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Desafios da Psicologia Futuro da Psicologia

Pianista, psicólogo, activista.

“Se não sou suficientemente negro, se não sou suficientemente branco, se não sou suficientemente Homem, quem sou eu?”, pergunta Shirley a Tony Lip seu motorista/amigo no filme Green Book que retrata a tour de 1962 do talentoso pianista pelo sul pobre e segregacionista dos EUA com espaços para “brancos” e para “negros”. Um Shirley sofredor, também psicólogo e psicólogo activista dos direitos humanos.

Recordo-o depois de, junto de colegas e a propósito da construção participada do programa da Lista B (Mobilizar os Psicólogos), reflectir sobre os contributos da ciência psicológica e das/os psicólogas/os no combate à pobreza e exclusão e na promoção do bem-estar e da coesão social.

Discussão não apenas centrada no importante micro (que mais directamente toca a cada um/a de nós) mas num macro de potencial envolvimento activo e empenhado neste importante desafio, pela promoção da literacia, competências, resiliência e acessibilidade à Psicologia da população mais vulnerável, advogando mais investigação e melhores e mais informadas políticas públicas, disponibilizando formação e recursos para a intervenção das/os psicólogas/os nesta área e contribuindo para uma agenda da prevenção e promoção do desenvolvimento das pessoas. Por uma Psicologia activista no combate à pobreza e à exclusão.

 

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