Qual a relação entre o facto do gás natural distribuído em Londres a partir de meio do século XX ter passado a ser mais limpo de monóxido de carbono; a aprovação de Leis restritivas do acesso a pesticidas tóxicos no Sri Lanka; e ter deixado de ser possível às e aos jovens militares Israelitas terem consigo armas de fogo fora do período laboral? A diminuição da taxa de suicídio no momento subsequente às mudanças naqueles três contextos. A conjugação, nos exemplos associada ao muito complexo desafio de saúde pública que é o suicídio (ver nota de fim), mas que se verifica noutros exemplos, das lojas em que somos “forçadas e forçados” a “visitar” na totalidade ainda que queiramos um único artigo e o possamos encontrar logo entrada (não raras vezes compramos algo mais) ao debate em torno da proibição de venda no interior das Escolas públicas de alguns produtos alimentares.
“A feliz conjugação das Autárquicas 2021 com a infeliz crise COVID-19”, 15º artigo da rubrica “Ao redor…” (Sábado) trata a conjugação, ou seja, a forma como “pequenas alterações no contexto podem provocar mudanças significativas nos comportamentos e na concretização de necessidades por nós sentidas, sejam elas mais ou menos conscientes” e a oportunidade que resulta do facto do momento actual conjugar a crise COVID-19 com as Autárquicas 2021, que já havia abordado nesta rubrica a 05.05.21.
É que, sendo “a aldeia, a vila e a cidade o resultado da expressão da existência e da relação humana e o micro do macro dos desafios societais, onde a pobreza ganha nome, onde as pessoas em situação sem abrigo não são apenas um número, onde a crise demográfica se expressa e se sente no dia-a-dia e onde a crise climática se concretiza em fenómenos adversos pontuais e permanentes”, o artigo discute a importância das autarquias verem os seus projectos mais informados pela ciência psicológica, as suas equipas reforçadas com psicólogas e psicólogos e a amplitude do seu papel aumentar em seis áreas nele discutidas, para em proximidade, relação e procurando a personalização das respostas, promoverem o bem-estar e a coesão social das populações.
Também porque “à crise COVID-19 suceder-se-ão novas crises resultantes de um Mundo de incerteza e volatilidade crescentes e de desafios societais complexos” e por Portugal ter já cerca de 25000 psicólogas e psicólogos “disponíveis, comprometidas e comprometidos, motivados e motivadas” que podem e querem “contribuir no presente para o futuro do país.”
Nota: A 10.09 assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, desafio que a todas e todos convoca porque cada pessoa é agente na prevenção deste gravíssimo problema de saúde pública com forte impacto nas pessoas, famílias e comunidades. A este propósito, numa situação de crise, ligue 808242424 (Serviço de Aconselhamento Psicológico da Linha SNS24). Numa situação de emergência ligue 112 (INEM).