
“Um, dois, três, quatro, cinco, (…) cinquenta.” 50 artigos do “Ao redor…” (link abaixo), rubrica que dinamizo na edição online da Sábado. “Há em cada momento, em cada desafio, em cada crise ou realização, pessoas a interagir com o seu redor, sendo por ele impactadas e determinando-o”, escrevi no 1º destes artigos (link abaixo). No 50º reflicto sobre como é possível e o que pode ser determinante na transformação social e como Portugal, em algumas áreas, a pode fazer. Ainda no 1º escrevi que “pensemos neste espaço o que nos rodeia, singelo contributo para refletirmos como juntos podemos, a cada dia, ser mais resilientes e parte de uma sociedade mais coesa”. No 50º procuro que o pensemos face a uma situação específica, com impacto significativo em todas as pessoas e na sociedade – a pobreza.
“Sim, é possível. Sim, Portugal pode”, 50º artigo da rubrica “Ao redor” (link abaixo) procura desafiar a olharmos o combate à pobreza e exclusão inspirando-nos no caminho que Portugal fez na área da toxicodependência com a implementação (com visão, compromisso e coragem) da “Estratégia Nacional de Luta contra a Droga (1999)”.
É que, também na pobreza, Portugal tem desde 2021 uma Estratégia Nacional e, seguindo este exemplo e os princípios que guiaram o sucesso, também nesta área podemos sobressaltar-nos e inovar. Pensar “a pobreza e a exclusão como problemas de saúde pública e não como problemas individuais, de “pessoas pobres”. Combater “o estigma e processos de culpabilização e assumirmos o combate à pobreza como verdadeiro desígnio nacional”. Prosseguir “uma estratégia intersectorial (saúde, social, educação, emprego, …) e, particularmente, a criação de uma resposta especializada, assente na mobilização, capacitação, envolvimento e motivação de profissionais, especializados e com condições e segurança de trabalho.”
Dependendo tal – e “considerando a realidade da intervenção social em Portugal (pouco especializada, pouco focada na ciência e no “what works” [no que funciona], muitas vezes de carácter voluntário ou, quando com profissionais, com baixos rendimentos médios, elevada precariedade e permanente mudança nas equipas) – da coragem, visão, vigor e pragmatismo de decisoras/es. Do seu compromisso com a criação de condições para, de acordo com a melhor evidência científica e sempre avaliando resultados, metas e objectivos, permitirem aos profissionais espaço e oportunidade para humanizar e capacitar a resposta ao enorme desafio que a pobreza e exclusão constituem.”
“Mobilizemo-nos porque é possível. Mobilizando-nos, conseguiremos.”
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Artigo 1 – Nós e os nossos Mundos