Alguma vez se perguntaram pela história da letra – parte do imaginário coletivo – conforme habitualmente em Portugal, em português, cantamos a melodia do “Parabéns a você”?
Hoje penso nisso porque, para mim (para nós), passam 11 anos de um daqueles (não muitos) momentos em que podemos verdadeiramente dizer que passa a existir um antes e um depois. Neste meu e nosso caso, um AB e DB, a juntar ao AC e DC.
Mas a letra… Recuemos a 1942 e a um concurso da Rádio Tupi do Rio de Janeiro que levou 5000 pessoas a proporem letras em português para a melodia do “Happy birthday to you”. Bertha Celeste Homem de Mello, uma professora, poetisa e farmacêutica venceu e pôs milhões, de geração em geração, a cantar a quadra que propôs: “Parabéns a você | nesta data querida | muita felicidade | muitos anos de vida”, com uma ligeira variação no Brasil (“Parabéns pra você”) e em Portugal (“muitas felicidades”).
Era e é uma letra mais personalizada, próxima e envolvente face à original. Mais comunitária pelas “almas” que se reúnem para a cantar e celebrar o “dia de festa”. Letra que me faz evocar outro aniversário e o evento que há duas semanas o celebrou.
Falo do 57º aniversário (30º enquanto Fundação Comunitária) da Fundação CEBI, uma referência (exemplo, inspiração, …) no papel das Fundações Comunitárias na organização e tentativa de resolução dos desafios das comunidades, a partir e com a participação das próprias comunidades.
Falo do aniversário e da oportunidade que me foi dada de, representando a Fundação Mendes Gonçalves, participar na mesa-redonda “Futuro das Fundações Comunitárias em Portugal” com o Ricardo Garcia (Centro Português de Fundações), @Jaime Ramos (Fundação ADFP) e Eduardo Graça (CASES) com moderação do Luís Ferreira Lopes.
No meu contributo – além de enquadrar a Fundação Mendes Gonçalves e a sua visão de filantropia de proximidade a partir da vontade/generosidade do seu Fundador (Carlos Goncalves) e reforçar a importância do espaço e do enquanto o micro (da realidade personalizada, com os nomes das pessoas) dos desafios mais macro das sociedades – destaquei: a) o papel que as fundações comunitárias podem ter em respostas sociais mais eficazes, eficientes, personalizadas, na promoção da inovação social e na progressiva valorização e melhor perceção de todo o sector filantrópico pela maior confiança das comunidades nas Fundações Comunitárias; b) como podem contribuir para a resiliência das comunidades, para os seus processos de adaptação a novas realidades ou para a agilização da resposta a situações de catástrofe; ou c) como é fundamental para o futuro aumentar a diversidade, incluindo de pessoas mais jovens, nas equipas dirigentes, como forma de aumentar a representatividade, aproximar as respostas dos públicos e capacitar a sociedade civil para novas formas de intervenção e contributo para as comunidades.
E… Para a menina CEBI – e para o conjunto de Fundações que dão um importante contributo para as comunidades – uma salva de palmas.