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A beleza das pequenas coisas | Gabriela Moita

Cada tempo histórico tem as suas características. Tem as suas dificuldades e os seus desafios específicos. Tem as suas belezas. Este nosso tempo não foge à regra.

Pergunto-vos, quando estão num lugar mais inóspito ou quando se confrontam com uma situação de vida mais exigente, não dão por vós a pensar como pessoas há dezenas, centenas, milhares de anos lidavam com essas situações e o quanto, invariavelmente, mais duro, exigente, por vezes desumano, seria? Eu faço-o. Muito. Recuando milhares de anos, séculos, décadas ou, muitas vezes, apenas alguns anos, para situações mais específicas. Faço-o e isso situa-me. Dá-me “chão”, dá-me aqui e agora, dá-me perspectiva em dois sentidos: para o passado e para quem nos antecedeu; para o futuro e para quem nos sucederá.

Vem esta minha reflexão e partilha a propósito de ter ouvido uma maravilhosa conversa entre duas pessoas que, cada qual à sua maneira, muito admiro. O Bernardo Mendonça, um comunicador nato e dinamizador de (boas, “ricas” e impactantes) conversas. A Gabriela Moita, também uma extraordinária comunicadora, com uma experiência de vida incrível e com uma enorme capacidade de tornar perceptível, tangível e claro, dimensões científicas e fenómenos que são, invariavelmente, profundamente complexos. A Gabriela tem sempre palavras para o que parece não (poder) ter palavras.

É assim hoje. Será assim amanhã, estou certo. Mas, mais relevante, é assim há muito. Quanto era, ainda, mais difícil. A Gabriela é uma pessoa e uma profissional com uma importância fundamental na, hoje, maior literacia da população relativamente aos temas da psicologia e da sexualidade e para uma maior percepção e compreensão dos potenciais contributos da ciência psicológica e das psicólogas e psicólogos nos desafios fundamentais das pessoas e da sociedade.

Além de acompanhar, formar e supervisionar muitas gerações de psicólogas e psicólogos, ajuda desde há muito e ajudará a que seja mais possível a outras e outros darem este contributo, fazerem este trabalho e continuarem este seu caminho. Ajudou-me e ajuda-me, muito. Sempre. Sempre com uma bondade sem limites e com uma generosidade inexcedível.

Ouçam. Sintam. Confrontem-se. Partilhem.

Para mim, e em mim, foram minutos preciosos da minha vida. Para a minha vida. Obrigado.

Podcast: A beleza das pequenas coisas [Gabriela Moita; parte I]

Podcast: A beleza das pequenas coisas [Gabriela Moita; parte II]

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