Li com o meu filho “O que vês dessa janela” – sobre a mudança da “antiga (aldeia da) Luz” para a “nova Luz”. Nele conta-se que, pós-mudança pela ausência de referência, os gatos se perdiam sendo encontrados nos quintais das suas antigas casas da antiga Luz.

A pandemia tocou os nossos referenciais. Muito à nossa volta mudou com múltiplas consequências. Os lugares, o trabalho e a educação que, pelo 2º ano terá ensino não presencial, um “mal menor” com impactos duradouros/significativos nas crianças/jovens (particularmente nas com maiores vulnerabilidades) e no país. Com a Escola “fechada” perdem-se referências. Perde-se qualidade de ensino e apoio especializado. Perde-se a oportunidade de alunas/os verem, aprenderem e empatizarem com outras/os. De partilharem dificuldades, capacidades e formas de resolver problemas. Perde-se diversidade de experiências e espaço de expressão emocional.

No livro diz-se que as pessoas atribuíam o comportamento dos gatos ao facto da “alma da Luz” ter ficado na antiga aldeia. Para que não nos percamos, façamos (cidadãos, decisores e media) tudo o que está ao nosso alcance para rapidamente recuperarmos referências.
Recuperarmos a Escola enquanto espaço de relação e encontro, de promoção de competências educativas, sócio-emocionais e de saúde psicológica