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Faz bem à saúde [Podcast]

“Desbloquear o acesso bloqueado”. Assim se intitulava uma recente newsletter, por mim assinada, que aqui partilharei integralmente no próximo Sábado. Procura pensar, em sete rápidos parágrafos, como chegamos à pandemia, o que sucedeu no período da pandemia e o que tem acontecido nos últimos e podemos esperar nos próximos meses relativamente à saúde mental em Portugal e ao acesso (e equidade de acesso) da população a serviços e profissionais nesta área.

Foi enviada quando passavam 3 anos após a confirmação dos primeiros casos de infecção por COVID-19 em Portugal. Desse momento para cá, persistindo problemas significativos de acesso e significativas iniquidades no acesso, há duas novas, distintas e importantes respostas nesta área. O serviço de aconselhamento psicológico do SNS24 que permite, sem barreiras e 24h por dia / 7 dias por semana, o acesso a aconselhamento psicológico gratuito e que conta já cerca de 210.000 atendimentos. O caminho de integração e consideração da Psicologia pelas principais seguradoras, iniciado em 2021 pela que tem a maior cobertura no país e continuado em Fevereiro último pela segunda maior. Ambas, em colaboração com a @Ordem dos Psicólogos Portugueses, desenvolveram modelos compreensivos que consideram, também, as dimensões de prevenção e promoção da saúde mental e actos nas diversas áreas de actividade da Psicologia e das psicólogas/os, quer via reembolso directo aos clientes que as/os procuram fora da rede ou com preços de rede, com uma das seguradoras a diferenciar já os montantes de pagamento a psicólogas/os especialistas, valorizando-os.

No âmbito das iniciativas de lançamento desta nova cobertura, junto com a Patrícia Figueiredo, gravei um episódio do podcast “Faz bem à saúde” em torno da temática “Doença mental: conhecer e prevenir”. No episódio, abordamos o contínuo saúde–doença mental e questões em torno da literacia, autocuidado e promoção da saúde mental e da prevenção e intervenção na doença mental, incluindo questões associadas ao acesso e ao papel e agência de cada pessoa nestas matérias, quer relativamente a si, quer relativamente às pessoas próximas de si.

Como terminava a newsletter, é fundamental “avogar e contribuir para o progressivo desbloquear deste acesso bloqueado”. Um advogar que terá tanta mais força e será tão mais sucedido quantas mais pessoas nele participem.

Dizia, ainda e finalmente, que “reforçamos o nosso compromisso e empenho por mais equipas e serviços de Psicologia, mais contingentes, capacitados, empoderados e com mais recursos. Mais eficazes, equitativos e acessíveis para todas e todos os cidadãos.”

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