Rigoberta Menchú. Talvez este nome não lhe seja familiar. Guatemalteca, activista na defesa dos povos indígenas, recebeu o Prémio Nobel da Paz a 10.10.1992. Nesse mesmo dia comemorou-se pela 1ª vez o 10.10 como dia Internacional da Saúde Mental.
Dia este ano ainda mais significativo e que, sob o mote “Vamos investir”, se comemora um dia depois da atribuição do Nobel da Paz ao Programa Alimentar Mundial (nada mais simbólico) e quando vivemos uma complexa crise de saúde pública (pandemia COVID-19) à qual se associa uma grave crise sócio-económica.
Sabemos, também pela ciência psicológica (https://lnkd.in/ef64j9z) da forte e cíclica associação (em que um lado “alimenta” o outro) entre determinantes sócio-económicos (pobreza, exclusão ou desemprego) e problemas de saúde psicológica (stress, ansiedade ou depressão). Sabemos, portanto, que nos adaptarmos e ultrapassarmos estas crises depende de intervirmos na “escassez” quer do lado dos determinantes sócio-económicos, quer das respostas de saúde psicológica/mental à população.
Recuperar o país depende da recuperação das pessoas. Preparar o país para futuras crises depende de prepararmos as pessoas, promovendo competências, resiliência, equidade e coesão social.

