
“A tua terra é o Mundo, o teu coração bate no mesmo compasso dos outros, mas algo te diz que o caminho não é igual para todos (…) Estamos aqui para fazer esse caminho contigo. Para construir um lugar onde a diversidade é celebrada, e onde os sonhos e as conquistas não dependem da origem de cada um (…) Um Mundu Nôbu.”
Parto de parte do manifesto da Mundu Nôbu, uma nova ONG há dias apresentada, para um conjunto de reflexões, um convite e um apelo a partir mesma.
Pensar a Mundu Nôbu é para mim impossível sem o fazer a partir das duas incríveis pessoas que a idealizaram e construíram: o enorme e talentoso Dino D’Santiago e o seu forte impulso e compromisso em retribuir; a inspiradora e sagaz fazedora Liliana Valpaços e a sua capacidade de atrair e reunir pessoas em volta de uma missão.
Mas é-o também sem pensar o que foi, lá mais atrás, a minha experiência (e para a frente, o meu desejo) de participar no desenho e implementação de projectos de intervenção comunitária e transformação social. Do quão significativo foi, é e pode ser… Dos enormes desafios que normalmente se enfrentam, alguns dos quais, que me lê, sabe que tenho procurado discutir (um exemplo apenas: https://www.linkedin.com/pulse/estamos-falhar-às-pessoas-em-situação-de-maior-tiago-pereira-yab5f/).
Felizmente, parte deles, esta ONG, estas pessoas, este projecto ultrapassam… Um Mundu Nobu no social, portanto, a contribuir com oportunidades e possibilidades para um Mundu Nobu.
E, por isso, vos convido… Colegas que me lêem, outras e outros profissionais das áreas da educação, saúde e, particularmente, da área social, convido-vos a conhecerem o projecto, a envolverem-se, a promoverem-no e a serem mediadoras/es e influenciadoras/es junto da população mais jovem, com quem trabalham (14 a 18 anos), residente em bairros sociais de Lisboa, para que aqui se inscrevam (https://mundunobu.my.site.com/oteulugar/) no programa da Mundu Nôbu (uma adaptação da metodologia da The Brotherhood Sister Sol) até ao próximo dia 15 de Julho. O programa será totalmente gratuito e visará um acompanhamento próximo, entre 4 a 6 anos, de 160 jovens, promovendo “o autoconhecimento, pensamento crítico e um projeto de vida sólido e consciente, num contexto de combate à falta de representatividade.” Diferenciador, visionário, empoderador.
Finalmente, o apelo. Construir oportunidades e possibilidades. Promover a equidade, celebrar a diversidade, entender os desafios e os problemas sociais como de todas as pessoas e não apenas das e dos que mais sofrem com eles. Tudo, neste exemplo e neste tempo de enorme desafio ao ideal dos Direitos Humanos Universais, deve fazer-nos reflectir e questionar o nosso papel para co-constuirmos “…um mundo em que derrubamos barreiras e estamos juntos, no mesmo ponto de partida: um Mundu Nôbu.”
Vamos a isso?
Obrigado, Dino. Obrigado, amiga Liliana.
Mais informações: https://mundunobu.org