O 11 de Dezembro é, desde 2014, especial para mim. Sê-lo-á sempre e foi-o duplamente em 2020.
Nesse dia, R.Friedman publicou um (a meu ver) indispensável artigo onde reflecte sobre a utilização da autoridade pelas/os médicas/os para “promoção de pseudociência”, afirmando que ao disseminarem “informação médica falsa” não praticam a “liberdade de expressão” mas “má prática (profissional).”
É assim também na Psicologia cujo Código Deontológico dedica um princípio específico às declarações públicas, exigindo das/os psicólogas/os portugueses que “observem o princípio do rigor e da independência, abstendo-se de fazer declarações falsas ou sem fundamentação científica.”
Sabendo-se da importância da literacia em saúde (psicológica), da promoção do auto e heterocuidado da população e da importância de combater o estigma, a participação de psicólogas/os nos media é crescente e fulcral, particularmente no contexto de uma pandemia e de uma maior disseminação/impacto do obscurantismo.
Fico grato por poder ter para isso contribuído e partilho um ebook que reúne artigos de uma parte das/os psicólogas/os que o têm feito.
