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Mudar para envolver e vincular – As organizações e os jovens em Portugal

Equidade–Diversidade–Inclusão. “Não apenas é fazermos o que é correcto, é fazermos o que é mais inteligente”, ouvi há anos um CEO referir quando apresentava este referencial como um dos pilares fundamentais de todas as decisões estratégicas da sua organização. Acrescento, não apenas é fazermos o correcto e mais inteligente nas organizações como, ao fazê-lo, estaremos certamente a contribuir para uma sociedade que vive melhor a sua diversidade, logo mais inclusiva, equitativa e com maior possibilidade de bem-estar e de futuro para todas as pessoas, incluindo a sua população mais jovem.”

“Mudar para envolver e vincular – As organizações e os jovens em Portugal”, 87º artigo da rubrica “Ao redor” (Sábado) reflecte sobre a importância de “programas que visem a vinculação das e dos mais jovens ao país” conterem, além de medidas junto da população mais jovem, “estímulos concretos e decisivos que apontem a um caminho de maior diversidade, equidade e inclusão nas organizações”.

Porquê, podem perguntar-se… Porque “temos, hoje, em Portugal, uma população jovem, não apenas com mais e mais especializada formação, mas mais diversa, fruto do aumento da mobilidade global e de um certo tipo de migração nos últimos anos. Uma população jovem, empoderada, que prioriza o propósito na vida e no trabalho, que se orienta por valores, pela procura de equilíbrio entre vida profissional e pessoal e pela promoção do bem-estar (…) Fá-lo, no presente, mas considerando sempre o futuro e, particularmente, fazendo-o a partir da criação de um caminho, de uma perspectiva. Procura, portanto, previsibilidade e segurança em tempos de incerteza e de maior volatilidade. Procura algum controlo que pode resultar, também, da agência que sente na construção desse caminho e no desejo de ser parte activa e considerada. A população jovem quer fazer e ser parte dos processos, da política às instituições da sociedade civil, passando, necessariamente, pelas organizações.”

No artigo procuro, como este contexto, sublinhar o quão fundamental pode ser as “organizações terem presente referenciais que assumam os valores da equidade, da diversidade e da inclusão como centrais à sua estratégia. Valores capazes de influenciarem a cultura da organização no sentido da maior diversificação das suas pessoas e das pessoas envolvidas nos processos de gestão e tomadas de decisão estratégicas. De influenciar no sentido de serem mais inclusivas na diversidade de experiências e proveniências, incluindo académicas/formativas, de capacidades, culturas, géneros, gostos e de idades. De garantir maior equidade, a partir de oportunidades para todas e todos.”

“Tudo no sentido de que mais pessoas, e mais pessoas mais jovens, sintam espaço de envolvimento, de segurança e de participação nos processos de decisão e condução das organizações, vinculando-se e contribuindo para o seu desenvolvimento, sustentabilidade e futuro. Seu, da sua organização, do país e do Mundo, num quadro de valores e propósito.”

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