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Deve a psicologia influenciar as pessoas a partir de valores pró-sociais? Reflexões a propósito da Ética Aplicada à Psicologia

Estamos no início da semana onde, 5ª feira (10.10), se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental. Felizmente, nos últimos anos e num processo crescente desde antes da pandemia (acelerado nesse período), escrevemos, conversamos, partilhamos e educamos muito mais sobre saúde mental todos os dias do ano. Como em tudo, esse facto, não tendo apenas aspectos positivos, é algo muito importante e relevante e tem um forte contributo da ciência psicológica e das psicólogas e psicólogos que para ele contribuem com o seu trabalho e com a sua participação.

Outra, creio, vem mais paulatinamente a caminho. Também muito importante e relevante e com um forte contributo da ciência psicológica e das psicólogas e psicólogos, refere-se à forma como se escreve(rá), conversa(rá), partilha(rá) e educa(rá) sobre os processos de tomada de decisão e o conjunto de factores pessoais, interpessoais, sociais e contextuais que apoiam a sua compreensão. E como, paralelamente, podemos crescer em quantidade, qualidade e impacto os contributos das ciências comportamentais – particularmente da psicologia – para o desenho, implementação e avaliação de políticas públicas.

Ambas as alterações carecem de uma ciência psicológica sólida e confiável e de uma profissão de psicóloga/o com um exercício claramente assente em padrões éticos e deontológicos co-construidos, partilhados e consequentes.

Também por isso, em boa hora, a Ordem dos Psicólogos Portugueses viu finalmente consagrada a sua representação no Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida onde é superiormente representada pelo Miguel Ricou. Ele e a presidente do CNECV (Maria do Céu Patrão Neves ) editaram o “Ética Aplicada – Psicologia” e, simpaticamente, convidaram-me a escrever um capítulo: “A psicologia nos processos de tomada de decisão: das razões e das emoções” (sobre isso aqui escrevi).

Ora, amanhã (na FPCE da Universidade do Porto), estarei numa conversa/apresentação do livro com o Miguel Ricou e o Luís Fernandes com o mote: “Deve a psicologia influenciar as pessoas a partir de valores pró-sociais? Reflexões a propósito da Ética Aplicada à Psicologia”. Tenho viés porque admiro-os muito mas tenho cá para mim que vai ser estimulante. Junta(m)-se a nós?

Ps. Hoje passa um ano sobre os hediondos acontecimentos resultantes da invasão por combatentes do Hamas de Israel. Faltam-me palavras para os descrever. Como me faltam para descrever tudo quanto nestes 365 dias, incluindo os graves crimes cometidos pelo exército de uma Democracia/Estado de Direito, aconteceu em sua consequência e/ou por eles justificado. Proponho, hoje, um pequeno texto que escrevi sob forma de pequena e singela de reflexão e proposta acção. Chamei-lhe “Reconhecer”.

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