Um estimulante artigo de Arlindo Oliveira (Público) parte da imagem de uma bola de bowling a descer à mesma velocidade de uma pena no vácuo, convidando a distinguirmos situações onde podemos isolar completamente variáveis e ter resultados perfeitos face a previsões (no vácuo o peso não interfere com a velocidade de objectos a cair) de situações, como esta pandemia, onde isso não é possível.
Nela as previsões (infecções, por ex.) não resultam perfeitas e, apesar de contraintuitivo, neste 2º recolhimento obrigatório, com níveis superiores de mobilidade da população, os valores desceram mais significativamente que no 1º e do que se previa há 1 mês. Previsões que consideram os (importantes) “R” e mobilidade mas que desconsideram indicadores comportamentais insuficientemente recolhidos em PT e que nos permitiriam, a cada momento e com qualidade, dados sobre a informação, motivação e capacidade/obstáculos das pessoas (e grupos específicos) na adopção de comportamentos recomendados, prevendo-se o que esperar e podendo intervir-se sobre estas dimensões. Sobre isto e sobre objectivos e propósito partilho reflexões com os jornalistas Nuno Guedes e Joana Faustino.