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Desafios da Psicologia Psicologia

ENEP 2020

“Ninguém vai ficar para trás” (Von der Leyen) / “Plano não pode colocar o país como em FEV20 mas mais resiliente do ponto de vista social” (A. Costa).

Frases-chave da visita da presidente da CE a Portugal agora discutida pelo sucedido no Conselho de Estado. Frases que remetem para compromissos da Psicologia: pensar “as margens” e contribuir, pela promoção da inclusão, para a equidade e coesão social; contribuir para mais prevenção, literacia, capacitação e desenvolvimento de competências, visando maior resiliência pessoal e social.

A COVID-19 é (mais) um dos complexos desafios societais: crise climática, pobreza e iniquidades, saúde e bem-estar… Em todos, uma constante: o papel do nosso comportamento e dos processos de tomada de decisão. Em todos, um caminho: a afirmação da Psicologia como principal ciência do comportamento e das ciências do comportamento como fundamentais na sua resposta.

São prementes planos de recuperação a isso sensíveis, catalisadores de políticas (públicas) mais permeáveis ao conhecimento da Psicologia e de maior acessibilidade dos cidadãos aos serviços de Psicologia. Sobre isto procurei reflectir hoje na mesa “Pensar o futuro da Intervenção Psicológica”, um momento especial ao permitir-me um 3º papel num ENEP depois do de participante e de organizador.

 

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Debate à 5ª Desafios da Psicologia

1.10

Tinha 7 anos quando a ONU declarou em 1991 o 1 de Outubro como Dia Internacional do Idoso. Tinha também a minha avó Vitória a lembrar-me com vigor da minha irrequietude (“tens bicho de carpinteiro!”) e, por ter sido mãe da minha mãe já tarde, do que significava envelhecer.

O 1.10, cada dia mais actual, visa(va) maior sensibilização para o envelhecimento e para a necessidade de proteger e cuidar das pessoas.

Amanhã decorrerá o 15º #debateà5a. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote de promover mais perspectivas. Esta edição – “Psicologia, Bem-Estar e Envelhecimento ao Longo da Vida” – conta com Constança Paul e Telma Miranda.

O “Amor” filme-história do Haneke confronta-nos nos minutos iniciais com 3 metáforas que julgo perfeitas para pensarmos o envelhecimento: o incómodo, simbolizado no cheiro da casa; o assistir sem participar, simbolizado no teatro; a perda, simbolizada no chá.

É forçoso que nos incomodemos, participemos e preparemos/previnamos, ao longo de toda a vida, o envelhecimento e a perda. É urgente outro discurso e prática na nossa sociedade e um maior contributo da Psicologia para um envelhecimento com mais saúde, autonomia e bem-estar.

01.10.20; 22h; aqui

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Desafios da Psicologia Psicologia

Nada será como Dante…

Manhã de Sábado.

Enquanto nadava, olhei para o lado e lá estava o AA. Reencontrei-o há uns meses (uma touca pousada no balneário com as iniciais do nosso antigo clube), quase 20 anos depois da última vez que nos tínhamos visto. Moramos, e não sabíamos, há anos na mesma cidade a mais de 100km onde nascemos e onde fomos anos companheiros de clube de natação. Nadamos agora ao Sábado na mesma piscina de uma terceira cidade, enquanto os nossos filhos colegas de grupo de natação têm aula na piscina ao lado.

Também terá sido há uns 20 anos que, entre recomendações do “meu” PÚBLICO e de alguns programas de TV, descobria a literatura que (também) me faz pessoa. Gosto de ler, além dos livros, sobre os livros. Gosto de ouvir (e ver) falarem sobre livros. Por isso acompanhei o “Literatura Aqui/Agora” e acompanho o “Nada Será como Dante”.

Quando olhei o AA pensei no quão incrível (e de certa forma inesperada) é a nossa vida. Fi-lo no final de uma semana em que vi o “Nada Será como Dante” à espera do momento em que me ouviria e veria a falar sobre literatura e psicologia com o Bruno Vieira Amaral, com o mote do alter ego na literatura, mas tocando a narrativa, a subjectividade e o significado.

Não é incrível a vida?

Aqui (11m45s)

 

 

 

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Debate à 5ª Desafios da Psicologia

o território…

O filme caminha plano a plano por lugares outrora cheios de vida, hoje abandonados. A certa altura, uma estação de comboios (vazia) emerge numa paisagem incrível – Barca D’Alva. A imagem evoca-me “As cidades e as Serras” e o que foi a estação (cheia) onde parava o comboio Paris-Porto que trouxe no séc. XIX um Jacinto imaginado por Eça, nela acordado com um “acorda homem que estás na tua terra”.

Amanhã decorrerá o 14º #debateà5a. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica. Esta edição – “O território enquanto lugar de promoção da saúde e do bem-estar: Contributos da Psicologia” – conta com Luís Fernandes e Sibila Marques.

O filme (“Ruínas”) começa com o momento da implosão da torre esquerda da Torralta – Tróia. Estávamos também em Setembro mas de 2005 e discutíamos o futuro daquele território. 15 anos depois, desafios societais como a crise climática, a demografia e a COVID-19 não implodiram mas questionam o nosso modo de vida e os territórios. Hoje, talvez mais que nunca, o lugar (cidade) deve ser pensado na sua importância para a pessoa e papel na promoção da saúde, coesão social e bem-estar de todos. Pensado, também, com a ciência psicológica e os psicólogos.

24.09.20; 22h; aqui

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Comportamento COVID-19 Desafios da Psicologia

estar ou não estar, eis a questão.

“O desinfectante acaba com o vírus (…) como injectar para dentro ou fazer uma limpeza?”.

A cara de Birx, quando viu Trump dizê-lo e sugerir a “irradiação do corpo com luz ultravioleta” como tratamentos da COVID-19, diz tudo do momento que viveu e que vivemos.

Momento em que apesar (?) do acesso crescente a informação, a desinformação galopa e pessoas por todo o Mundo morrem por ingerirem metanol ou dióxido de cloro com este fim.

Momento em que as redes sociais, vivendo como Christakis & Fowler assinalam no “Connected” da conexão e contágio, propagam a uma velocidade até 6 vezes superior desinformação face (à aborrecida) informação.

Momento em que mediadores como jornalistas,cientistas ou médicos são ultrapassados pelo suposto “igual para igual” e “tudo é válido” do motor de busca.

Junte-se-lhe, como reflectido no “the social dilemma”, softwares com fins discutíveis que a cada dia melhoram com base em dados e no conhecimento sobre as “vulnerabilidades”, tomada de decisão e comportamento das pessoas.

Urge que promovamos literacia comportamental, de tomada de decisão e potencial de inoculação aos cidadãos. Sem eles, sem decisores sensibilizados e sem psicólogos a contribuir (até pela nossa responsabilidade nesta matéria), a balança não se equilibrará a mal das pessoas e da sociedade.

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COVID-19 Debate à 5ª Desafios da Psicologia

Debate à 5a – “A Psicologia nos Cuidados de Saúde Primários – Uma Psicologia próxima”

Keep calm and carry on.

Esta frase – e a imagem do cartaz com a coroa tão alterada para diversos and – foi criada e impressa com o objectivo de ser colocada nas ruas das cidades inglesas como elemento motivacional caso a Alemanha conseguisse invadir o país na 2ª Guerra Mundial. Mantenha(mos) a calma e…

Amanhã decorrerá o 13º #debateà5a. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote de promover mais perspectivas. Esta edição – “A Psicologia nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) – Uma Psicologia próxima” – conta com Rita Correia e Sandra Oliveira.

Na semana em que se comemora o 41º aniversário do SNS, reflectiremos sobre a Psicologia nos CSP a partir das suas dificuldades, desafios e potencial. Da carência de profissionais (hoje agudizada pela crise que vivemos e viveremos), ao desafio de se investir e edificar uma Psicologia próxima.

Próxima, por acessível aos cidadãos, particularmente os com maiores vulnerabilidades; por capaz de responder de forma contingente (precoce) ao problema; por relacionada com outras áreas/serviços; por de futuro, assumindo o seu papel na prevenção, desenvolvimento das pessoas, coesão social e bem-estar.

Assim… continue(mos).

17.09.20; 22h; aqui

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COVID-19 Desafios da Psicologia Educação

A cidade como espaço de aprendizagem ao longo da vida

No “O Futuro por contar”, Krastev afirma que a ciência psicológica tem demonstrado que as pessoas voltam a falar as suas línguas maternas em momentos de grande perigo ou incerteza. Recorda e recordou-me um livro que li há muito que focava um dos principais perigos para as espiãs soviéticas colocadas na Alemanha governada pelo “partido nazi”: o parto, porque, involuntariamente, “falavam” / “gritavam” o seu russo materno.

Voltamos à língua materna. Voltamos a “casa”. Ao que nos é seguro. Ao que nos serve de referência e, não raras vezes, confere o propósito essencial a darmos significado à experiência (por vezes limite) que, desafiando-nos, nos traz incerteza.

Na dialética possível da imensa “perda” associada ao período que vivemos, em particular para as pessoas com maiores vulnerabilidades, algum do “ganho” que a situação que vivemos poderá permitir advirá da reflexão sobre a importância do retorno ao que nos serve de referência e ao lugar (cidade) que pode construir-se e desenvolver-se enquanto espaço (cidade) educador(a). Sobre isso e com o mote (“A cidade como espaço de aprendizagem ao longo da vida”) reflecti em Setúbal na passada semana, moderando uma mesa onde o Luís Oste apresentou o impactante e sólido projecto de Mação e a Ana Luísa Pires a complexidade dos fenómenos educativos.

Aqui deixo, a quem possa interessar (a partir do minuto 74).

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COVID-19 Debate à 5ª Desafios da Psicologia

Debate à 5a – Saúde Psicológica – O “conteúdo essencial” do novo ano lectivo

“Esta geração”, dizia o Primeiro-Ministro em Junho, “não só não perdeu o ano, como não perdeu a oportunidade de aprender”, referindo-se ao ano lectivo que terminava.

A geração “C” (Krastev) vive um enorme desafio que interrompeu um modo de vida e um dos principais organizadores da vida em sociedade e em relação – o “ir à Escola”. Aprendeu,aprenderá mas…

Amanhã decorrerá o 12º #debateà5a. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote de promover mais perspectivas. Esta edição – “Saúde Psicológica – O “conteúdo essencial” do novo ano lectivo” – conta com Diana Alves e Vanessa Neves.

A poucos dias do regresso à Escola de centenas de milhares de alunas/os e restante comunidade educativa (professoras/es, psicólogas/os, famílias,…) debateremos o “outro lado” e os impactos no desenvolvimento e saúde psicológica, focando o mais saliente que nunca papel das/os psicólogas/os em contexto escolar e a importância da conciliação das (ainda fundamentais) medidas “sanitárias” com as (agora ainda mais fundamentais) medidas de saúde psicológica.

“As Escolas”, dizia o primeiro ministro esta semana, “não podem voltar a encerrar”. Pela equidade. Pelo bem-estar de todas/os.
10.09.20; 22h; aqui

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COVID-19 Democracia Desafios da Psicologia

PanInformação

Na mudança do “nosso” 04.09.2020 (#dianacionaldopsicologo) para hoje, o Observador publicou o “PanInformação”.

Artigo que reflecte sobre a mudança e as condições para a mudança, procurando que ao discurso cada vez mais generalizado de que “temos que nos habituar a um novo normal” se acrescente a percepção pública de que “esse novo normal não pode ser o mesmo para todos e que a forma, a capacidade e a velocidade de cada um para fazer essa transição e mudança não é, seguramente, a mesma”. Nele defendemos que o momento de incerteza que vivemos deve suscitar “uma reflexão mais profunda sobre o desenvolvimento das pessoas e a promoção de condições psicológicas e sócio-económicas que permitam e ajudem as pessoas na adaptação e mudança perante razões não razoáveis e acontecimentos de vida significativos (não apenas uma pandemia, mas uma perda, um divórcio, uma doença, uma situação de desemprego)”.

Com a série “Pan”, eu e o Miguel Ricou procuramos um maior (re)conhecimento do contributo da ciência psicológica em fenómenos hoje relevantes, advogando por uma Psicologia ao serviço da liberdade, auto-determinação, democracia e coesão social. Aqui encontram os restantes “PandÉtica”, “PanDemocracia”, “PanResposta”, “PanMemória”, “PanLegitimidade”, “PanPopulismo” e “PanConspirações”.

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Debate à 5ª Desafios da Psicologia Psicologia

Psicologia em Portugal: pensar a sua história, projectar o seu futuro

A vida… A vida… “só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente”. Frase atribuída a Kierkegaard, percursor do existencialismo, corrente que “implica” a pessoa na sua realização e na procura de um sentido para a sua existência.

Amanhã, com a sua 11ª edição, regressará o #debateà5a. Live da Ordem dos Psicólogos Portugueses por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica com o mote de promover mais perspectivas. Esta edição, “Psicologia em Portugal: pensar a sua história, projectar o seu futuro”, conta com Manuel Viegas Abreu e Samuel Antunes. 

A poucas horas da comemoração (3ª após aprovação em 2018 pela Assembleia da República) do #dianacionaldopsicologo, procuraremos reflectir e compreender a Psicologia hoje, olhando o seu passado e desenvolvimento enquanto ciência e profissão. Olhando e pensando o seu passado, projectando o futuro…

Um futuro da Psicologia que nos implica nas suas realizações e na construção permanente de uma identidade, investigação e prática que, dando sentido à sua existência, responda aos complexos desafios societais contemporâneos e promova a equidade, a coesão social e o bem-estar de todos.

03.09.20; 22h; aqui.