Contribuir para uma comunidade mais informada em saúde mental e participativa no combate ao estigma associado à doença mental. É esta a relevante visão (missão, acrescento) do “Lo(u)cotório”, projecto de literacia em saúde mental, promovido pela ARTAC na Região Autónoma dos Açores.
Do conjunto das iniciativas previstas fazem parte três debates televisivos designados de Mental Talks, incidindo, exactamente, sobre a promoção da informação e literacia, combate ao estigma e de identificação de factores protectores, de risco e de estratégias de actuação (precoce e contingente) individuais, comunitárias e societais no âmbito da promoção e protecção da saúde mental e prevenção da doença mental.
Sob uma activa moderação do jornalista Rúben Medeiros, gravei ontem o primeiro destes três debates com o Daniel Rijo e com a Marta Bulhões. Neste “(Des)equilíbrios em Saúde Mental”, exploramos e reflectimos, com o enquadramento específico da realidade específica da RAAçores, os determinantes sociais de saúde/doença mental, qual a sua importância, como a literacia e o estigma impactam e por vezes determinam a saúde mental e a relevância das emoções, comportamentos e estilos e hábitos de vida na saúde mental. Apresentamos e discutimos, ainda, projectos e estratégias concretas e como podem as pessoas, as comunidades, as organizações da sociedade civil, os serviços públicos e as políticas públicas contribuir para mais oportunidades de saúde, bem-estar e autodeterminação para todas as pessoas.
Fizemo-lo num debate “com tempo”, também motivado por uma interessante reportagem inicial onde participa o Nuno Pavão Nunes. Num primeiro de três debates, dizia, os seguintes dedicados a “(Des)construir a identificação e o tratamento da doença mental” e a “(Des)stressar e (con)viver com a ansiedade” e num contexto de um projecto cientificamente sólido – conta com a coordenação científica da Célia Maria Barreto Carvalho – e superiormente coordenado e produzido pela Sara Ponte e pelo Filipe Tavares, respectivamente, e em boa hora apoiado por um conjunto de entidades diversas, que inclui o @Governo Regional dos Açores, a RTP Açores, a Fundação Gaspar Frutuoso e a FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Um projecto com uma imagem forte, com qualidade, pertinência, seriedade e, creio, impacto. Um projecto a seguir, a continuar e com potencial de inspiração para a acção de outras pessoas e entidades, de outros territórios, nesta importante área.
Aqui e a vós voltarei quando, muito em breve, a RTP Açores transmitir o debate. Hoje agradeço à equipa o empenho, o convite que me fizeram e o facto de sentirem como potencialmente útil o meu contributo. Oxalá tenha correspondido.