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COVID-19 Psicologia

2021: PRIORIDADE ÀS PESSOAS, AO BEM-ESTAR E À COESÃO SOCIAL

O Mundo perdeu 950 mil pessoas em 2019 como consequência do vírus HIV que hoje afeta cerca de 40 milhões de indivíduos. O vírus resiste à célebre afirmação de Ronald Reagan em 1984 quando declarou que 2 anos depois existiria uma vacina e se controlaria a pandemia por ele provocada. Esta afirmação, quando olhada e pensada hoje, deve alertar-nos para a necessidade de sermos cautelosos na abordagem a uma pandemia, de procurarmos atuar (e decidir) de acordo com a melhor evidência disponível em cada momento e de utilizarmos o conhecimento e os profissionais no sentido de apoiarmos a população, particularmente as pessoas (e comunidades) com maiores vulnerabilidades e/ou mais expostas às suas consequências diretas e indiretas.

A ciência psicológica, enquanto ciência que estuda os processos psicológicos, o comportamento e a tomada de decisão, quer no que se refere aos fatores que os determinam, quer às suas consequências, é hoje uma ciência fulcral numa pandemia. É-o porque, transversal à sociedade, apoia a compreensão das dimensões cognitivas, emocionais e comportamentais das pessoas face ao que período que vivemos. É-o no conjunto das/os psicólogas/os, transversais aos diferentes contextos / idades de vida (presentes nas Escola, nos locais de trabalho, nas instituições de saúde, nas instituições sociais e comunitárias, no contexto desportivo ou nas estruturas residenciais para pessoas idosas), essenciais à promoção da literacia em saúde psicológica, à prevenção na área da saúde psicológica e à intervenção nos problemas de saúde psicológica / mental.

Foi com este referencial que a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), procurando ser consequente na disponibilização do seu contributo público e social, atuou em 2020, trabalhando desde cedo (ainda antes do primeiro caso em Portugal) com a Direção Geral da Saúde na área da perceção de risco / crise e, internamente com a constituição de um gabinete de crise, garantindo condições para reforçar a colaboração com as autoridades (de saúde, de educação, do trabalho e segurança social…) e com decisores, disponibilizando conteúdos e conhecimento, contribuindo para a literacia da população e para a informação do debate público sobre temas relevantes, direta ou indiretamente, relacionados com a COVID-19 e as suas consequências. Em simultâneo, investiu na manutenção da resposta habitual às/aos psicólogas/os portuguesas/es, protegendo todas/os as/os trabalhadores e garantindo as melhores condições para o seu trabalho, assegurando a inexistência de quebras no serviço e nas suas atribuições e o reforço da disponibilização de ferramentas de apoio à prática psicológica e implementação de medidas extraordinárias de apoio e desenvolvimento das/os psicólogas/os, particularmente nas áreas da formação, desenvolvimento profissional e autocuidado.

A grave crise que vivemos tornou e torna claro que a necessidade da Psicologia e das/os psicólogas/os não começa na (psico)patologia. É hoje ainda mais evidente, e a OPP procurará continuar a investir nesta área, que promover e garantir maior literacia em saúde (e em saúde psicológica) é, além de importante, preventivo e promotor de maior autoconhecimento que, quando aliado a estratégias de desenvolvimento de competências, pode permitir às pessoas serem mais resilientes e a lidarem e adaptarem-se a acontecimentos de vida significativos (como são a perda de alguém ou uma situação de desemprego) e a momentos de crise, geradores de maior stresse ou ansiedade. A literacia permite ainda uma melhor identificação dos recursos que temos disponíveis, sejam eles internos (como o autocuidado) ou externos (como a família, os amigos ou profissionais), para ultrapassar adversidades e nos adaptarmos com sucesso a situações difíceis. Permite, não menos importante, um maior reconhecimento de quando a adversidade e o sofrimento dela resultante impacta no quotidiano e no dia   a dia de forma significativa, permitindo a mobilização de recursos ou um pedido de ajuda profissional.

A grave crise que vivemos torna também claro que o Mundo hoje é mais incerto, e complexo e que a necessidade de adaptação à mudança será mais constante. Com ela a necessidade de promovermos (e desenvolvermos) recursos e competências, nomeadamente sócio-emocionais, que permitam maior autonomia e resiliência e facilitem os processos de adaptação, será essencial e uma área chave da investigação e da prática das/os psicólogas.

Finalmente, a grave crise que vivemos torna ainda clara a importância de, enquanto sociedade, diminuirmos o estigma associado às questões da saúde psicológica / mental, estigma que muitas vezes leva ao “esconder” e “desconsiderar” de problemas neste âmbito e, consequentemente, a um agravamento pelo não cuidado. Esta situação é particularmente relevante num país que pré-pandemia tinha já uma prevalência significativa de problemas neste âmbito e onde o acesso a serviços especializados, nomeadamente a psicólogas/os, contingentes ao problema e a partir dos diversos contextos de vida da pessoa é ainda claramente insuficiente, particularmente nos cuidados de saúde primários ou nos locais de trabalho, apenas para referir dois exemplos.

Nos próximos meses falaremos bastante de regresso, de recuperação. Nos próximos meses será fundamental que tenhamos presente que recuperar o país (a economia, a competitividade) dependerá muito do que fizermos e nas condições que possamos criar para recuperar as pessoas. É tempo de priorizar a saúde psicológica. É tempo de priorizar a prevenção e a promoção de competências e de resiliência nas pessoas e nas comunidades, respondendo a esta crise e preparando-nos para crises futuras. É tempo de priorizar as pessoas, o seu bem-estar e a coesão social.

Tiago Pereira

in Novas Fronteiras (JF Avenidas Novas, Lisboa); JAN.2021

[https://lnkd.in/ewpX-Qk]

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COVID-19 Desafios da Psicologia Política

Pessoas que não cumprem medidas ou medidas (e comunicação) que não cumprem as pessoas?

Vulnerabilidade emocional e psicológica; Fadiga da pandemia; Medo e percepção de risco; Habituação e comunicação negativa; Crise de confiança. Cinco condições que explicam diferentes desafios (com impacto na decisão e comunicação) à adesão hoje a comportamentos pró-saúde/sociais face a Março de 2020.

Condições que aprofundo neste pequeno ensaio a que acresce outra importante diferença: a esperança e o propósito deste 2º momento. Porque, se antes “lutávamos para achatar a curva de um vírus e de uma doença que desconhecíamos, cuja vacina era uma miragem e com o intuito exclusivo de ganharmos tempo para nos prepararmos para 2ªs e 3ªs ondas, hoje o propósito é lutarmos para resistir ao enorme desafio que enfrentamos, com a expectativa de nas próximas semanas chegarmos a um momento de crescente imunização da população, particularmente dos grupos mais vulneráveis com o processo de vacinação em curso (que soma à imunização “natural” que cresceu e crescerá significativamente). De chegarmos a um tempo em que, paulatinamente, recuperemos algum controlo, levantaremos algumas restrições e possamos estar fisicamente mais próximos uns dos outros, algo tão fundamental ao nosso bem-estar. A um tempo em que, também pela recuperação das pessoas, recuperaremos o país, o bem-estar e a coesão social.”

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COVID-19 Política Psicologia

3 Antónios; 3 “T”

Guterres, Damásio, Horta-Osório. Três “Antónios” que além-fronteiras projectam e afirmam Portugal pelas melhores razões em três áreas distintas: Guterres na política, pela confiança; Damásio na ciência, pela verdade; Horta-Osório na gestão, pela transparência.

Recordo-o ao sabor dos três “T” de uma explicação recente de W. Ischinger a F. Zakaria acerca das razões determinantes da cooperação – Trust (confiança); Truth (verdade); Transparency (transparência) – e da importância da cooperação na resposta aos grandes desafios societais actuais e futuros. Cooperação hoje essencial, entre ciência (profissionais), decisores e media, na resposta à pandemia. Cooperação amanhã essencial, entre decisores políticos, na resposta para a recuperação das pessoas e do país.

Pensar o dia de ontem – dia com o actual maior número de vítimas mortais da pandemia e das eleições presidenciais de 2021 – também implica reflectir sobre a confiança, a verdade e a transparência dos “actores” e a cooperação e não-cooperação que daí pode resultar. Uma cooperação que nos deve mobilizar, para que como os “Antónios” nos mostram possível, cumpramos Portugal. Um Portugal de direitos, de bem-estar, de exemplos e referência.

Um Portugal possível.

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Behavioural Insights COVID-19 Desafios da Psicologia Psicologia

TSF e Jornal II – Comportamentos e Novo dever de recolhimento obrigatório

Nos últimos dias generalizou-se no debate público a ideia de que a maioria da população não aderiu às últimas medidas do Governo. Ideia assente em imagens e níveis de mobilidade comparados a Março, quando as Escolas encerraram e pouco sabíamos do vírus. Ao contrário, a maioria fá-lo responsavelmente há muitos meses com enorme sacrifício, mesmo existindo hoje mais barreiras à adesão voluntária e mais comportamentos inadequados involuntários, algo que procurei abordar em intervenções na TSF e no Jornal 2 da RTP de 2ªF, sublinhando 5 condições hoje distintas: vulnerabilidade emocional e psicológica da população, já significativa pré-pandemia e hoje acrescida com impacto na auto-regulação de comportamentos; fadiga da pandemia e necessário maior apoio, estímulo e nudge ao comportamento adequado; percepção de risco, avaliada a cada momento, fundamental à estimativa da adopção de comportamentos; comunicação hoje negativa, culpabilizante e ilegitimadora do cansaço, que diminui a adesão ao comportamento esperado; e crise de confiança nos decisores e media.
5 diferenças face a Março, que se consideradas na decisão e comunicação de medidas produziriam efeitos… Já! Urgente que é, com propósito comum, ultrapassarmos este exigentíssimo desafio.

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COVID-19 Desafios da Psicologia

Visão Saúde

Portugal; 15.01.20: População com baixo nível de escolaridade, competências sócio-emocionais e literacia em saúde (psicológica). Níveis elevados de pobreza, precariedade e exclusão; isolamento e solidão; estigma, iniquidades e baixa acessibilidade a serviços de Psicologia. Também por isto, um dos países Europeus com maior incidência de problemas de saúde psicológica.

Portugal; 15.01.21: 10 meses após o 1º dever de recolhimento obrigatório iniciamos o 2º com estas vulnerabilidades aprofundadas (excepto a literacia). Com mais perda, fadiga e sofrimento psicológico. Com profissionais da 1ª linha, heróis mas humanos, exaustos. Com menor percepção de risco, medo e menor confiança nos decisores e media. Com comunicação negativa que culpabiliza, ilegitima o cansaço e naturaliza, generalizando, o comportamento desadequado oposta à que utilizou mobilizadores e apoiou a adopção de comportamentos pró-saúde e sociais.

Hoje, com a Clara Soares, reflecti sobre como resistimos a 2020 e, compreendendo e aceitando mas agindo de acordo com as vulnerabilidades e dados actuais, resistiremos nas decisivas próximas semanas. Chegaremos, com esperança e propósito, a um tempo melhor, com grupos vulneráveis já imunizados. Como juntos contribuiremos para a recuperação do país pela recuperação das pessoas.

Aqui.

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COVID-19 Desafios da Psicologia

2021, resistir, recuperar.

“Começar o novo ano sem esquecer que resistimos a 2020”.

Foi esta a frase que a TSF destacou de um trabalho gravado em Dezembro que resultou na peça que aqui partilho e num vídeo/página dos jornais JN e DN que titulava:

“É impossível recuperarmos o nosso país se não recuperarmos as pessoas”.

Esta noite inicia-se um novo período de (no mínimo) 4 semanas de dever recolhimento domiciliário, dever a que não queríamos (e/ou pensávamos) voltar. “Vai ser um ano ainda com muita incerteza e para o qual nós entramos já muito fatigados”, disse também, lembrando que é-nos cada vez mais difícil lidar com esta situação e ser rigorosos no nosso comportamento, tal a exaustão da pandemia e da hipervigilância e não-espontaneidade que dela resulta. Que é-nos cada vez mais difícil, também, porque as nossas vulnerabilidades (psicológicas, mas também sócio-económicas) são hoje ainda mais significativas.

Olhemos à nossa volta e reflictamos sobre quem nos rodeia, muitas/os hoje mais frágeis e menos capazes de se adaptar a mais um desafio dentro do grande desafio. Serão semanas duras em que precisaremos de mais ajuda. Nossa, de autocuidado. De outros, pessoas próximas ou de profissionais.

Como a 2020, resistiremos ao início de 2021 e recuperaremos o país, recuperando as pessoas e o seu bem-estar. Juntos.

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Desafios da Psicologia Psicologia

Culpa.

O “12 angry men” de S. Lumet onde 12 jurados discutem um assassinato, é um dos filmes que mais me marcou. Por múltiplas razões das quais aqui destaco o uso da coincidência (e o papel que tem na nossa vida, desde a formação de convicções ao lidar com a dúvida) e o modo como explora a culpa (e a reflecte a partir das idiossincrasias dos jurados, exploradas ao pormenor das suas interações).

Neste momento da pandemia em Portugal a culpa é “personagem”.

Pelo que significa para quem possa ter tido um papel na infecção de outros. Um pouco como a dor e o medo, culpa que quando adaptativa é importante, por natural e estímulo para acções, mas que pode, dependendo das circunstâncias e vulnerabilidades, ter consequências significativas na saúde psicológica/mental e sobre a qual reflicto (com o Eduardo Carqueja) na última edição da Visão.

Pelo que significa a culpabilização ter hoje espaço no discurso público/político pela suposta ilegitimidade do cansaço da pandemia ou quebra de contrato de confiança (Natal). Comunicação negativa contraproducente pois maior culpabilização gera(rá) menor adesão às recomendações.

Nas próximas (e complexas) semanas evitemos culpar o outro e naturalizemos, aceitando, sentirmos culpa porque, como Lumet mostrou, humanos que somos, todas/os cometemos erros.

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Desafios da Psicologia Política

Primeiros dias de 2021

A primeira semana de 2021 lembrou-nos, eficaz e violentamente, que os desafios de 2020 permanecem bem vivos, resistindo a resoluções de ano novo Mundo fora.

Por cá os 30000 casos de COVID-19 notificados nos últimos 3 dias garantem dias complexos e desafiantes nas próximas semanas. Nos EUA, os últimos 3 dias e as sondagens que indicam que 45% dos 74 milhões de votantes de Trump apoiam a invasão do Capitólio, garantem-nos anos complexos e desafiantes decorrentes da enorme polarização política e social (não exclusiva dos EUA).

Lerner defende que se o “oposto de uma verdade é uma mentira” o “de uma verdade absoluta pode ser outra verdade absoluta”. Verdades absolutas abundam hoje a internet e viajam velozmente e sem mediação via redes sociais, polarizando e sectarizando mais e mais (uma quase “fé”).

Vi recentemente séries que permitem reflexões complementares ao fenómeno. Plot against America, adaptação do romance de Roth sobre “a pessoa providencial” que no momento/contexto certo pode virar a história e num ápice destruir anos de construção de instituições democráticas e direitos humanos. Pátria, adaptação do romance de Aramburu sobre como em contexto de forte polarização todas/os somos vítimas. Todas/os.

Aqui e não só, muito preocupante semana num muito preocupante Mundo.

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Desafios da Psicologia Psicologia

Media.

O 11 de Dezembro é, desde 2014, especial para mim. Sê-lo-á sempre e foi-o duplamente em 2020.

Nesse dia, R.Friedman publicou um (a meu ver) indispensável artigo onde reflecte sobre a utilização da autoridade pelas/os médicas/os para “promoção de pseudociência”, afirmando que ao disseminarem “informação médica falsa” não praticam a “liberdade de expressão” mas “má prática (profissional).”

É assim também na Psicologia cujo Código Deontológico dedica um princípio específico às declarações públicas, exigindo das/os psicólogas/os portugueses que “observem o princípio do rigor e da independência, abstendo-se de fazer declarações falsas ou sem fundamentação científica.”

Sabendo-se da importância da literacia em saúde (psicológica), da promoção do auto e heterocuidado da população e da importância de combater o estigma, a participação de psicólogas/os nos media é crescente e fulcral, particularmente no contexto de uma pandemia e de uma maior disseminação/impacto do obscurantismo.

Fico grato por poder ter para isso contribuído e partilho um ebook que reúne artigos de uma parte das/os psicólogas/os que o têm feito.

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Psicologia

2020

Devemos esquecer 2020? Uma jornalista fez-me há dias a pergunta que todos fazemos a nós próprios. Devemos?

2020 teve tanto de imprevisível e surpreendente (porque há 1, 10 ou 20 anos não imaginaríamos possível um 2020 assim) como de impactante e “questionador” (porque daqui a 1, 10 ou 20 anos não pensaremos o Mundo sem lembrar este 2020). Explica-o o hindsight bias, este humano sentir como mais provável/possível algo que já aconteceu face a algo que não aconteceu (antes não imaginávamos uma sociedade com smartphones, hoje não a imaginamos sem eles). Singelo contributo da ciência psicológica, ciência chave na compreensão das dimensões cognitivas, emocionais e comportamentais da pessoa face à pandemia e múltiplas consequências, nomeadamente na saúde psicológica/mental, bem-estar e coesão social.

Não creio que devamos esquecer. Antes recordá-lo, com ele reforçando a importância do nós (nossa saúde psicológica) e dos outros (nossa rede familiar/suporte) na nossa capacidade de resiliência e adaptação aos acontecimentos de vida e à incerteza. A isto, no meu caso (diferente de outros onde pessoas muito sofreram), acrescem significantes pessoais/profissionais e propósito que tornaram 2020 desafiante e extremado no que de menos bom mas também de muito bom me trouxe.

Até 2021, tudo de bom.