O último filme de Ken Loach – The Old Oak – trata duas dimensões societais particularmente prementes e, conforme é comum aos principais desafios societais, trata dois temas interconectados entre si: por um lado, os fenómenos migratórios e os respectivos processos de inclusão e, por outro, a força da comunidade e os seus impactos, nos seus diversos e múltiplos sentidos. Não sendo – na minha opinião – o melhor dos seus filmes, creio que merece ser visto. Visto e reflectido.
Nele há uma pequena cadela que cumpre um acontecimento – logo um papel – importante e simbólico. Chama-se “Marra”, nome que advém de uma expressão utilizada frequentemente por comunidades de trabalhadoras/es mineiras/os (cujo filme em parte retrata) e que significa algo próximo da ideia de colega/companheiro/camarada… No fundo um/a de nós, alguém que cuida de nós.
Ora este cuidar – um cuidar pela e a partir da comunidade – é mensagem-chave da Fundação Mendes Gonçalves. Como referimos, nascemos do compromisso da Casa Mendes Gonçalves e do nosso fundador, Carlos Goncalves, com o “cuidar do presente e contribuir para a construção de um futuro promissor e para um Mundo mais sustentável e com mais oportunidades para todas as pessoas”. Um futuro que, ousando nós querer seja mais “equitativo, saudável, sustentável e com bem-estar para todos/as” implica o “cuidar das pessoas e dos ecossistemas. Do que nasce, cresce e se regenera”. Pois, “cuidar é cultivar o potencial das ideias, das pessoas, das famílias e da comunidade.”
Esta mensagem-chave, quer o Carlos Goncalves, quer eu, procuramos transmitir à Ilídia Pinto na conversa/entrevista que permitiu um trabalho para o Diário de Notícias e Dinheiro Vivo que muito agradecemos. No trabalho é destacada a construção do Centro Educativo – porque [o Carlos] “acredita, como eu também acredito, que a educação de qualidade é aquilo que pode ser mais transformador de uma sociedade e mais empoderador, funcionando como um elevador social” – e como os programas “Educar, Regenerar e Nutrir são os três pilares prioritários, numa lógica de filantropia de proximidade, contribuindo para o progresso da região e do país. Da Golegã para o mundo é o mote definido”, conforme apresenta a peça.
Peça que viaja, depois, pelos motivos, propósito e missão e posicionamento da Fundação Mendes Gonçalves, bem como pelas actividades previstas para 2025 e pela forma como estamos a pensar e projectar os próximos anos, particularmente até 2032… Conforme referi e é escrito na peça, 2032 “será uma boa altura, decorridos que estejam oito anos de funcionamento da FMG, para se fazer uma primeira avaliação de fundo sobre o que se conseguiu cumprir ou não, mas também para nos debruçarmos sobre a sua missão e refletir sobre os 80 ou os 800 anos, como o Carlos costuma dizer, seguintes da Fundação Mendes Gonçalves”.
Link: https://www.dn.pt/economia/construção-do-centro-educativo-da-fundação-mendes-gonçalves-arranca-este-ano-vai-custar-10-milhões