Outubro de 2007, Santa Maria da Feira.
Amanhã, Setúbal.
321km, 672 semanas e uma inesperada pandemia de distância. A representação de Évora no II Congresso da Rede de Cidades Educadoras apresentando o projecto que enquanto psicólogo, ainda no meu 1º ano de actividade profissional, coordenava. A moderação que farei do debate “A cidade como espaço de aprendizagem ao longo da vida”, enquanto psicólogo coordenador do Gabinete de Crise COVID-19 da OPP. Cidades castelo, fortaleza. Cidades Educadoras.

O que diferencia e o que une, a grande riqueza e factor de desenvolvimento da comunidade, da cidade que educa, da nossa “casa”. Casa (Cidade Educadora) significativa a que regresso num momento em que, de uma ou de outra forma, na incerteza que vivemos e na adversidade com que nos confrontamos, todos procuramos voltar. Casa, espaço de referência, representação, segurança. Espaço de propósito, chave nestes momentos.
Conforme o preâmbulo da Carta das Cidades Educadoras, não se procuram “soluções unilaterais simples” antes se “aceita a contradição e propõe processos de conhecimento, diálogo e participação como o caminho adequado à coexistência na e com a incerteza”. Nada mais adequado ao que (e como) amanhã discutiremos, no momento que vivemos.
09.09.2020, aqui