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13 anos… E muito (mas nem tudo) mudou…

Passam hoje 13 anos que a perdemos. Que a perdi.

Com ela fui, em 2004, a primeira vez aos Açores. Visitamos três das nove ilhas do arquipélago e viajamos por cada recanto da ilha de S. Miguel. De Ponta Delgada ao Nordeste e às Sete Cidades… Das Furnas, a Mosteiros e a Rabo de Peixe. Nos já quase 19 anos que passam desse momento, voltei algumas vezes aos Açores e a S. Miguel. Todas já sem ela, na minha vida. Não apenas mas também por isso, diferente e com outra visão e reflexão sobre o meu “ao redor”. Consciente de que muito mudou nestes anos, mas de que muitos desafios se mantêm, incluindo os fenómenos associados à iniquidade de oportunidades, de exclusão, da vivência em situação de pobreza e da reprodução, geracional, da mesma.

No final da passada semana voltei aos Açores e a S. Miguel. Voltei para (mais) uma sessão de recolha de contributos para o projecto https://finalapobreza.pt e, ainda, para um debate. Debate que, a propósito da comemoração do Dia Mundial da Justiça Social, juntou a Ordem dos Psicólogos Portugueses (eu e o Marco Santos, presidente da nossa Delegação Regional dos Açores), aos colegas Hélder Fernandes e Pedro Gomes, da Associação Novo Dia e da Associação para Públicos Jovens, e, ainda, às colegas Cristina Canto Tavares, Vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada e Tânia Moreira da Fonseca, Vogal do Conselho Diretivo do Instituto de Segurança Social dos Açores.

“Se me dissessem há 20 anos que aqui estaria hoje, entre psicólogas e psicólogos, a discutir o nosso contributo para os desafios da pobreza não acreditaria”, diria um colega já perto do final da sessão. Penso o mesmo… Há 20, há 19 quando fui a primeira vez aos Açores, e, até, há muito menos anos. E que importante é conversar-se sobre este tema.

Além da importante reflexão, já por si significativa, a sessão permitiu a comunicação do tema a partir dos contributos da ciência e prática psicológica para a sociedade (por exemplo com a reportagem da RTP Açores), além do pedido e do compromisso para um contributo da OPP para a “Estratégia Local Integrada de Combate à Pobreza e Exclusão Social” de Ponta Delgada, conforme aqui noticiado.

Passo a passo, momento a momento, caminhamos para um maior contributo da psicologia no combate à pobreza e à exclusão. Passo a passo, momento a momento, procuramos afirmar que este caminho é, necessariamente, ligado também à saúde mental e, logo, à necessidade de reforço das psicólogas e psicólogos nos diversos serviços públicos, quer seja nas dimensões de prevenção e promoção, quer seja na intervenção junto das pessoas com problemas na área da saúde mental, e à necessidade de maior envolvimento da ciência psicológica no desenho de estratégias/políticas nesta área.

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