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10.10.2022

O tema do Dia Mundial da Saúde Mental de 2022 que hoje se comemora (Tornar a saúde mental e o bem-estar uma prioridade global) foca a importância da saúde mental como prioridade global (em todas as áreas e todos os países) e de priorizarmos e internacionalizarmos nas políticas (públicas) a possibilidade de bem-estar de todas e todos. Talvez paradoxalmente, o tema permite-nos reflectir sobre o papel da ciência e da prática da psicologia como não apenas cingido à saúde mental. Antes à saúde e bem-estar amplos, no dia-a-dia de comunidades e pessoas, ao longo de todo o ciclo de vida mas também junto de acontecimentos de vida ou em períodos de crise. Um exemplo? O contributo da psicologia na pandemia que, tendo sido/sendo essencial na área da saúde mental, foi/vai muito além desta.

Sobre ele – curiosamente no dia em que o governo decidiu não renovar o estado de alerta – e o meu papel enquanto coordenador do gabinete de crise COVID-19 da Ordem dos Psicólogos Portugueses fui entrevistado pelo Mésicles Berenguel no 5º congresso da OPP (participação a par de outras na área da pobreza – https://www.linkedin.com/posts/tiagoandpereira_terminou-na-6%C2%AAf-o-5%C2%BA-congresso-da-ordem-dos-activity-6982604315689406464-wUtA?utm_source=share&utm_medium=member_desktop – ou da promoção da saúde mental no Ensino Superior – https://www.linkedin.com/posts/tiagoandpereira_passa-amanh%C3%A3-uma-semana-do-fim-do-5%C2%BA-congresso-activity-6983688804071030784-GSIe?utm_source=share&utm_medium=member_desktop)

Na entrevista, explicitando os objectivos da criação do gabinete a 13.03.2020, frisei o papel da equipa de trabalhadoras/es da OPP na manutenção de toda a estrutura e atribuições da Ordem. Foquei a mobilização de centenas de psicólogas e psicólogos no desenvolvimento de recursos e ferramentas de apoio à prática profissional, nomeadamente linhas de orientação, documentos de apoio, webinares/debates ou fóruns, bem como a forma como procuraram formação (em 2020 e 2021 em maior número que a soma de todos os anos desde 2013). Sublinhei contributos junto da sociedade civil, particularmente na literacia em saúde (e saúde mental) e um conjunto de colaborações, algumas produzindo acções transformadoras (FLAD; RTP, Seguradoras, …). Ainda o papel junto de decisoras/es, contribuindo no desenho de políticas, respostas de apoio psicológico e de promoção da saúde e bem-estar (Serviço de Aconselhamento Psicológico do SNS24, Task Force Ciências Comportamentais, CIG, CNPDPCJ ou Instituto Português do Desporto e Juventude, IP, onde hoje estarei numa sessão do relevantíssimo CUIDA-TE+, …).

Terminei a referir que, quando comunico, particularmente nos media, sinto representar a profissão (e ciência) e a responsabilidade que isso acarreta. Particularmente quando, face aos desafios do presente e futuro da sociedade, a psicologia é e será um importante valor e recurso e a confiança nela e nos e nas psicólogas é um bem valioso que a todas e todos (e por todas e todos) compete preservar.

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