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3 Semanas, 3 Dias

Ontem comemorou-se o Dia das Nações Unidas, dia que assinala o aniversário da entrada em vigor da Carta das Nações Unidas em 1945. “Nós, os povos das Nações Unidas decididos”, assim começa, para logo referir: “A promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de um conceito mais amplo de liberdade”.

Sempre me interpelou este “conceito mais amplo de liberdade” no quadro de um Mundo profundamente diverso. De um Mundo profundamente desigual. Isso e a curiosidade deste Dia das Nações Unidas (24.10) se comemorar, exactamente, duas semanas após o Dia Mundial da Saúde Mental (10.10) e uma semana após o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17.10), quando os problemas de saúde mental e a pobreza (e exclusão a ela associada) condicionam de forma tão significativa a liberdade, o bem-estar e a coesão social.

Hoje, no evento “Diálogos sobre Pobreza – Saúde, pobreza e desigualdades”, organizado pela EAPN – European Anti Poverty Network (Bragança) darei um contributo sobre as interfaces entre a saúde mental e pobreza, pensando o contributo da ciência, da prática, da cidadania e das políticas públicas.

Faço-o após ter, no âmbito do I Fórum Intermunicipal para a promoção da Saúde Mental da Região do Vale do Homem (obrigado Sofia Pinto), discutido contributos potenciais da psicologia (enquanto ciência e prática) e da Ordem dos Psicólogos Portugueses, através da estratégia “.Final à Pobreza” (https://finalapobreza.pt), para a erradicação da pobreza e para melhorar a possibilidade de saúde e bem-estar de todas e todos.

Faço, também, após três outros contributos nestes temas que provêm no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza:

a) O artigo “Estamos a falhar às pessoas em situação de maior vulnerabilidade quando as instituições, organizações e projectos da área social vivem, na generalidade, em situação de vulnerabilidade?” (https://www.linkedin.com/posts/tiagoandpereira_estamos-a-falhar-%C3%A0s-pessoas-em-situa%C3%A7%C3%A3o-de-activity-7120308409584791552-1n4h?utm_source=share&utm_medium=member_desktop)

b) A participação no fórum da TSF (https://www.youtube.com/watch?v=cdnaUyJoH84)e), onde abordei o papel do plano de acção da estratégia nacional de combate à pobreza, a medida das/os “gestoras/es de caso” e a necessidade de reforço, capacitação e empoderamento das organizações/instituições sociais;

c) E na Antena Aberta da Antena 1 (https://www.youtube.com/watch?v=ibUgO6pcISc), onde discuti o quão determinante será fazer do combate à pobreza desígnio nacional para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e equidade no Sistema Educativo e como a ciência deve informar mais as políticas e práticas nesta área, particularmente no que toca à pobreza infantil.

A psicologia pode, efectivamente, contribuir para a mudança, para a transformação e para promover “o progresso social e melhores condições de vida dentro de um conceito mais amplo de liberdade”, para todas e todos.

Nisso, contam sempre comigo. Contam sempre connosco.

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