
Hoje passam 3 anos da criação do gabinete de crise COVID-19 da @Ordem dos Psicólogos Portugueses e da minha nomeação para seu coordenador. Hoje terminará, formalmente, o gabinete de crise COVID-19 da OPP e eu deixarei (formalmente) a sua coordenação.
Quem habitual ou ocasionalmente me lê sabe-me palavroso. Hoje, neste momento, não o serei. Quero apenas escrever, e com palavras dizer: Obrigado, obrigado, obrigado!
Ao @Francisco Miranda Rodrigues que confiou em mim e me confiou esta enorme tarefa e desafio.
À equipa, do gabinete e da OPP, incluindo todas as pessoas dos órgãos eleitos, comissões e grupos de trabalho, que, num contexto particularmente exigente, deu uma resposta excepcional, de envolvimento, de empenho e de vínculo com os valores da organização e com o seu (importante) papel social e de especial interesse público num momento de grave crise.
A quem, desapegadamente, se envolveu na actividade e no contributo da OPP ao longo da pandemia, particularmente nos momentos mais críticos. Foram centenas de psicólogas e psicólogos (e não apenas) e jamais esquecerei alguns dos muitos telefonemas que recebi, particularmente nos primeiros dias, com tantas e tantos colegas a disponibilizarem-se para o que pudesse ser necessário naquele momento.
Foram cometidos erros, certamente. Cometi erros, certamente. Mas orgulho-me, orgulho-me, orgulho-me.
Orgulho-me do contributo no período de pandemia, primeiro, das psicólogas e dos psicólogos a partir dos seus contextos de trabalho, por vezes com e em condições particularmente difíceis. Orgulho-me do contributo da OPP e da forma como, mantendo a sua actividade e as suas atribuições, procurou apoiar as pessoas, as famílias e o país (e não apenas). Finalmente, permitam-me, orgulho-me do meu próprio contributo naquele que foi, também certamente, o meu maior desafio profissional até hoje.
Orgulho-me, muito, muito, muito.
Agradeço, muito, muito, muito.