cidade em tempo de pandemia, dedicando parte à saúde psicológica/mental de quem a habita. Aí sublinho o contributo das “perceções, circunstâncias, necessidades e recursos de cada pessoa em cada momento” no limiar saúde/doença e procuro desmistificar o papel das/os psicólogas/os, sublinhando a importância do acesso próximo e contingente aos seus serviços, as práticas baseadas na evidência, a complementariedade com outros profissionais e que o “acompanhamento psicológico” não é necessariamente dependente de “psicopatologia” pois “compreender comportamentos e processos emocionais e cognitivos envolvidos na tomada de decisão pode ajudar-nos a viver com maior tranquilidade e a melhor gerir emoções.”

Após um ano particularmente difícil, as Autárquicas 2021 são uma oportunidade de construção e sufrágio de projectos para cidades mais promotoras de saúde psicológica e, logo por interdependentes, de bem-estar e coesão social.



Hans (antes) e agora
Quanto à pergunta, ao invés da resposta, prefiro partilhar que 94% dos muitos milhares de pessoas que lhe responderam, erraram.





Recordo-o depois de, junto de colegas e a propósito da construção participada do programa da Lista B (Mobilizar os Psicólogos), reflectir sobre os contributos da ciência psicológica e das/os psicólogas/os no combate à pobreza e exclusão e na promoção do bem-estar e da coesão social.
