Categories
COVID-19 Educação Psicologia

Geração COVID

Geração.

Um Amigo enviou-me um artigo: “Geração COVID – Como está a pandemia a afectar o cérebro (e comportamento) das crianças”. Bebés nascidos em pandemia com piores desempenhos na motricidade (fina) e em competências de comunicação. Crianças, na linguagem, funções executivas, desenvolvimento cognitivo e emocional. Efeitos do isolamento, do stress (também de cuidadoras/es), de menores oportunidades para brincar, das máscaras, fecho de Escolas e, particularmente, efeitos desiguais intensificados em contexto de vulnerabilidades económicas e sociais. “A magnitude é massiva”, milhões de bebés e crianças no Mundo. Centenas de milhar em Portugal.

Uma (outra) emergência de saúde pública que leva Deoni a defender a urgência de estimularmos cuidadoras/es formais e informais a brincar e amar as crianças. Uma (outra) emergência que implicou, implica e implicará permanente empenho para, de acordo com a melhor informação/recursos disponíveis, conciliarem-se medidas de saúde sanitárias com medidas de saúde psicológica.

Tenho-o defendido. Temo-lo, sempre, defendido.

Assim o fiz numa peça que partilho da SÓNIA BENTO (Sábado), sobre vacinação de crianças contra a COVID-19 e de situações de discriminação relatadas face a crianças (ainda) não vacinadas. Nela procuro lembrar as “múltiplas razões e realidades individuais e familiares, e não apenas o não querer, que justificam os números do processo de vacinação das crianças”, quando em Janeiro terão existido mais crianças infectadas/os (e/ou em isolamento) que em toda a pandemia, impossibilitando a sua vacinação. Quando existiram poucas oportunidades de vacinação de crianças, particularmente as mais pequenas (além da capacidade e da motivação, que deve ser estimulada, a oportunidade é fundamental ao comportamento). Lembro, ainda, que devemos “ter presente que a percentagem de crianças vacinadas em Portugal é significativa quando comparada com países que estão a recomendar/permitir a vacinação destas faixas etárias”, tal como noutras idades o que, com o comportamento das pessoas, tem permido que tenhamos sido um dos países da Europa com menores restrições nas últimas semanas (também nas Escolas) apesar da elevada incidência.

Finalmente aboredei “a compreensão das dúvidas e das incertezas” como garante da “confiança e facilitadores do estabelecimento de um diálogo esclarecedor”, sendo fundamental a empatia e a compreensão por oposição à estigmatização ou discriminação, ineficazes na promoção e estímulo à adesão a comportamentos.

Volto ao “Pai Motorista”: “Momento em que, compreendendo-se as restrições ainda necessárias, é fundamental um especial empenho e esforço para intencionalizarmos a promoção da possibilidade de relação como factor fundamental à saúde psicológica e bem-estar, presente e futuro”. Em Setembro passado, hoje e no futuro.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *