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A Igualdade de Género nas Organizações: Onde Estamos? Para Onde Vamos?

“Uma sociedade ainda assente nesta desigualdade é, necessariamente, uma sociedade que condiciona e dificulta a dignidade, o cumprimento integral dos Direitos Humanos e a possibilidade de bem-estar e autodeterminação das Mulheres (…) Uma sociedade ainda assente nesta desigualdade é, necessariamente, uma sociedade com menor competitividade e desenvolvimento económico sustentável, com maiores desafios demográficos e com menor qualidade das suas instituições”.

 

Escrevi-o há 11 meses. Parte de um artigo intitulado “Menina-Rapariga-Mulher” que partilho, naturalmente, mas infelizmente, actual ontem, hoje e, certamente, num futuro próximo mas espero não, num futuro necessariamente menos próximo.

 

Para tal, e para que tal aconteça rapidamente, iniciativas como as promovidas pelo cluster “Igualdade de Género” da @Grace – Empresas Responsáveis, liderado pela @Margarida Couto e pela @Susana Almeida Lopes, são fundamentais. Agradeço-lhes, juntamente com a @Mariana Silva, o convite, o cuidado e o facto de me confiarem espaço de contributo neste assunto tão fundamental, desta vez no evento do passado dia 28 de Setembro, organizado pelo cluster com o título “A Igualdade de Género nas Organizações: Onde Estamos? Para Onde Vamos?”.

Conforme me foi solicitado, reflecti a partir do tema (“Os enviesamentos inconscientes, dados atuais e tendências”), discutindo contributos da ciência e da prática psicológica para, nesta matéria, melhor se compreender o impacto de heurísticas e vieses e as condições de mudança individual, organizacional e societal, nomeadamente os obstáculos e estímulos que se lhes colocam. Mais, discuti a importância de introduzir mais ciência nas práticas, prevenindo os efeitos do placebo e nocebo nesta área, e o papel da comunicação efectiva, da eficiência de processos, da co-construção da decisão e avaliação e no papel das tecnologias e ferramentas de apoio na promoção da igualdade de género nas organizações. Terminei sublinhando o papel fundamental da promoção do bem-estar e da segurança psicológica de todas e todos neste caminho.

Um contributo que se seguiu a um outro, exactamente focado no bem-estar. Falo do artigo “O bem-estar psicológico como promotor da igualdade de género nas organizações” que escrevi para o livro “Igualdade de Género nas Organizações em Portugal”, coordenado pela Margarida Couto e Susana Almeida Lopes, e cuja leitura recomendo, também pelas práticas que reúne e que podem estimular e inspirar pessoas e organizações face a este desígnio e justa (legitima e possível) aspiração.

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