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Fundação Mendes Gonçalves Psicologia

Raio X

“And now for something completety different”… Eu, de outra forma.

Na passada 6ª feira participei num evento promovido no âmbito do projeto NHNAI (Um novo humanismo na era das neurociências e da inteligência artificial) que, pela pertinência e actualidade, vos sugiro conhecerem.

Fi-lo a convite da Rita Francisco e para debater com a Ana Rita Silva, o Jorge Amorim e o Nuno Loboantunes, com moderação da Bárbara Wong, o desenvolvimento humano dentro do tema mais amplo do evento: “Ser humano na era da inteligência artificial: Desafios da coexistência” (https://nhnai.pt/desafios-coexistencia/). Foi uma interessante conversa marcada, também, pelo que ainda não sabemos e não podemos saber do futuro e as dúvidas que temos sobre o presente, mas informada pelo que sabemos do passado.

A certa altura o Nuno Lobo Antunes disse ter tido como professor de Português o Vergílio Ferreira. Eu, admirador da sua obra literária, em particular do “Em nome da Terra”, e “percorredor” assíduo e apaixonado dos espaços do “Aparição” (estudei e vivi em Évora) não pude não o sentir como algo excepcional e que isso não ressoasse em mim por estes dias. Daí que pensei numa forma que em tempos li, por si escrita, de pensar o tempo: “O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.”

Assim é. O que passa depressa é o tempo que passou.

A expressão com que começo este texto foi cunhada pelos Monty Python para um “best of” televisivo dos seus sketches. Uso-a, juntando a ideia de sketches (pequenos apontamentos) do tempo que passou e passei para partilhar convosco o resultado de um convite generoso do Canal S+ para gravar um episódio do Raio X, programa que, de acordo com a sinopse, “consiste numa entrevista de fundo a um profissional na área da saúde (…) o objetivo do programa é através de uma conversa descontraída e informal traçar o perfil humano dos entrevistados e das suas histórias de vida.”

Uma oportunidade extraordinária para, quando em breve se cumprem 20 anos do início do meu estágio académico (para o ano de ser psicólogo) e quando acabo de realizar uma mudança profissional significativa, pensar o meu percurso, da minha infância e crescimento, família e grupo de amigas/os, às escolhas relativas ao meu percurso académico e, depois, profissional. Tudo, naturalmente, com base central nas minhas dimensões mais pessoais e familiares (❤️❤️❤️) e como se foram e vão cruzando e conciliando com as minhas actividades profissionais, com especial foco na minha actual condição de CEO da Fundação Mendes Gonçalves, do seu processo de instalação e lançamento, sua missão e o que e como se procurará contribuir para o desenvolvimento da Golegã, da região ao redor, de Portugal e do Mundo, com um foco pelo futuro de todos.

São cerca de 50 minutos de mim que abaixo partilho, guiados pelo Vasco Domingos, a quem agradeço, também, o convite, cuidado e a conversa.

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