Há 75 anos aquele sombrio portão abria-se definitivamente.
Portão, lugar, que o nazismo queria “sem história” (Arendt).
Portão de uma das Auschwitz’s “construídas pelo ódio, pavimentadas de indiferença” (Kershaw).
Hoje é dia da memória. Da história. Inscrevê-lo, lembrando-o, é contributo mínimo do nosso dever para com tantos seres humanos que ali sofreram atrocidades inimagináveis. Inscrevê-lo, documentando-o, pela literatura, pelo cinema (quem não se recorda do Guido, do Brody ‘Pianista’ ou de Neeson como Schindler?) outro.

Inscrevê-lo procurando pela ciência prevení-lo ainda outro. Assim o fará amanhã com o fórum das políticas públicas o IPPS ISCTE, reflectindo sobre como podem estas melhorar, promovendo bem-estar, equidade e confiança dos cidadãos no sistema democrático. Assim fará 5ªF a Ordem dos Psicólogos Portugueses, no Diálogos da Psicologia, pensando as pontes da psicologia com o jornalismo (tão importante nestes fenómenos).
De uma ou de outra forma, ao inscrevermos, combatemos os ‘antis’ e o negacionismo que cresce em alguns grupos (veja-se a capa do jornal i de hoje e pensem-se nas comunidades Tutsi, Rohingya, …). Se rima… Se rima…