“Dou-te 20 valores; és um 13 no Totobola”.
Parte do “brilhozinho nos olhos” (Sérgio Godinho), toca no meu imaginário também ao referir-se ao emblemático 1Xis2 do jogo que permite escolher uma tripla garantindo à partida o acerto numa das 13 apostas.

Ao Totobola associo o que chamo ‘atitude Totovírus´ de algumas pessoas face ao COVID-19.

Pela abordagem de jogo (não-científica) à situação, confundindo prevenção com contenção (ex. mortes por AVC vs COVID-19), comparando os seus efeitos com os de outros vírus com vacina ou utilizando acriticamente médias, negligenciando grupos vulneráveis (ex. seniores).

Porque utilizam leituras 1X2 (ganhas à partida) face às medidas implementadas: se a situação vier a ter pouco impacto, foram excessivas; se vier a ter muito impacto, foram insuficientes/tardias; se forem um sucesso, não foram mais do que a ‘obrigação’ das autoridades.
Precisamos de adoptar uma atitude de fairplay social: optimismo factual, comportamentos de segurança e autocuidado (também emocional) e de heterocuidado (amigos, familiares, outros cidadãos).
Precisamos mutuamente de nos proteger e de confiar e cuidar de quem, pessoas como nós, tem hoje a dura missão de, dia-a-dia, transferir e aplicar o conhecimento (científico) do vírus e da sua propagação para a resposta a este grande desafio.