


É o 2º ano consecutivo em que neste 01.11, dia de aniversário do meu pai, não o abraço.
Em 2019 estava na “Challenges of Government Conference 2019” na Blavatnik School of Government, University of Oxford a reflectir sobre os contributos da ciência psicológica na governação. Aí se pensava sobre o envolvimento das/os jovens, igualdade de género, desinformação/tribalismo, migrações, crise climática e, à boleia da discussão do Brexit, sobre os muros que se re(erguem) no Mundo.
Recordo uma interessante conversa com Ngaire Woods sobre como o comportamento e a tomada de decisão eram nucleares a tudo o que ali se discutia.

Estávamos longe de prever que um ano mais tarde o Mundo seria outro mas em virtude de um pequeno vírus que surgiria um mês depois.
Pequeno, mas que hoje me impede de viajar até onde cresci ao encontro do meu pai.

Pequeno, mas reforçador da importância do comportamento e tomada de decisão na governação, no desenho de políticas e nos desafios societais.
Pequeno, mas hoje saliente a outros desafios que nos esperam e nos quais temos o dever de nos envolver.
Para que nos possamos “abraçar” sempre, independentemente de onde vivamos, de quem sejamos ou do que pensemos.
36,4 vs 21,1%. 27 vs 11%. 77,9 vs 80,8 anos.
Dados do INE que, respectivamente, retratam a RAAçores com maior risco de pobreza/exclusão, abandono escolar e menor esperança de vida face à média nacional. Apesar de progressos recentes, são desafios societais complexos das/os açorianas/os. Problemas que urgem respostas estruturadas, contínuas e suportadas na evidência. Respostas não-simplistas.

Ontem, a convite da Associação Nacional de Estudantes de Psicologia e numa organização que muito saúdo, fui júri de projectos desenvolvidos por estudantes de Psicologia relativamente ao também complexo desafio da população refugiada. Respostas não-simplistas de jovens capazes de ligar contributos da ciência psicológica com direitos humanos e ética, por mais equidade e bem-estar nesta população.

Neste dia, um partido cujas primeiras 5 medidas do programa são combater a corrupção, reduzir deputados, órgãos e cargos, extinguir institutos e investir na segurança foi um dos “vencedores” das eleições nos Açores. Usou o medo e a generalização do exemplo. Desinformou. Polarizou. Radicalizou. Ofereceu respostas simplistas para problemas complexos. Ganhou, é certo, mas com que contributo ético ou para os direitos humanos, equidade ou bem-estar? E, infelizmente, não é caso único… Antes assim fosse.
Recuemos a 22.10 mas de 1980. Pensemos a Psicologia em Portugal naquele momento e agora, hoje. Pensemos nas/os colegas que, em condições muito exigentes, fundaram e desenvolveram a ciência e a profissão em Portugal e formaram gerações de psicólogas/os onde me incluo. Pensemos nas/os colegas que criaram a nossa Ordem, no que se construiu e no quão se afirmou e valorizou a profissão nos últimos 10 anos.
Com a OPP desenvolvi-me pessoal e profissionalmente. Primeiro, voluntariamente, na preparação das Especialidades e organização de congressos. Depois, enquanto trabalhador, como COO, Chefe de Gabinete do Bastonário e Coordenador do Gabinete de Crise COVID-19. Hoje, numa equipa de excelência que se propõe, pela mobilização das/os psicólogas/os, continuar a construir uma Ordem ainda mais próxima e mais forte.
Uma Ordem que contribua para uma ciência e prática psicológicas mais responsivas e interventivas nos complexos desafios societais presentes e futuros. Uma Ordem que incentive e promova a excelência na intervenção psicológica mais micro, acessível a todos os cidadãos, em todo o seu ciclo de desenvolvimento em diferentes contextos, contingente aos seus acontecimentos de vida mais significativos. Uma Ordem capaz de advogar por maior presença da Psicologia em áreas macro, promovendo mais literacia em saúde psicológica, maior articulação com decisores e a sua efectiva utilização no desenho de políticas.
Hoje sinto-me profundamente comprometido e estou empenhado em contribuir para uma Ordem que promova uma Psicologia ao serviço da equidade, bem-estar e coesão social.


Hoje seria o aniversário de uma pessoa especial que já não pode receber as boas notícias de que tanto sentia falta. Ela que teria acompanhado os #debateà5a tentado extrair informação face a si ao incerto Mundo em que vivemos. Mundo de complexos desafios societais cujo cruzamento com a Psicologia foi mote das 18 edições, espaço de reflexão sobre como podem as/os psicólogas/os contribuir para a equidade, bem-estar e coesão social. Podem-no, concordo com Kathryn Scott, sendo mais auto-confiantes, reconhecendo quão únicas são as suas competências e lutando por respostas para desafios que delas necessitam.

Obrigado David Dias Neto; Miguel Ricou; Sofia Ramalho; Jorge Ascensão; Teresa Espassandim; Manuel Firmo; Catarina Vaz-Velho; Anabela Carvalho; Tania Gaspar; Miguel Arriaga; Rute Brites; Daniela de Sousa Pereira Machado; Ricardo Barroso; Cristina Quadros; Telmo Mourinho Baptista; Sofia Mendes; Luís Tavares;Gabriela Moita; Margarida Gaspar de Matos; Marta Marques; Saul Jesus; António Gomes; Ana Rita Goes; Osvaldo Santos; Manuel Viegas Abreu; Samuel Antunes, PhD, PCC; diana alves; Vanessa Neves; rita correia; Sandra Oliveira;Luís Fernandes; Sibila Marques; Constanca Paúl; Telma Miranda; Jorge Aguiar; Liliana Dias; Marlene Silva; Telma Guerreiro e Duarte Zoio por o terem feito, comigo.

“Sinceramente não sei. Se soubesse actuava sobre as causas”.
Resposta da Ministra da Saúde a José Alberto Carvalho quando este lhe perguntou a razão para a não adesão significativa à aplicação Stayaway Covid. Resposta num dia em que o conselho de ministros aprovara uma proposta de lei que obriga à utilização dessa aplicação “no contexto laboral, académico, nas forças armadas e de segurança e na Administração Pública em geral.”
Infelizmente é um excelente exemplo de como não se utiliza o conhecimento da psicologia nas políticas / programas, senão vejamos:
1) conforme ontem discutíamos no Debate à 5ªF sobre a Psicologia como a ciência essencial no desenho de políticas públicas, como pode a implementação de uma aplicação como esta não ter considerado, além de testagem prévia, estudos sobre os factores emocionais, cognitivos, comportamentais ou contextuais envolvidos na tomada de decisão de adesão/não adesão?
2) como em Maio escrevi com o Miguel Ricou no artigo PanLegitimidade “debater se a pandemia que enfrentamos pode justificar ou não a utilização destas medidas de rastreamento é frágil”… Precisamos de pensar as questões éticas associadas e de tomada de decisão das pessoas porque, quando estas aplicações/medidas forem parte do quotidiano, “será cada vez mais difícil discordar da sua aplicação” a cada vez mais situações em “função da perigosidade percebida”.
O pormenor fascina-me. Embora não se espere que leiamos o nosso obituário, A.Nobel leu o seu quando um jornal por engano (havia morrido o seu irmão) o publicou. “O mercador da morte morreu”, dizia, associando a dinamite, por si inventada para facilitar a utilização da nitroglicerina, às muitas mortes da sua utilização com outro fim pelas pessoas. Este pormenor é associado à sua criação de uma fundação que ainda hoje reconhece contributos para a humanidade.
Amanhã decorrerá o 17º e último #debateà5a desta temporada. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica. Esta edição (Psicologia – A ciência essencial no desenho de políticas (públicas) conta com Marlene Silva e Telma Guerreiro.

Kanhemam (psicólogo), Thaler e em 2020 Milgrom/Wilson são Nobel da Economia muito pela Psicologia. Muito porque utilizam no seu trabalho conhecimento de como a pessoa, por vezes de forma não consciente, se comporta e toma decisões. Conhecimento fulcral nos desafios societais contemporâneos e no desenho de políticas públicas.
Aqui, a utilização da Psicologia não é um pormenor. Antes decisiva para prevenir que, pela sua não-efectividade, o desenho de uma política seja também o seu obituário.
15.10.20; 22h; aqui
A expressão “bazuca” irrompeu no debate público como metáfora do 1º Ministro face a um programa da UE. Se procurava descrever o potencial de mudança/transformação, eu senti essa “bazuca” mas em 2004 e com outro programa – o Erasmus.
Através dele estudei, vivi e viajei em Itália. Uma Itália que relembrei na série “Amiga Genial”. Nela relembrei as minhas viagens junto ao Arno que corre a Toscânia e dá cor a Florença e Pisa e Nápoles, uma cidade (de pessoas) vulcão sempre pronta a explodir. Livro/Série que nos lembra, além da iniquidade (entre famílias, entre o norte e o sul do país), quanto felizmente mudou e se transformou o Sul da Europa nos últimos 50 anos.


Transformação progressiva agora intensificada pela necessidade de adaptação às graves crises de saúde pública e sócio-económica que vivemos. Usando como metáfora a viagem, sobre isto reflecti a convite do Mauro Paulino e do Rodrigo Dumas-Diniz escrevendo o posfácio do livro “A Psicologia da Pandemia” – https://lnkd.in/eREeCTH.

Livro que coordenam onde, ao prefácio do Bento Rodrigues, juntam 20 textos de diferentes pessoas que, plenos de oportunidade e propósito, nos permitem pensar onde estamos e para onde podemos e devemos caminhar.

Quem me é mais próximo sabe que guardo momentos da minha vida e das minhas experiências de vida, sob a forma de pequenos papéis (faturas, bilhetes, cartões), no interior dos livros que estou a ler. Marcam, pelo posicionamento, páginas com passagens significativas dos livros. Marcam, no tempo, momentos significativos da minha vida. São fragmentos que me constroem e que fazem de mim o que sou.
Nas últimas décadas, a ciência psicológica e a investigação em Psicologia consolidaram-se um pouco por todo o mundo, pelo seu crescimento significativo e por uma mais evidente aplicação a diferentes fenómenos e contextos de vida. Creio que, em Portugal, embora mais tardio, este desenvolvimento se intensificou recentemente. A partilha da ciência psicológica e a sua aplicação por mais de duas dezenas de milhares de psicólogos, por todo o país, constroem uma Psicologia, hoje, mais acessível aos cidadãos (embora ainda de forma insuficiente), nas suas diferentes etapas desenvolvimentais, nos seus diversos contextos e aquando dos seus mais significativos acontecimentos de vida. Constroem uma Psicologia que pode e urge informar mais as políticas e os decisores e mobilizadores sociais, visando o bem-estar de pessoas e comunidades e a promoção da equidade e coesão social. Dezenas de milhares de psicólogos que, na investigação, na docência e formação, na promoção da literacia e na sua prática profissional quotidiana, multiplicam e disseminam fragmentos que compõem uma Psicologia ao serviço das pessoas e colocam a ciência psicológica como ciência essencial, na resposta aos complexos desafios societais contemporâneos.
Desde o passado dia 11 de março – data da então aguardada declaração, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), da passagem da epidemia de COVID-19 a pandemia, resultado dos “níveis alarmantes de propagação e inação” –, vivemos um momento histórico, que será amplamente estudado e recordado. Momento marcado pela exigência, associada à adversidade, à incerteza e às crises de saúde pública e socioeconómica global, e pelo grande desafio com que as pessoas, em especial as mais vulneráveis, se confrontaram e confrontam. Coletivamente, partilhamos imagens, sensações, emoções, comportamentos, frases do período que vivemos. São fragmentos que definem o que vem sendo apelidado de “novo normal”.
Nas páginas que antecedem estas palavras há uma síntese do que atrás refiro. De como vivemos um momento excecionalmente desafiante. De como a ciência, não apenas a ciência psicológica, mas com fortes contributos seus, e os profissionais, não apenas os psicólogos, mas com fortes contributos seus, se organizaram para, rapidamente, apoiarem as pessoas, pelo estudo e pela intervenção, particularmente as mais vulneráveis, nesta grave crise que vivemos e neste desafio societal global que, de rompante, nos interpelou. Duas dezenas de textos, em torno de diferentes fenómenos e contextos, associados à COVID-19, reunindo um conjunto de pessoas que, a partir de diferentes papéis, emprestaram o seu conhecimento, a sua determinação e o seu empenho aos cidadãos, às comunidades e ao país. Fazem-no agora, uma vez mais, disponibilizando estes fragmentos, que constroem um importante contributo para a reflexão, para a literacia e para o desenvolvimento de narrativas (individuais e coletivas), essenciais à mudança e à adaptação ao momento que vivemos. Fulcrais à viagem.
Quem me é mais próximo sabe que gosto de viajar e de, em viagem, ler sobre viagens. Há exatamente um ano – agosto de 2019 –, lia, no Viagens [1], uma interessante passagem, que sugeria as três perguntas do viajante (quando um encontra outro): “De onde és?”; “De onde vens?”; “Para onde vais?”. O momento viagem é, assim, descrito como uma etapa, uma transição, onde a história (és), o momento que a antecede (vens) e sucede (vais) são caracterizadores e identitários. Nos últimos meses, tenho (creio que, de uma ou de outra forma, todos temos) refletido bastante sobre esta etapa que vivo, suportado na minha história, no ponto em que me encontrava pré-pandemia e em como me vejo nas próximas semanas e meses. Nessa reflexão, uma constante: o propósito, elemento fulcral da viagem e da adaptação, não apenas, mas também a partir do meu papel, enquanto coordenador do Gabinete de Crise COVID-19 da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), e do meu pequeno (mas comprometido) contributo para o já menos pequeno (e igualmente comprometido) contributo da OPP, no momento que vivemos. Contributo expresso em múltiplas iniciativas, dirigidas a cidadãos (com a publicação de mais de duas centenas de produtos, no âmbito da promoção da literacia, ou o apoio à criação da linha de aconselhamento psicológico do Serviço Nacional de Saúde – SNS24), decisores e mobilizadores sociais (com contributos na área da comunicação de risco e crise, desinformação e bem-estar ou com a criação de uma rede de agentes, para a promoção de comportamentos pró-saúde e pró-sociais), psicólogos (com reforço de medidas de autocuidado e com a disponibilização de diversos produtos de apoio à prática, reflexão e formação) e a outras entidades nacionais (com apoio à linha de aconselhamento psicológico da Câmara Municipal de Lisboa, ou da Ordem dos Farmacêuticos) e internacionais (com apoio a iniciativas em Cabo Verde ou São Tomé e Príncipe).
Cerca de 50 dias depois de ler as perguntas do viajante, a “psicóloga viajante” Olga Tokarczuk era galardoada com o prémio Nobel da Literatura de 2019. Depois da Economia (Daniel Kahneman, em 2002) e da Medicina (Edvard e May-Britt Moser, em 2014), um terceiro Nobel para psicólogos(as), nas últimas duas décadas. Como uma simbólica confirmação da saliência do conhecimento da Psicologia e da sua aplicação a diferentes contextos, suportada pela sua história, pela sua evolução e que já a definia pré-pandemia. História e evolução assentes, creio, num propósito: a procura e o reforço da identidade dos psicólogos que, como Miguel Ricou, Presidente da Comissão de Ética da OPP, recentemente assinalava numa edição da OPP[2], “facilite a comunicação com todos, (…) evite expectativas irrealistas, desmistifique a intervenção psicológica e facilite o cumprimento do papel dos psicólogos”.
Cerca de 2 meses após o anúncio do Nobel da Literatura de 2019, eram conhecidos e, depois, comunicados os primeiros casos de COVID-19. A história, as experiências anteriores e todo o conhecimento científico e tecnológico já disponível foram insuficientes para travar uma evolução que nos trouxe à pandemia, à grave crise, ao confinamento, ao sofrimento, à incerteza dos próximos meses e a um antes e depois do novo coronavírus. Contudo, trouxe também uma oportunidade para outro reconhecimento da ciência e dos profissionais de saúde, para a promoção da literacia em saúde (e em saúde psicológica), para o reconhecimento da importância do comportamento e dos processos de tomada de decisão, e para a necessidade de promover a coesão social e o apoio aos mais vulneráveis.
A Psicologia da Pandemia permite-nos, igualmente, pensar a nossa história e refletir sobre o ponto em que estamos e para o qual podemos e devemos caminhar. Pleno de oportunidade e propósito, pensa a pandemia nas suas consequências múltiplas, com enfoque na ciência e na ciência psicológica, em particular, e nos contributos dos psicólogos na advocacia e informação, junto de decisores, e na elaboração de políticas, na prevenção e no papel que podem assumir na resposta a este e a outros desafios, a partir dos seus diversos contextos de intervenção (quer seja na saúde, na educação, nas empresas, nas estruturas residenciais para pessoas idosas ou outras instituições sociais, nos estabelecimentos prisionais, nas associações ou clubes ou em instituições comunitárias). Pleno de oportunidade e propósito porque surge num momento de maior reconhecimento da Psicologia e da importância da promoção da saúde psicológica e mental para o bem-estar. Um momento de afirmação da Psicologia como principal ciência do comportamento e das ciências do comportamento como área principal na resposta aos desafios societais. Um momento de afirmação da Psicologia na saúde pública. Um momento de afirmação da Psicologia na equidade, coesão social e bem-estar, os seus propósitos últimos.
Tiago Pereira
Coordenador do Gabinete de Crise COVID-19 da Ordem dos Psicólogos Portugueses
[1] Tokarczuk, O. (2019). Viagens. Lisboa: Cavalo de Ferro.
[2] Matos, M. (2020). O futuro de quase tudo. Lisboa: Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Rigoberta Menchú. Talvez este nome não lhe seja familiar. Guatemalteca, activista na defesa dos povos indígenas, recebeu o Prémio Nobel da Paz a 10.10.1992. Nesse mesmo dia comemorou-se pela 1ª vez o 10.10 como dia Internacional da Saúde Mental.
Dia este ano ainda mais significativo e que, sob o mote “Vamos investir”, se comemora um dia depois da atribuição do Nobel da Paz ao Programa Alimentar Mundial (nada mais simbólico) e quando vivemos uma complexa crise de saúde pública (pandemia COVID-19) à qual se associa uma grave crise sócio-económica.
Sabemos, também pela ciência psicológica (https://lnkd.in/ef64j9z) da forte e cíclica associação (em que um lado “alimenta” o outro) entre determinantes sócio-económicos (pobreza, exclusão ou desemprego) e problemas de saúde psicológica (stress, ansiedade ou depressão). Sabemos, portanto, que nos adaptarmos e ultrapassarmos estas crises depende de intervirmos na “escassez” quer do lado dos determinantes sócio-económicos, quer das respostas de saúde psicológica/mental à população.
Recuperar o país depende da recuperação das pessoas. Preparar o país para futuras crises depende de prepararmos as pessoas, promovendo competências, resiliência, equidade e coesão social.