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COVID-19 Desafios da Psicologia

O urso habituou-se ao seu próprio cativeiro…

“O urso habituou-se ao seu próprio cativeiro.” É assim que na autobiografia Obama descreve o seu refugiar nos hotéis nas primárias democratas. As actividades sociais e os restaurantes de Tacos perdiam, pela impossibilidade da espontaneidade, para a pressão mediática, gerando a sua progressiva acomodação ao “cativeiro”.

Não sendo ilimitada, a nossa capacidade de adaptação é significativa (veja-se a síndrome de Estocolmo, exemplo limite). Ainda que seres sociais que somos, em determinadas condições (pessoais e sociais), podemos caminhar para o nosso “cativeiro”, rompendo laços e conexão com o que e com quem nos rodeia. Perdemos, literalmente, o hábito do contacto e enfraquecemos as nossas relações.

Vivemos há muito sem total espontaneidade nas actividades sociais e relações. Estamos disso cansados e corremos o risco de nos habituar a um certo “cativeiro”, algo que frontalmente deveremos combater. Intencionalizando o contacto, o cuidado e a conexão com outras/os, conforme nos é possível hoje. Contribuindo para que outras/os estejam um pouco melhor para todas/os, particularmente quando mais vulneráveis, termos quem o faça connosco. Fazer disso propósito e significado para o esforço que vimos fazendo.

Vamos ligar-nos, escrever-nos, enviar algo a alguém? Vou fazê-lo. Fazem-no também?

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