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+ Jornadas SPC

“D’antigamente à livre mente”, foi o mote das II Jornadas do Serviço de Psicologia Clínica do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa . Encontro que fez do passado 29 de Novembro, dia de partilha, reflexão e de desenvolvimento profissional, é certo, mas também pessoal, porque foi momento de (re)encontro de um conjunto alargado de psicólogas/os e outras/os profissionais.

Tive duas intervenções nestas Jornadas. A primeira, na sessão de abertura, permitiu que reforçasse o pioneirismo da equipa do Centro Hospitalar em fazer crescer e consolidar o Serviço de Psicologia Clínica e fazer dele, há anos, o primeiro de Portugal Continental a receber e financiar anualmente um conjunto de psicólogas/os júnior, alguns hoje plenamente integrados na equipa.

Sublinhei o momento que vivemos na saúde (nomeadamente a organização da ULS) que, comportando naturalmente a complexidade da mudança, traz também oportunidades, particularmente na área da psicologia, reforçando a disponibilidade de contributo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, também com a equipa que tem apoiado este processo coordenada pelo Eduardo Carqueja. Finalmente, deixei um estímulo a que o pioneirismo continuasse numa melhoria e capacitação do Serviço para o aprofundamento da diferenciação das suas respostas; para a consolidação de intervenções baseadas na melhor evidência disponível (what works), para a forma como devemos atender, mais, aos acontecimentos / momentos de transição desenvolvimental e ter uma atitude de prevenção dos problemas de saúde mental ancorada na promoção e na protecção em momentos chave; e, finalmente, para o imperativo do investimento no desenvolvimento profissional e na possibilidade de auto e heterocuidado da equipa.

Fi-lo agradecendo o acolhimento na pessoa do presidente do CA, Carlos Alberto, a toda a equipa. Fi-lo, ainda, na pessoa da Marcia Mendes a todo o Serviço, a organização das Jornadas e o convite para a segunda intervenção.

Esta na mesa “Locais de Trabalho Saudáveis – Motivação das Equipas”, moderada pela filipa carneiro e que contou com interessantes intervenções, experiências e perspectivas do Hugo Lopes e do Ricardo Costa.

Na intervenção, que apelidei de “+ Jornadas SPC”, foquei-me nestas iniciais do Encontro, transformando-as para sublinhar a importância da jornada (conjunta) e do incrementalismo na motivação das equipas. Motivação enquanto factor importante mas não único responsável pelo nosso comportamento, reforçando o papel da capacidade, oportunidade e do envolvimento que, necessariamente, decorre também da Segurança Psicológica dos contextos (de trabalho), para terminar com a importância da Comunidade (equilibrando a hiperespecialização e dispersão de actos) e da Confiança, fundamental a todas as equipas/processos.

Espero que tenham sido contributos interessantes e espero, também, pelas III Jornadas, enquanto marco do caminho de afirmação do Serviço de Psicologia na resposta integrada de promoção de saúde e bem-estar daquela grande comunidade.

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