Criar confiança, segurança, comunidade. Na mesma semana pude participar e intervir em dois eventos que, tratando de contextos e focos claramente diversos, tinham como resposta central aos desafios que tratavam estas três poderosas palavras-chave ao bem-estar na contemporaneidade. Confiança. Segurança. Comunidade.
O primeiro (11.11), um painel em torno da “Inovação territorial no Ribatejo: parcerias e soluções para o território do futuro” onde, com o João Cascalheira e o Paulo Gonçalves e no âmbito do Encontro Fidelidade Comunidade – Edição Centro-Sul) (obrigado pelo convite e confiança, Teresa Ramalho e toda a equipa), reflectimos sobre como a as parcerias e as redes de inovação e partilha são fundamentais para “aproximar, valorizar e transformar as comunidades locais”, conforme o mote do Encontro. Discutimos, no fundo, como a criação de rede e comunidade entre organizações é fundamental para, sucessivamente, desenvolver e implementar práticas que respondam aos desafios específicos de cada território e, nesse sentido, para contribuirem para (criar) comunidades mais resilientes e preparadas para os seus desafios individuais e colectivos.
O segundo (13.11), um painel intitulado “Navegar na Incerteza: Construir Confiança em Tempos de Mudança | Transformar a ansiedade em ação positiva e criar culturas resilientes” enquadrado no 3º Encontro da “Aliança Portuguesa para a Promoção da Saúde Mental no Trabalho” (obrigado pelo convite e confiança, Filipa Palha e toda a equipa). Também aqui discutimos a importância do alinhamento de valores, da versatilidade, do desenvolvimento pessoal e profissional enquadrados, sempre, nas dimensões da comunicação, da relação, da confiança e da segurança (incluindo a psicológica). Discutimos, no fundo, a criação, também, de comunidade, neste caso nas organizações e da sua relevância em tempos e contextos de maior incerteza, desafio e mudança.
Num e noutro momento esta ideia simples, mas decisiva, de criarmos (mais) comunidade também para resistirmos a um “tempo e ambiente de feição” ao ressentimento, ao afastamento e individualismo, à polarização. Comunidade… Na nossa vida pessoal e nos nossos territórios. Na nossa vida profissional e nas nossas organizações e equipas. Na nossa sociedade, também porque…
…”A minha humanidade está intrinsecamente ligada à tua e, por isso, eu sou humano porque pertenço, participo e partilho de um sentido de comunidade”. Disse-o Desmond Tutu, sintamo-lo verdadeiramente e que possamos agir na construção deste sentir e sentido de comunidade.