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Activismo…

“Não ser racista não basta. Há que ser anti-racista”.

O debate em torno do racismo – impulsionado nos últimos meses pelas mortes em Maio de G. Floyd (e crescimento do movimento blacklivesmatter) e, em Julho em Portugal, de B. Candé – confronta-nos com duas atitudes possíveis das/os não-racistas: não ser (racista) Vs ser anti (racista). Entre elas a ideia/conceito de activismo.

Infelizmente o activismo continua a ser associado a radicalismos, extremismos e até, por vezes, a acções violentas. Fenómenos que se verificam em grupos que se dizem activistas mas fenómenos que não o descrevem. Antes, o activismo remete para a acção face a algo… Para a participação e envolvimento.

Hoje, aniversário de uma amiga de sempre, passam 120 anos sobre o desaparecimento de O. Wilde e 81 de F. Pessoa, poetas e escritores que foram também activistas no e do seu tempo: Wilde na luta pelo respeito e direitos LGBTI+; Pessoa na luta contra os fascismos.

É tempo de celebrarmos o activismo e de o desassociarmos do extremismo e da violência.

Activismo que advogo para a minha profissão porque creio essencial a acção, participação e envolvimento de todas/os no combate às diversas formas de discriminação e exclusão por um país e um Mundo com maior coesão social, bem-estar e oportunidades para todas/os.

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