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Saúde Mental no Trabalho

“Não pode haver assédio no local de trabalho e ioga à hora de almoço… E quem lidera não pode entender que, por haver ioga, os problemas estão todos resolvidos.”

Foi esta a frase que a CNN Portugal destacou da conversa que tive com a Diana Bouça-Nova no Domingo que aqui partilho.

Conversa a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, da Saúde Mental no trabalho (tema em 2024) e que tocou:

a) A preocupação crescente de empresas e organizações com este tema, mas a necessidade de se continuar e aprofundar este caminho;

b) O papel da World Health Organization na promoção de literacia da população e no reforço da importância, também, dos factores psicológicos e sociais na saúde mental;

c) O destacar que o tema do dia em 2024 assinale a importância dos locais de trabalho, quer no quanto podem ser um factor protector, como um factor de risco da saúde mental das/os trabalhadoras/es;

d) Os custos, também económicos, que acarretam às empresas e organizações o absentismo e presentismo relacionado com situações de stresse e problemas de saúde mental (https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_relatorio_prosperidadeesustentabilidadedasorganizacoes2023.pdf);

e) Como até 30% destes custos podem ser preveníveis com intervenções de avaliação e prevenção de riscos psicossociais e o quanto poderia ser importante a concretização das recomendações da Direção-Geral da Saúde e de grupos de peritos ao Governo visando alterações legislativas para a criação da figura da/o “Psicóloga/o do Trabalho” e sua inclusão nas equipas de saúde ocupacional;

f) O quão relevante poderá ser generalizar, por via dessa alteração, padrões e actividades mínimas que permitam avaliar e gerir riscos psicossociais com equidade (para todas e todos os trabalhadores e não apenas em empresas / organizações mais sensíveis a estes temas) e, dessa forma, estabelecerem-se planos de acções visando os factores que concorrem para a emergência dos problemas (exigências cognitivas e/ou emocionais; problemas de conciliação; problemas de confiança, relação e comunicação; horários de trabalho; …) e não apenas actuar sobre as consequências dos mesmos;

g) Como, além do rendimento disponível, naturalmente muito importante, um foco na promoção da saúde e bem-estar no trabalho em Portugal pode ser, também, factor de atração e vínculo ao país, particularmente da população mais jovem;

h) Com a intervenção que destaco no início, salientar a necessidade das respostas de promoção da saúde mental e bem-estar no trabalho serem integradas, alinhadas, priorizadas e generalizadas em toda a organização e que “nem tudo serve”, reforçando que existe ciência e evidência científica e que existem profissionais preparados para com eficácia apoiar organizações e empresas neste objectivo.

Grosso modo, assim foi a conversa mas convido-vos a ver…A ver e a comentar, se desejarem. Até porque, como a Diana Bouça-Nova diz no final, também eu gostava que continuássemos esta conversa. Esta importante conversa.

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