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Vidas da Emergência Pré-Hospitalar – Contexto, equipas e intervenção psicossocial

“Passam cerca de 30 anos desse momento. E tanto mudou. Temos hoje outra sensibilidade na sociedade para o impacto destas situações na saúde, incluindo naturalmente na saúde mental, e bem-estar. Impactos para quem vive (directa ou indirectamente) ou observa situações de crise, catástrofe e/ou situações trágicas. Temos hoje profissionais de diversas áreas, em diversos contextos, mais preparadas/os e capacitadas/os para responder e apoiar nestes desafios. Temos hoje, psicólogas e psicólogos nas Escolas, ao contrário do que acontecia naquela e em muitas naquele momento. Temos hoje psicólogas/os nas estruturas de emergência, incluindo pré-hospitalar, e nos agentes de protecção civil. Muito mudou, mas muito caminho há por percorrer.”

Este é um dos parágrafos do prefácio que escrevi para o livro “Vidas da Emergência Pré-Hospitalar – Contexto, equipas e intervenção psicossocial” cujas primeiras páginas aqui partilho.

Parte de uma experiência que vivi para me permitir referir quanto “este livro nos ajuda a pensar esta mudança, o caminho percorrido e o caminho por percorrer.” Porquê? “Porque reúne um conjunto significativo de pessoas que fazem parte desta história, desta mudança, que dia-a-dia, muitas vezes em condições particularmente exigentes e complexas, construíram a resposta pré-hospitalar de apoio às populações, também a partir do contributo específico, integrado multidisciplinarmente, da ciência e prática psicológica.” Pessoas, várias, que muito admiro reunidas por uma outra pessoa e profissional de excelência que coordenou a obra.

É que “a Ana Oliveira, além de personagem participante activa desta história, fez este muito desafiante percurso, desde o seu interesse, atitude e disponibilidade para nesta área contribuir com o seu tempo e intervenção como cidadã primeiro e depois como psicóloga, à feliz ideia de reunir esta diversidade de pessoas e contributos, organizando-os e concretizando-os nesta obra. Devemos-lhe, por isso e pela dificuldade disso, um agradecimento especial. Devo-lhe eu, um duplo, por ter tido ainda a gentileza de confiar em mim e me permitir estar associado a este seu esforço, a este grupo de pessoas e a este trabalho.”

Termino este texto-convite a conhecerem a obra como termino o prefácio, escrevendo: “Ora, as páginas que se seguem, creio, contribuem para tudo isto. Orgulho-me de fazer parte delas e também o devo a uma pessoa que muito contribuiu para a sensibilidade que tenho face a estes temas e que me e nos falta todos os dias.”

Hoje seria um dia especial para este amigo que me e nos falta todos os dias. Quanto queria dar-te um abraço, agora.

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