“1 em cada 4 – Falar sobre Saúde Mental” foi o título que o Município de Caldas da Rainha escolheu para uma iniciativa que, em outubro passado, a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, visou a criação e divulgação de 4 episódios de um podcast com este nome.
Sim, “1 em cada 4” para nos recordar que, à elevada prevalência de problemas na área da saúde mental em Portugal e à forma como os dados portugueses comparam muito mal com os dados da grandíssima maioria dos países europeus, normalmente não corresponde um nível de comunicação e interesse público (e, já agora, dos decisores) em linha com estes indicadores, nem, infelizmente, níveis elevados (por vezes sequer razoáveis) de literacia da população nesta área.
Também por isso, creio ser muito relevante que as autarquias, em maior proximidade com as pessoas e comunidades impactadas significativamente por estes problemas, promovam iniciativas que permitam a discussão (informada) destes temas, com a participação das pessoas e que visem a melhoria da literacia da população na área da saúde mental.
Este podcast de que vos falo visou exatamente esse propósito e permitiu o debate sobre Saúde Mental vs. Doença Mental, Doença Mental Grave, Acesso aos cuidados de Saúde Mental e respostas locais, além do episódio para o qual fui convidado e dei um contributo – e que convosco aqui partilho: https://youtu.be/gl4Bvs3xlto?si=EAayJClYRJm79WyK – em torno da Comunicação sobre Saúde Mental: A importância e as boas práticas.
Fi-lo a convite e com a Adriana Oliveira Brites, a quem volto a agradecer a confiança, numa conversa que versou a importância de falar abertamente sobre saúde mental na sociedade atual, as barreiras que se colocam a que se fale mais sobre estes temas, o papel dos media e das redes sociais, bem como as boas (e menos boas) práticas de comunicação num momento de transformação da forma de acesso à informação e de maiores possibilidades de partilha de (des)informação.
Um pequeno contributo que partilho para um importante tema que diz respeito a todos. Falar sobre saúde mental, com informação séria e com cuidado, é uma das melhores formas de reduzir o estigma, aumentar a compreensão e literacia nesta área e de suscitar, junto da sociedade civil e decisores políticos, a urgência que o tema merece, porquanto condiciona e impede o pleno florescimento e o bem-estar, no presente e para o futuro, de um número muito significativo de pessoas, famílias e comunidades.