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Violência nas Escolas

Por estes dias, embora não pelos melhores motivos e até sem o melhor e, porventura, mais factual, enquadramento, discutiu-se a temática das práticas agressivas e da violência na Escola. Algo que, por si, tem já um enorme valor pela importância que tem para a prevenção e mitigação destes fenómenos a afirmação cabal da não complacência das Escolas e da sociedade com estas situações e o sublinhar da não inevitabilidade das mesmas.

Na passada quinta-feira, a @Antena 1 dedicou mesmo o seu programa Antena Aberta a este tema e, tendo tido oportunidade de nele participar (contributo que abaixo partilho), procurei:

 

a) Sublinhar o que atrás refiro notando, também, que a violência em contexto escolar, aliás como a doméstica, não é um problema apenas do presente (embora, enquanto seres humanos, tendamos o colocar o foco no presente e nas questões mais negativas, dando-lhes uma atenção mais signficativa face a aspectos mais positivos e/ou antigos), procurando rebater uma ideia que havia sido levantada numa intervenção anterior que procurava defender que há 4 ou 5 décadas não existia violência no namoro e na Escola como hoje, infelizmente, existe;

b ) A necessidade de progressivamente se caminhar para uma alteração na forma como a sociedade olha, pena e classifica a Escola e a sua actuação. “Além do conhecimento, aprendizagem e resultados escolares (naturalmente muito importantes), a escola tem de preparar as crianças e jovens para a sua autorregulação comportamental e emocional, para a abertura ao outro e para a empatia”, e isso é um trabalho das Escolas que tem que ser reconhecido, contribuindo esse reconhecimento para maior envolvimento das Escolas na resposta, na ctuação e na prevenção dos fenómenos de violência;

c) Também o quão fundamental é, para a prevenção destas situações, a forma como a Escola pode (deve) contribuir para a promoção da possibilidade de ocupação com segurança e com propósito de tempos livres;

d) Ainda, que a Escola é hoje, felizmente e ao contrário de outros momentos históricos, para todas e todos, algo que necessariamente comporta desafios pela menor motivação de envolvimento de alguns/algumas estudantes ou pela necessidade de espaços e práticas mais inclusivas, dando apenas dois exemplos.

Finalmente, algo que acabei por não poder referir, mas cuja importância creio relevante. A par de docentes e de técnicas/os especializadas/os, incluindo psicólogas e psicólogos, devemos intencionalizar a participação e o papel do pessoal não docente nestas matérias. Mas, para isso, temos também e enquanto sociedade, de valorizar mais e mais esta função e papel – a todos os níveis – e, particularmente, empoderar estas pessoas para um complemento a cada dia mais essencial numa Escola em profunda transformação.

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