36,4 vs 21,1%. 27 vs 11%. 77,9 vs 80,8 anos.
Dados do INE que, respectivamente, retratam a RAAçores com maior risco de pobreza/exclusão, abandono escolar e menor esperança de vida face à média nacional. Apesar de progressos recentes, são desafios societais complexos das/os açorianas/os. Problemas que urgem respostas estruturadas, contínuas e suportadas na evidência. Respostas não-simplistas.

Ontem, a convite da Associação Nacional de Estudantes de Psicologia e numa organização que muito saúdo, fui júri de projectos desenvolvidos por estudantes de Psicologia relativamente ao também complexo desafio da população refugiada. Respostas não-simplistas de jovens capazes de ligar contributos da ciência psicológica com direitos humanos e ética, por mais equidade e bem-estar nesta população.

Neste dia, um partido cujas primeiras 5 medidas do programa são combater a corrupção, reduzir deputados, órgãos e cargos, extinguir institutos e investir na segurança foi um dos “vencedores” das eleições nos Açores. Usou o medo e a generalização do exemplo. Desinformou. Polarizou. Radicalizou. Ofereceu respostas simplistas para problemas complexos. Ganhou, é certo, mas com que contributo ético ou para os direitos humanos, equidade ou bem-estar? E, infelizmente, não é caso único… Antes assim fosse.