Abraham Lincoln e Franklin Roosevelt foram, respectivamente, o 16º e 32º presidente dos EUA. Presidentes marcantes, com elementos que os ligam (desde logo terem falecido no exercício da sua presidência), a quem são atribuídas, também respectivamente, estas frases: “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo” | “nem sempre conseguimos construir um futuro para as e os nossos jovens, mas podemos construir os e as jovens para o futuro”. Evoco-as no sentido de pensarmos uma sua possível síntese. Um aceitar que não podemos criar o futuro, mas que para ele podemos contribuir e nos preparar.
Quem comigo vai falando ou, por exemplo aqui, me lê, sabe que assim o penso no que se refere à psicologia e ao seu contributo no e para o futuro. Que assim o penso relativamente à formação, desenvolvimento profissional e especialização no seio da profissão. Um equilíbrio, portanto, entre a influência possível no futuro e um respeito pela história, experiência e diversidade de caminhos de desenvolvimento na profissão e a necessidade de maturidade e melhoria incremental dos seus sistemas.
Assim chego ao tempo de reflexão sobre sobre as especialidades profissionais de psicologia, compromisso da direcção da Ordem dos Psicólogos Portugueses visando a revisão do seu regulamento que agora se inicia. Organizado em cinco fases (Potenciar; Expandir; Amadurecer; Sustentar; Transformar), procura promover o envolvimento de todas e todos, num debate, necessariamente exigente e complexo sobre o caminho percorrido e a percorrer, que espero e esperamos que possa ser intensamente participado na procura das melhores e mais adequadas soluções.
Integrado no conjunto de iniciativas da primeira fase, realizou-se um debate (“O passado, presente e futuro das especialidades”) que partilho e que reuniu actuais e anterioras/es presidentes dos conselhos de especialidade (David Dias Neto, Sofia Mendes, em representação do Leandro Almeida, Susana Monteiro, Miguel Ricou, Marisa Carvalho e Jaime Ferreira da Silva), apresentado pela Sofia Ramalho e por mim moderado.
Conversa estimulante sobre a profissão, o que significam os quase 10 anos (e que 10 anos…) corridos sobre o início da discussão da criação das especialidades e os 6 anos da eleição dos primeiros conselhos de especialidade. Momento que reuniu, também, parte da restante equipa envolvida, por vezes menos visível, mas não menos importante, que inclui conselhos consultivos, comissões técnicas e a equipa interna da OPP, inicialmente coordenada pela Ana Faria, hoje pela Ana Sofia Nobre.
Deixo, apelando à reflexão e participação, link para informações e formulário de contributos, bem como, permitam-me, uma sugestão de leitura de um texto que escrevi em OUT21 (Hiperespecialização: Sim ou Não?)
Envolvamo-nos no e pelo futuro.