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Sempre a Educação

“Sempre a Educação”. Título escolhido por Eduardo Marçal Grilo, presidente do Conselho de Curadores (CC) da Fundação Mendes Gonçalves para um artigo (https://expresso.pt/opiniao/2025-12-03-sempre-a-educacao-1defb76b) publicado no Expresso a propósito do Dia Internacional da Cidade Educadora.

No artigo sublinha “a grande importância que deve ser atribuída à formação das crianças dos 0 aos 6 anos de idade e, portanto, à frequência das creches e dos jardins de infância pois é nestas idades que se criam as raízes e as bases em que assenta toda a integração das crianças na sociedade, em especial as que pertencem aos grupos mais desfavorecidos.” Nada mais relevante. Nada mais conectado com a ação e missão da Fundação Mendes Gonçalves.

Nada, também, mais próximo das conclusões do “Talis Starting Strong 2024” (https://www.oecd.org/content/dam/oecd/en/publications/reports/2025/12/results-from-talis-starting-strong-2024_763cbc56/20af08c0-en.pdf), importante estudo da OECD – OCDE que, embora sem dados de Portugal, destaca a relevância da educação na primeira infância enquanto algo fundamental ao desenvolvimento educativo e social de bebés e crianças. Afirma o seu enorme “potencial de resposta a um conjunto significativo de desafios” ainda que sublinhando a necessidade de uma “força de trabalho capacitada e motivada para lidar com as exigências únicas de promover o desenvolvimento, a aprendizagem e o bem-estar dos bebés e das crianças mais pequenas”, algo que prosseguimos também na Fundação Mendes Gonçalves e que é base da proposta de Centro de Desenvolvimento Profissional que prevemos associar à Escola Mendes Gonçalves.

Finalmente, nada, ainda, mais próximo do estudo da The Royal Foundation Centre for Early Childhood sobre as “atitudes da sociedade civil sobre a educação na primeira infância” (https://centreforearlychildhood.org/wp-content/uploads/2025/05/The-Royal-Foundation-Centre-for-Early-Childhood_Public_Perceptions_Survey_second_release_April_2025.pdf). Estudo que destaca a relevância atribuída a este período pela sociedade civil, a necessidade de políticas de apoio às famílias, considerando a sua importância para o desenvolvimento de bebés e crianças, mas que, simultaneamente, parece não encontrar espelhado o papel fundamental que a educação (de qualidade) dos 0 aos 3 anos pode desempenhar, algo que reforça a necessidade de continuarmos a promover conhecimento e literacia e a contribuir para um sobressalto da sociedade civil perante a necessidade de aumentar (a qualidade d)a oferta, algo que a Fundação Mendes Gonçalves também persegue.

Termino como termina o artigo o nosso Presidente do CC, dizendo que como otimista que sempre foi (eu acompanho) está “seguro de que o país vai conseguir ultrapassar este desafio que não é fácil, mas que tem condições para poder vencer. O país precisa de gente nova, bem formada, com pensamento próprio, responsável e pró-ativa. Para isso nada melhor que “Um bom começo” para a sua educação e formação.”

Vamos a isso?

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