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Psicologia, porto de abrigo.

Ferry, briefing ou start-up. ”Há palavras e expressões não de língua portuguesa que, também porque as fomos ouvindo e usando no dia-a-dia, temos dificuldade de traduzir em palavras portuguesas capazes de abarcar todo o seu significado.” Hub.

 

Venho defendendo que, além “de um dos sete hubs de ciência”, a psicologia “se deve assumir um hub enquanto profissão. Enquanto grupo profissional com muito a oferecer a outras actividades profissionais (e a aprender, claro está), às pessoas e sociedade no geral.”

 

“Psicologia – Uma ciência e uma profissão recurso do país”, 45º artigo da rubrica “Ao redor” (Sábado) sublinha-o, reforçando que tal depende “da disseminação e utilização do conhecimento e contributo da ciência psicológica junto de outros grupos profissionais”, nas equipas multidisciplinares (…) na consultoria e apoio às lideranças (…) e junto das decisoras/es políticos.” Também “na promoção de competências e no desenvolvimento das pessoas ao longo de toda a vida (…), nas dimensões de cidadania das psicólogas e psicólogos, nas suas actividades e participações no dia-a-dia além das profissionais (…) e quando também lideram e têm a oportunidade de tomar decisões que influenciem grupos ou comunidades”.

 

Venho defendendo que, “quando ainda vivemos as consequências de uma pandemia por COVID-19 ainda inacabada; quando aumenta o número de pessoas a viver situações de privação e em situação de pobreza e estamos sentimos uma nova crise socioeconómica; quando vivemos um tempo líquido, marcado pela complexidade, pela incerteza e pela insegurança associada, entre outros, aos novos riscos de guerra(s) ou à crise climática; pensar o presente e o futuro de Portugal deve conduzir-nos à exigência do melhor aproveitamento dos recursos e, nesse sentido, a ser mais estimulado e possibilitado o contributo das/os 26.000 psicólogas e psicólogos e garantidas mais e melhores condições para o mesmo.”

 

Venho defendendo que “a psicologia, enquanto hub científico e profissional, é hoje um importante porto de abrigo para as pessoas e para a sociedade. Porto de abrigo, porque protector nos desafios e “tempestades” individuais, no apoio a pessoas e famílias, ao longo de todo o ciclo de vida e numa proximidade fundamental para suporte aquando das adversidades e necessidade de adaptação e desenvolvimento. Porto de abrigo, porque aberto ao Mundo e ao que é a concretização, em Portugal, da carta de direitos humanos e dos objectivos do desenvolvimento sustentável, influenciando a mudança societal necessária a maior equidade, justiça e coesão social. Porto de abrigo, porque capaz de se ir construindo e reinventando, adaptando-se a novas necessidades, novos desafios ou a novas realidades. Porto de abrigo, finalmente, porque em tempos desafiantes, de imprevisibilidade e de menor controlo e segurança, é um recurso confiável e fundamental à promoção da saúde, bem-estar e possibilidade de autodeterminação de todas as pessoas e ao desenvolvimento sustentável do país.”

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