Vivemos um tempo propicio a distopias. Tempo de pandemia, de insegurança e imprevisibilidade. Tempo que nos impacta e que transforma a forma como nos comportamos e relacionamos. Tempo que nos puxa para trás, com força.

Wallace-Wells no seu “A terra inabitável” confronta-nos com um Mundo muito diferente, não pela pandemia, mas pela crise climática com consequências potencialmente catastróficas, “bíblicas”, que também vivemos. Fê-lo enquanto afirma que “a postura intelectual da impotência é sempre uma boa desculpa”.
É-o. Mas, porque a rejeito e porque rejeito que nos puxem para trás, advogo uma Psicologia a responder com excelência a desafios micro, junto das pessoas nos seus contextos e acontecimentos de vida significativos, mas também macro. Porque, podendo não vencer não posso ser vencido de antemão, participo com determinação num projecto (Mobilizar os Psicólogos) que em 33 sessões participativas envolveu centenas de estudantes, psicólogas/os, candidatas/os ou não e junior, num programa participado organizado em 100 medidas em torno da estrutura da OPP e de 8 grandes desafios societais, como a pobreza e a exclusão.

100 medidas que rejeitam a impotência afirmando as/os psicólogas/os na promoção de um país e de um Mundo com mais equidade, coesão social e bem-estar para todas/os.
