O filme caminha plano a plano por lugares outrora cheios de vida, hoje abandonados. A certa altura, uma estação de comboios (vazia) emerge numa paisagem incrível – Barca D’Alva. A imagem evoca-me “As cidades e as Serras” e o que foi a estação (cheia) onde parava o comboio Paris-Porto que trouxe no séc. XIX um Jacinto imaginado por Eça, nela acordado com um “acorda homem que estás na tua terra”.
Amanhã decorrerá o 14º #debateà5a. Live da OPP por mim promovido e moderado que procura aprofundar temas que cruzam (desafios da) sociedade e contributos da ciência psicológica. Esta edição – “O território enquanto lugar de promoção da saúde e do bem-estar: Contributos da Psicologia” – conta com Luís Fernandes e Sibila Marques.

O filme (“Ruínas”) começa com o momento da implosão da torre esquerda da Torralta – Tróia. Estávamos também em Setembro mas de 2005 e discutíamos o futuro daquele território. 15 anos depois, desafios societais como a crise climática, a demografia e a COVID-19 não implodiram mas questionam o nosso modo de vida e os territórios. Hoje, talvez mais que nunca, o lugar (cidade) deve ser pensado na sua importância para a pessoa e papel na promoção da saúde, coesão social e bem-estar de todos. Pensado, também, com a ciência psicológica e os psicólogos.
24.09.20; 22h; aqui