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Vamos Investir – Dia Internacional da Saúde Mental 2020

Rigoberta Menchú. Talvez este nome não lhe seja familiar. Guatemalteca, activista na defesa dos povos indígenas, recebeu o Prémio Nobel da Paz a 10.10.1992. Nesse mesmo dia comemorou-se pela 1ª vez o 10.10 como dia Internacional da Saúde Mental.

Dia este ano ainda mais significativo e que, sob o mote “Vamos investir”, se comemora um dia depois da atribuição do Nobel da Paz ao Programa Alimentar Mundial (nada mais simbólico) e quando vivemos uma complexa crise de saúde pública (pandemia COVID-19) à qual se associa uma grave crise sócio-económica.

Sabemos, também pela ciência psicológica (https://lnkd.in/ef64j9z) da forte e cíclica associação (em que um lado “alimenta” o outro) entre determinantes sócio-económicos (pobreza, exclusão ou desemprego) e problemas de saúde psicológica (stress, ansiedade ou depressão). Sabemos, portanto, que nos adaptarmos e ultrapassarmos estas crises depende de intervirmos na “escassez” quer do lado dos determinantes sócio-económicos, quer das respostas de saúde psicológica/mental à população.

Recuperar o país depende da recuperação das pessoas. Preparar o país para futuras crises depende de prepararmos as pessoas, promovendo competências, resiliência, equidade e coesão social.

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Combater a pobreza, o desígnio.

(combater o) “medo persistente de que o declínio dos EUA seja inevitável e da próxima geração ter que diminuir as suas aspirações.”

Há precisamente 11 anos Obama sinalizava-o no seu discurso de tomada de posse.

(combater a) “pior doença que uma pessoa pode ter – ser pobre.”

A pobreza nesta excelente entrevista da Céu Mateus –  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-pior-doenca-que-uma-pessoa-pode-ter-e-ser-pobre

Dois ‘combates’ relacionados e essenciais hoje. Não há bem-estar com pobreza e a promoção do bem-estar faz-se (muito) da erradicação da pobreza.

Ser pobre hoje é ter elevado de risco de doença, de stress, de baixa auto-estima, de, de. A pobreza, injusta, custa muito aos países, em custos sociais, de saúde, de, de. Isto apesar de ser pobre hoje não ser uma inevitabilidade.

A pobreza combate-se intervindo nos determinantes sociais, com intervenções sociais/comunitárias.

Combate-se intervindo nos determinantes pessoais, promovendo competências, promovendo a auto-estima, a auto-eficácia.

Combate-se intervindo nas consequências, apoiando/suportando as pessoas, as famílias.

Combater a pobreza não custa mais do que a pobreza nos custa.

Ousemos (seriamente) erradicar a pobreza. Testar numa comunidade. Avaliar custos/benefícios. É um dever que temos. Pela justiça e bem-estar de todos.