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Desafios da Psicologia Psicologia

ENEP 2020

“Ninguém vai ficar para trás” (Von der Leyen) / “Plano não pode colocar o país como em FEV20 mas mais resiliente do ponto de vista social” (A. Costa).

Frases-chave da visita da presidente da CE a Portugal agora discutida pelo sucedido no Conselho de Estado. Frases que remetem para compromissos da Psicologia: pensar “as margens” e contribuir, pela promoção da inclusão, para a equidade e coesão social; contribuir para mais prevenção, literacia, capacitação e desenvolvimento de competências, visando maior resiliência pessoal e social.

A COVID-19 é (mais) um dos complexos desafios societais: crise climática, pobreza e iniquidades, saúde e bem-estar… Em todos, uma constante: o papel do nosso comportamento e dos processos de tomada de decisão. Em todos, um caminho: a afirmação da Psicologia como principal ciência do comportamento e das ciências do comportamento como fundamentais na sua resposta.

São prementes planos de recuperação a isso sensíveis, catalisadores de políticas (públicas) mais permeáveis ao conhecimento da Psicologia e de maior acessibilidade dos cidadãos aos serviços de Psicologia. Sobre isto procurei reflectir hoje na mesa “Pensar o futuro da Intervenção Psicológica”, um momento especial ao permitir-me um 3º papel num ENEP depois do de participante e de organizador.

 

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Desafios da Psicologia Psicologia

Nada será como Dante…

Manhã de Sábado.

Enquanto nadava, olhei para o lado e lá estava o AA. Reencontrei-o há uns meses (uma touca pousada no balneário com as iniciais do nosso antigo clube), quase 20 anos depois da última vez que nos tínhamos visto. Moramos, e não sabíamos, há anos na mesma cidade a mais de 100km onde nascemos e onde fomos anos companheiros de clube de natação. Nadamos agora ao Sábado na mesma piscina de uma terceira cidade, enquanto os nossos filhos colegas de grupo de natação têm aula na piscina ao lado.

Também terá sido há uns 20 anos que, entre recomendações do “meu” PÚBLICO e de alguns programas de TV, descobria a literatura que (também) me faz pessoa. Gosto de ler, além dos livros, sobre os livros. Gosto de ouvir (e ver) falarem sobre livros. Por isso acompanhei o “Literatura Aqui/Agora” e acompanho o “Nada Será como Dante”.

Quando olhei o AA pensei no quão incrível (e de certa forma inesperada) é a nossa vida. Fi-lo no final de uma semana em que vi o “Nada Será como Dante” à espera do momento em que me ouviria e veria a falar sobre literatura e psicologia com o Bruno Vieira Amaral, com o mote do alter ego na literatura, mas tocando a narrativa, a subjectividade e o significado.

Não é incrível a vida?

Aqui (11m45s)

 

 

 

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COVID-19 Psicologia

VI Encontro Anual de Educação de Setúbal

Outubro de 2007, Santa Maria da Feira.

Amanhã, Setúbal.

321km, 672 semanas e uma inesperada pandemia de distância. A representação de Évora no II Congresso da Rede de Cidades Educadoras apresentando o projecto que enquanto psicólogo, ainda no meu 1º ano de actividade profissional, coordenava. A moderação que farei do debate “A cidade como espaço de aprendizagem ao longo da vida”, enquanto psicólogo coordenador do Gabinete de Crise COVID-19 da OPP. Cidades castelo, fortaleza. Cidades Educadoras.

O que diferencia e o que une, a grande riqueza e factor de desenvolvimento da comunidade, da cidade que educa, da nossa “casa”. Casa (Cidade Educadora) significativa a que regresso num momento em que, de uma ou de outra forma, na incerteza que vivemos e na adversidade com que nos confrontamos, todos procuramos voltar. Casa, espaço de referência, representação, segurança. Espaço de propósito, chave nestes momentos.

Conforme o preâmbulo da Carta das Cidades Educadoras, não se procuram “soluções unilaterais simples” antes se “aceita a contradição e propõe processos de conhecimento, diálogo e participação como o caminho adequado à coexistência na e com a incerteza”. Nada mais adequado ao que (e como) amanhã discutiremos, no momento que vivemos.

09.09.2020, aqui

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Debate à 5ª Desafios da Psicologia Psicologia

Psicologia em Portugal: pensar a sua história, projectar o seu futuro

A vida… A vida… “só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente”. Frase atribuída a Kierkegaard, percursor do existencialismo, corrente que “implica” a pessoa na sua realização e na procura de um sentido para a sua existência.

Amanhã, com a sua 11ª edição, regressará o #debateà5a. Live da Ordem dos Psicólogos Portugueses por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote de promover mais perspectivas. Esta edição, “Psicologia em Portugal: pensar a sua história, projectar o seu futuro”, conta com Manuel Viegas Abreu e Samuel Antunes. 

A poucas horas da comemoração (3ª após aprovação em 2018 pela Assembleia da República) do #dianacionaldopsicologo, procuraremos reflectir e compreender a Psicologia hoje, olhando o seu passado e desenvolvimento enquanto ciência e profissão. Olhando e pensando o seu passado, projectando o futuro…

Um futuro da Psicologia que nos implica nas suas realizações e na construção permanente de uma identidade, investigação e prática que, dando sentido à sua existência, responda aos complexos desafios societais contemporâneos e promova a equidade, a coesão social e o bem-estar de todos.

03.09.20; 22h; aqui.

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Psicologia

simbólico.

O simbólico “caminha” connosco em toda a nossa vida, conforme caminhou e caminha na história e desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e enquanto profissão.

O e os símbolos – elementos concretos que representam e/ou evocam algo menos concreto – complexificam (mas embelezam) a vivência humana e são, ainda hoje, cerca de um século depois de Lacan e Jung os terem estudado e descrito, elementos importantes na Psicologia. Elementos importantes na nossa vida.

Pensar um símbolo… Uma imagem, um acontecimento, uma pessoa, um lugar, um diálogo… Uma data. Pensá-lo como “telescópio” para milhares de estrelas que, lá estando sempre, não são sempre visíveis, descritíveis, compreensíveis.

Símbolos, como esta imagem e este lugar é em e para mim.

Símbolos como o 04.09, Dia Nacional do Psicólogo desde 2018, deve ser para a Psicologia em Portugal e para as/os psicólogas/os que dia-a-dia, em múltiplos e muito diversos contextos, a construíram e constroem, a desenvolvem, investigam, ensinam, praticam e advogam. A colocam ao serviço das pessoas e do país…

Façamos da próxima sexta-feira “telescópio” para cidadãos e decisores.

Façamos do dia oportunidade para uma Psicologia a contribuir cada vez mais (e de forma mais eficaz) para a equidade, coesão social e bem-estar de todas/os.

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COVID-19 Desafios da Psicologia Política Psicologia

PanConspirações

No início da década que termina no actual contexto de incerteza, foi anunciado um cabo transatlântico entre a costa leste dos EUA (NY) e Inglaterra (LON). Objectivo: ganhar 5 milissegundos de velocidade de troca de dados; Preço: $300M; Modelo de Negócio: trocar informações da evolução das cotações nas bolsas de valores e realizar transacções antes dos concorrentes.

A utilização da informação e conhecimento sempre permitiu vantagem. Desequilíbrio. Tal sucede(u) também com o conhecimento da ciência psicológica, num e noutro sentido e nem sempre pelo bem-comum. Tenho sempre presente como se utilizaram “testes de inteligência” com fins de discriminação racial, como se desenharam programas de testemunho (e tortura) da CIA ou, recentemente, perfis (profiling) via redes sociais com fins políticos.

Com a série “Pan”, eu e o Miguel Ricou procuramos um maior (re)conhecimento do contributo da ciência psicológica em fenómenos hoje relevantes, advogando por uma Psicologia ao serviço da democracia, liberdade e auto-determinação.

Aqui neste “PanConspirações” reflectimos sobre a emergência e disseminação das conspirações, seus impactos e como se poderiam prevenir.

Aqui, neste site, encontram os restantes “PandÉtica”, “PanDemocracia”, “PanResposta”, “PanMemória”, “PanLegitimidade” e “PanPopulismo”.

 

 

 

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Democracia Desafios da Psicologia Política Psicologia

Godinho fez música da expressão “homem dos 7 instrumentos” que, de frase em frase, “segue para a rosa-dos-ventos”. Imagem dos 4 pontos cardeais, volta completa ao horizonte (diferentes lados). Imagem que ampla, inclui, por oposição à da fotografia que nas palavras de Sontag enquadra, excluindo.

Penso-o ao reflectir a polarização societal Mundo fora que por cá teve ressonância no brutal homicídio de Bruno Candé. Creio as reacções paradigmáticas de 3 fenómenos: “tunelamento”– foco num determinado ponto negligenciando outros relevantes; julgamento– procura de respostas imediatas e certas não raras vezes baseadas em preconceitos estigmatizantes para os quais depois procuramos “factos”; redes sociais – algoritmos que nos dão mais do que vá vimos (conhecemos) e confirmam / aprofundam as nossas crenças.

A democracia vive do diálogo e discussão construtiva, dificultados quando se extrema e polariza. Protegê-la implica prevenir a polarização promovendo maior interesse e conhecimento do outro, mais proximidade, empatia e valorização da diversidade. Para tal, muito contribuiriam outros algoritmos das redes sociais que, inspiradas no “paternalismo libertário”, sem nos impor, nos dessem acesso ao contraditório e a outros pontos de vista. Algoritmos mais “rosa-dos-ventos”, menos “fotografia”

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Debate à 5ª Psicologia

Debate à 5ª – A Psicologia no futuro do país (02.07.2020)

Domingo passarão 75 anos do dia em que Churchill, depois de sair vencedor da II Guerra Mundial (a rendição da Alemanha aconteceu a 8.5 desse ano), perdeu as eleições do UK face ao candidato trabalhista Clement Attlee. A campanha para as eleições, cujo mandato resultou na criação do hoje muito reconhecido National Health Service (NHS), ficou marcada pelo título do manifesto trabalhista: “Let us face the future” (Deixem-nos enfrentar o futuro).

Amanhã decorrerá o 8º #debateà5a. Live da Ordem dos Psicólogos Portugueses por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote, simples, de promover mais perspectivas. Esta edição, intitulada “A Psicologia no futuro do país”, conta com as psicólogas Gabriela Moita e Margarida Gaspar de Matos.

Embora ainda enfrentemos a pandemia, nela procuraremos reflectir sobre os contributos da Psicologia e das/os psicólogas/os no futuro do país, pensando as questões do bem-estar, da demografia, da Educação/Emprego e das (diversas) iniquidades no futuro. Discutiremos como “enfrentar o futuro” e como podemos, enquanto psicólogas/os, “reclamar” espaço de contribuição, procurando que logo depois de ganharmos (a guerra) à pandemia não venhamos a perder.

02.07.20; 22h, aqui

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COVID-19 Psicologia

Acabaram as aulas. E agora? (03.07.2020)

Com o final das actividades lectivas de um ano lectivo atípico, aproximam-se as férias de parte significativa das famílias. Se em 2019 o tema que as sobressaltou foi a greve dos motoristas (e as potenciais quebras de abastecimento de combustíveis), em 2020 a pandemia que vivemos e as suas consequências sanitárias e sócio-económicas pairarão sobre o Verão e terão, inevitavelmente, forte impacto na planificação e concretização das férias das famílias.

Na próxima sexta-feira, no webinar “Acabaram as aulas. E agora?” promovido pela Porto Editora no âmbito do projecto “Pais & Alunos” discutirei com Joana Appleton Figueira e com Pedro Strecht as “férias em tempos de COVID-19” e as dúvidas de pais e cuidadores.

Reflectiremos sobre como compatibilizar as “brincadeiras” e o “espaço exterior” com comportamentos pró-saúde. Pensaremos o medo, o risco e os seus papéis. Focaremos a “urgência” das férias (do quebrar da rotina) pós período de confinamento, procurando contribuir para as, talvez, mais desafiantes mas mais importantes férias de muitas famílias.

O debate será moderado pelo jornalista Paulo Farinha.

Mais informações e inscrições aqui

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Democracia Desafios da Psicologia Política Psicologia

Despersonalização

“Nas entrevistas perguntam-me o que é que eu como cineasta palestiniano penso disto mas a Jarmusch perguntam o que é que ele acha enquanto Jim Jarmusch.”

Elia Suleiman descreve numa frase simples uma realidade complexa, assente nos fenómenos de grupo, preconceito e despersonalização. Frase que me lembra uma manhã, quando ainda jovem psicólogo, dois grupos de alunos da Escola / Comunidade onde trabalhava se dividiram por si no J.Zoológico. Um grupo seguiu com um segurança sempre atento. Outro sem segurança. Recordarei sempre o que um menino de 10 anos que seguiu no 1º grupo me disse sobre o impacto nele de sempre perder o “nome” pela associação a um “grupo”.

Fenómenos base do que habitualmente denominamos racismo. OluTimehin Adegbeye escrevia recentemente que “a nossa “obsessão” com as “atitudes racistas” podia esconder o “racismo do sistema” e que isso determinava o porquê de “podermos ser racistas sem sermos um/a racista”.

Conheci Suleiman no Intervenção Divina que realizou e interpretou. Conheço, interesso-me e estudo estes fenómenos desde há já alguns anos. Sinto, sei, que não é de “intervenções divinas” que necessitamos para os prevenir e abolir.

Antes de os reconhecer. De desenvolver na sociedade factores protectores. De empoderar. E de, todos e com todos, co-construirmos.